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As coisas que eu gosto! E as outras...

Este é o meu espaço, nele partilho as minhas fotos amadoras, as coisas que aprendi e vou aprendendo.

As coisas que eu gosto! E as outras...

Este é o meu espaço, nele partilho as minhas fotos amadoras, as coisas que aprendi e vou aprendendo.

28.03.20

Está tudo doido, ou só só eu?

Ó Sr. Guarda está um dia tão bom, vou passear à praia...

Miluem

Acabo de passar por um noticiário na tv, e vi uma reportagem de uma fila de trânsito no acesso à Ponte 25 de Abril.

 

Alguns regressam do trabalho, ou de assistência à família por isso estão a circular justificadamente.

 

Outros levam o carro cheio de gente para irem passear para a praia...

 

No Porto, a Polícia anda desde manhã a avisar as pessoas, através de drones, carros e motos e mesmo assim as pessoas não ouvem.

 

Deve haver outros locais onde de se está a passar o mesmo, eu é que só vi estes dois.

 

O vírus deve atacar também o cérebro...

 

Desculpem mais um desabafo, mas há atitudes irresponsáveis que me deixam furiosa!

28.03.20

Agradeço que seja responsável!

Miluem

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Como já deve ter ouvido nas notícias,  hoje as Autoridades iniciam uma nova fase de avaliação do comportamento dos cidadãos face às medidas distanciamento e isolamento decretadas.

 

Esta avaliação vai determinar a tomada de medidas de restrição mais duras, ou não.

 

Nem todos podemos ficar em casa!

 

Muitos de nós trabalham em serviços que não são exequíveis a partir de casa.

 

Agradeço que se lembre disso antes de sair para ir passear em bando para qualquer lado ou de férias de Páscoa.

 

Até agora as Autoridades têm feito controlos de circulação aleatórios e de sensibilização.

 

Gostaria que assim continuasse.

 

Que não começasse a ter que parar numa barreira policial para mostrar documentos que me permitam ir trabalhar como já acontece noutros países.

 

Pronto, já desabafei!

 

05.02.20

Aprender a valorizar

Miluem

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Nota:
Esta é uma dissertação em modo de anotação, do que devo mudar.
 

Cruzo-me com algumas pessoas ao longo do dia, conheço-as e falo com elas nos seus locais de trabalho, mas é com vergonha que admito que não sei o seu nome, e por vezes quando passo por elas na rua não as reconheço, ou fico com aquela sensação de “esta cara não me é estranha…” (claro que o facto de ser um bocado destrambelhada não ajuda).

 

Uma vez li ou vi (não me recordo) uma reportagem que, com razão, me chamou a atenção para as “pessoas invisíveis”.

 

As pessoas pelas quais passamos quase diariamente porque trabalham em locais que frequentamos ou fazem trabalhos em vias públicas por onde passamos, mas que nos são invisíveis.

 

Na maior parte das vezes não sabemos se são homens ou mulheres, se são jovens ou menos jovens, quando muito olhamos de soslaio para a farda e chega-nos.

 

Mentalmente, pus-me no lugar de uma "pessoa invisível".

 

Ver que as pessoas quando passam e olham na nossa direção, não vêem nada, é uma sensação horrível.

 

01.11.19

desafio de escrita dos pássaros #8 - Crescendo

Miluem

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Tico & Teco à conversa

 

Miluem, tens andado armada em carapau de corrida a falar da Tradição do Pão por Deus e até puseste uns versos para ajudar os iniciados na Arte da Pedinchice, mas quando eras pequena, encaravas a tradição de outra forma.

 

Ajudavas a fazer o bolinho porque eras obrigada, achavas que dava muito trabalho e levava muito tempo a fazer (eras uma pessoa muito ocupada, com muitos afazeres…) mas quando se tratava de comer a massa crua e de os comeres quando saiam do forno quentinhos, os afazeres iam todos para as couves!

 

No dia 1 de Novembro, nem era preciso dizerem-te que eram horas de levantar, nesse dia o colchão tinha picos.

 

Logo cedinho com a saca do pão (de pano e de retalhos, pois está claro!)  pendurada no braço ias ter com os miúdos da vizinhança ao local previamente combinado, já não eram amadores, tinham uma rota e sistema!

 

Começavam cedo a bater às portas com a cantilena do costume,

 

Ó Tia, dá Bolinho?

Ó Tio, dá Bolinho?

 

Nas casas onde sabiam que as pessoas não davam bolinho, divertiam-se a bater à porta e a fugir, depois ficavam a rir e a espreitar as pessoas a virem à porta ainda em pijama.

 

Lembras-te das Estaladas de Amor? Algumas foram porque as pessoas te viram e contaram aos teus pais …

 

Miluem, como criança que eras, não entendias que uma Tradição, não é a mesma coisa que uma Obrigação.

 

As pessoas não eram obrigadas a darem-te bolinhos, além disso existem pessoas que não tinham e continuam a não ter, possibilidades para gastar dinheiro em coisas extra.

 

Pelo facto de ser Tradição, não quer dizer que as pessoas gostem ou concordem com ela.

 

Se as pessoas não gostam e não concordam com certas tradições nós temos que respeitar a postura delas da mesma forma que gostamos que elas nos respeitem.

 

Agora já adulta consegues refletir sobre coisas que em criança não conseguias, sabes porquê?

 

Nós (Tico & Teco) amadurecemos.

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Para esta semana, o tema é:

Escreve uma carta para a criança que foste

05.09.19

Reflexões idiotas sobre idiotas ainda maiores

Miluem

Foto: XAVIER LEOTY / AFP

 

Quando li esta notícia, soube de imediato que não podia deixar de dar um abraço solidário ao Maurice!

 

Existem neste mundo de Deus, uns idiotas que, descobrem a existência zonas rurais através do mapa do Google e decidem ir até lá...

 

Estão de férias, acham-se as pessoas mais importantes do mundo e dos arredores a sul, esperam que fiquem todos encantados com a visita e ao seu dispôr...

 

Idiotamente recorrem a Tribunal para impedir que "Residentes Locais" como o Maurice exerçam em liberdade o seu trabalho honesto e direito de expressão!

 

Francamente!   Emplastros!

 

O Maurice é um trabalhador matutino ... está na sua natureza! Deita-se cedo e levanta-se cedo.

 

Quem nunca ouviu:

"Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer"

 

Força Maurice!  Trabalha como nunca!

 

 

14.07.19

Pensamentos despretenciosos

Miluem

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Eu tenho uma natureza curiosa, gosto de aprender sobre os mais diversos temas (coisas que nem interessam para nada), sempre fui assim.

 

Gosto de reflectir sobre coisas que vejo, oiço, que se passam comigo ou com outros conhecidos ou desconhecidos com quem me cruzo (os meus Tico e Teco andam sempre num badanal coitados, qualquer dia destes recebo uma carta a dizer que se despedem).

 

Não tenho por hábito partilhar as coisas sobre as quais reflito mas hoje deu-me para aqui (podia dar para pior).

 

Se alguém ler isto, agradeço que leve em consideração que são apenas pensamentos meus, não têm fundamentação médica ou terapêutica ou do que quer que seja, não tenho qualquer formação nessas áreas.

 

Uma milésima parte das minhas refleções da semana:

 

  • Por vezes cruzamos-nos com desconhecidos
    • Nem sequer falamos a mesma língua materna
      • Mas uma conversa multilingue e gestual, alivia duas almas que precisavam de conforto naquele momento.

 

  • Não ser demasiado simpática e humilde com quem não costuma a ser gentil para connosco
    • As pérolas não são para porcos
      • Nunca as usarão num colar, trincá-las-ão e comê-las-ão.

 

  • Ao ser-se demasiado simpática e educada na manifestação de uma opinião perante desconhecidos
    • Corre-se o risco de levar um rótulo pouco simpático.

 

  • Sou impulsiva por natureza (tornar-me uma pessoa melhor é um trabalho ainda em curso)
    • Tenho que ser mais serena, ignorar ou dar ao desprezo que não vale a pena valorizar, é o melhor caminho.

 

  • Fale quando acha que deve falar
    • Tome conta de si, mais ninguém mais o fará
      • De boas intenções está o inferno cheio.

 

  • Tentar ser forte
    • Mesmo quando tudo à volta parece estar a desmoronar
      • Procurar aquele restinho de esperarança que pode fazer toda a diferença.

 

12.06.19

Humanos, patudinhos e bigodinhos

Miluem

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Eu creio profudamente que a convivência saudável entre pessoas e animais de estimação, nos torma mais humanos.

 

IMG_20190612_111608.jpgAcredito por isso que os Centros para a Terceira Idade (Lares e Centros de Dia) deviam ter companheiros patudinhos e bigodinhos.

 

Há um Centro de Terceira Idade na Gafanha da Encarnação que adotou primeiro o "Vadio" e mais tarde a "Viana" (são dois patudinhos fofos).

 

Quando o Vadio foi adotado, houve utentes que só o queriam por perto e isso mudou-lhes completamente a vida, tinham um novo objetivo, tratar do Vadio, dar-lhe mimo, lavá-lo, penteá-lo, tê-lo ao colo e competir para ver quem ficava com ele mais tempo, em que cama é que ele dormia...

 

Houve outros utentes que ao princípio não queriam nada com ele ... detestavam animais ... já não se interessavam por nada, estavam cansados da vida...

 

Mas os animais são inteligentes, persistentes e sabem conquistar quem querem.

 

Esses utentes foram conquistados, ganharam o maior amigo do mundo (porque é uma amizade desinteressada) para últimos momentos da vida e alguns partiram com a companhia dele.

 

Porque é que os Centros para a Terceira Idade não contactam mais as Instituições que acolhem animais abandonados e animais vítimas de maus tratos que foram resgatados e adoptam "mascotes"?

 

Eu acho que a vida dos utentes ia ser tão mais feliz.

 

Já fui a lugares em que se sente a tristeza no ar, parece que as pessoas estão à espera do fim.

 

Há quem devido à idade avançada já não tenha família nem amigos que lhes possam fazer uma visita.

 

(Tinha um conhecido já idoso (JF) que dizia que a pior parte de ter 93 anos era a solidão, a família já tinha partido e os amigos mais antigos também)

 

Com um patudinho ou bigodinho no "Centro" tinham um amigo (partilhado) de quem recebiam carinho e a quem podiam fazer confidências e carinhos.