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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

27.01.21

Alenquer @ Lendas de Portugal - Boi Marciano

Miluem

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Boi Marciano

 

Lendas Segundo Guilherme João Carlos Henriques

 

No centro da povoação está o templo magestoso erigido em honra de Nossa Senhora da Piedade, objecto de um fervoso culto durante 500 annos.

 

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Foto: http://www.cm-alenquer.pt

 

Conta a tradição que em 1305 um pastor de Aldeia Gallega, pastando seus bois nas charnecas visinhas, notou que todas as tardes a certa hora lhe faltava um boi da manada chamado marciano tomando mais tarde a apparecer.

 

Admirado do caso espreitou o animal e seguindo-lhe o rasto, foi acha-lo ajoelhado aos pés de um carvalheiro e entre a folhagem da árvore via-se uma imagem pequenina de Nossa Senhora.

 

O pastor appressou-se em avisar o prior de Aldeia Gallega e elle com os habitantes foram buscar a imagem, e a trouxeram para a egreja parochial.

 

Na mesma noite a imagem desappareceu e foram acha-la novamente no carvalheiro.

 

Entenderam que a Senhora assim queria mostrar desejos de estar para sempre n'aquele sitio e por isso lhe fizeram uma ermida alli mesmo, que logo se tornou muito concorrida pela fama dos milagres que por intervenção da Senhora se faziam.
    


O pastor que descobriu a imagem dedicou-se ao serviço da Senhora, servindo de ermitão da mesma ermida, e quando falleceu foi enterrado debaixo do altar d'ella.

 

Nos annos posteriores os devotos vinham colher terra da sua sepultura para curar os padecimentos que os afligia.

 

 

http://www.cm-alenquer.pt/CustomPages/ShowPage.aspx?pageid=c9aa5396-4e0f-4401-b5f4-f4648c57298c

 

26.01.21

Benquerença @ Lendas de Portugal - O Barroco do Francês

Miluem

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O Barroco do Francês

 

Se a história da Beira Baixa é fértil em factos ou acontecimentos que bem atestam o grande amor que sempre os nossos antepassados tiveram pela independência, muitos há ainda ignorados e apenas perpetuados pela reprodução ou repetição oral do povo.



A tradição que vai seguir-se é um exemplo.



O castigo das invasões francesas caiu logo de entrada na zona fronteiriça da nossa Província.

 

Os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, especialmente as freguesias de Rosmaninhal, Segura, Salvaterra do Extremo, Castelo Branco, Alpedrinha e Sarzedas, sofreram as maiores inclemências e afrontas.

 

Esfomeados, rotos, verdadeiramente andrajosos, os soldados franceses praticaram ali toda a casta de atropelos, vilanias e ultrajes.

 

E os povos — os seus moradores — cheios de terror e sem recursos, os dirigentes a aconselharem moderação, o próprio Rei e a corte voluntariamente exilados, limitaram a sua acção a esconder os seus haveres e a procurarem, quanto possível, fugir com as esposas e as filhas aos horrores da nova barbárie.

 

À freguesia de Benquerença chegou, mal ela se deu, notícia da primeira invasão.

 

Mulheres e raparigas, conhecedoras de toda a casta de infâmias já praticadas em outros lugares, embrenharam-se nos densos matagais, que ao tempo quase circundavam a povoação, e, por isso, quando os primeiros invasores ali chegaram pouco mais encontraram do que a parte da população que nada possuía e que nada receava.

 

Mas alguns franceses conheciam algumas palavras portuguesas e alguns até formavam frases completas. Valendo-se desses conhecimentos, subiam aos lugares mais elevados dos arredores da povoação e gritavam:

     — Ó Maria! Anda, que já abalaram os franceses!

 

Ao que um dos da companhia acrescentava:

     — Abalados fossem eles para as profundas dos infernos!

Isto dito, escondiam-se à espera da presa.

 

À povoação chegou um dia a noticia de que fora iniciada a resistência, e que a Nação ia levantar-se.

 

Dos esconderijos começaram a sair os mais animosos.

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Nos postos elevados dos arredores já se não ouvia a grita dos facínoras a armar o laço aos incautos, mas a boa voz dos portugueses a pedir o regresso aos lares, para a luta contra o inimigo.

 

Em certa altura, na Benquerença, apareceu novo grupo de franceses. A população, refeita do terror em que estivera envolvida, sedenta de vingança pelo canibalismo dos novos hunos, resolveu tirar vingança.

 

A luta travou-se dura, e, no campo, penhor certo de quem não sofre em silêncio uma afronta, ficou um francês.

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E como do cimo de um barroco, no sítio do Calvário, face voltada à ribeira, mais de uma vez os moradores haviam sido enganados pelas falsas chamadas dos invasores, o povo resolveu cavar-lhe ali mesmo a sepultura.

 

E, por isso, através das gerações e pelos séculos dos séculos, hoje como no futuro, o Barroco do Francês vai ensinando, e ensinará, que não se afronta impunemente a dignidade dos beirões.

 


Source: DIAS, Jaime Lopes Contos e Lendas da Beira Coimbra, Alma Azul, 2002 , p.23-25
Place of collection: Benquerença, PENAMACOR, CASTELO BRANCO
Narrative / When: 20 Century, 50s / Belief: Unsure / Uncommitted

Fonte: CEAO - Centro de Estudos Ataíde Oliveira

Fotos: https://www.cm-penamacor.pt/o-concelho/freguesias/poi/benquerenca

 

25.01.21

Caldas da Rainha - A “Perfeita” Rainha Dona Leonor

Miluem

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Retrato imaginado da Rainha D. Leonor, por José Malhoa

 
 
A “Perfeita” Rainha Dona Leonor
 
 
 
A história das Caldas da Rainha começa aqui…
 
 
A mais importante figura da nossa cidade é, nada mais, nada menos, a Rainha D. Leonor (1458- 1525), nossa fundadora e responsável pela edificação do Hospital Termal, à volta e em função do qual se desenvolveu àquela que é hoje a nossa cidade, e cujo nome para D. Leonor remete.
 
 
Apresentando-vos a nossa patrona, D. Leonor nasceu em Beja em 1458 e antes de se tornar Rainha por casamento (1481) com o futuro Rei D. João II… seu primo (sim, leram bem, eram mesmo primos direitos!), diziamos nós que D. Leonor antes do matrimónio com o Príncipe Perfeito era já uma princesa da Casa de Avis, visto ser bisneta do Rei D. João I (1385-1433), o Mestre de Avis, sendo também neta do primeiro Duque de Bragança, D. Afonso, que por sua vez era casado com D. Beatriz Pereira, filha de D. Nuno Alvares Pereira, Condestável do Reino e braço direito de D. João I, entre outros, na Batalha de Aljubarrota … nós também ficamos confusos, mas a política de casamentos entre parentes assim obrigava!
 
 
 
Rainha Dona Leonor a Fundadora
 
 
Para confundir ainda um pouco mais, podemos também dizer que a nossa D. Leonor foi apenas a terceira e última rainha consorte (através de casamento com o herdeiro do trono) nascida em Portugal e que foi ainda o primeiro representante da realeza nacional a pertencer à Casa Bragança, que viria a representar Portugal enquanto Casa Real após a Restauração da Independência em 1640.
 
 
Só para alimentar mais um pouco toda esta confusão, com a morte de D. João II em 1495, e sem que este e D. Leonor tivessem deixado um herdeiro ao trono, tiveram de facto um filho que morreu ainda jovem num acidente de cavalo, quem subiu ao trono foi o irmão … de D. Leonor … e primo de D. João II, o Rei D. Manuel I (1495-1527), que viria também a ter um papel importante na história da nossa terra.
 
 
Apresentada a nossa digníssima fundadora e ultrapassadas as suas complexas ligações genealógicas é importante percebermos porque razão existe esta ligação de D. Leonor a Caldas da Rainha e de que forma ela se foi definindo.
 
 
Pois muito bem, diz a lenda que em dia de celebrações fúnebres em honra a D. Afonso V, pai de D. João II … e tio e sogro de D. Leonor, a ter lugar no Mosteiro da Batalha, no caminho de Óbidos para a Batalha, a Rainha se cruzou com um grupo de pessoas que se banhavam numas poças perto da estrada e que ao solicitar que se questiona-se do que se tratava lhe terá sido dito que as águas ajudavam as ditas pessoas a sentirem-se melhores das suas dificuldade físicas ou de saúde.
 
 
https://gocaldas.com
 
24.01.21

Confinamento - Comprovativo de morada

Miluem

Já tenho o meu comprovativo de morada para ir ao supermercado, à farmácia e "à voltinha".

 

No Portal das Finanças obtém-se de imediato em pdf, fica no telemóvel para mostrar quando for preciso.

 

Deixo aqui o link e um print para o caso de alguém não saber como se faz.

 

https://www.portaldasfinancas.gov.pt/pt/menu.action?pai=605

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24.01.21

Se tu visses... @ Lenga-Lengas da cultura portuguesa

Miluem

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Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma cadela com pintos,
Uma galinha a ladrar.


Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma cobra que corria,
E um cavalo a rastejar.


Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma abelha a grunhir,
E um porco a voar.

 

Fonte: Plano Nacional de Leitura - Fundação Aga Khan Portugal

Foto: https://br.freepik.com