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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

01.12.22

Mesa de Natal = Receitas de Broas

Miluem
01.12.22

Mesa de Natal  = Receitas de Filhoses ou Velhoses e Sonhos

Miluem
24.12.21

Poemas de Natal * Natal… Natais… de Cabral do Nascimento

Boas Festas. Desejo um Natal com Saúde, Alegria e Paz.

Miluem

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Natal… Natais…

Tu, grande Ser,

Voltas pequeno ao mundo.

Não deixas nunca de nascer!

Com braços, pernas, mãos, olhos, semblante,

Voz de menino.

Humano o corpo e o coração divino.

 

Natal… Natais…

Tantos vieram e se foram!

Quantos ainda verei mais?

 

Em cada estrela sempre pomos a esperança

De que ela seja a mensageira,

E a sua chama azul encha de luz a terra inteira.

Em cada vela acesa, em cada casa, pressentimos

Como um anúncio de alvorada;

E ein cada árvore da estrada

Um ramo de oliveira;

E em cada gruta o abrigo da criança omnipotente;

 

E no fragor do vento falas de anjos, e no vácuo

De silêncio da noite

Estriada de súbitos clarões,

A presença de Alguém cuja forma é precária

E a sua essência, eterna.

Natal… Natais…

Tantos vieram e se foram!

Quantos ainda verei mais?

 

Cabral do Nascimento, em ‘Cancioneiro’.

 

Créditos:

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/12-poemas-de-natal-escolha-o-seu/?amp=1

Foto: 

https://queridasbibliotecas.blogspot.com/2015/11/joao-cabral-do-nascimento-1897-1978.html?m=1

22.12.21

««Tradições de Natal - A Missa do Galo

Miluem

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Você sabe como surgiu a expressão “Missa do Galo”?

 

A origem do nome pode estar ligada a várias tradições seculares

A“Missa do Galo”, que acontece à meia-noite do dia 24 de dezembro, foi instituída pelo Papa São Telesforo no ano 143.  

Desde o século IV, um hino latino cantado na cerimônia do Natal aponta o nascimento do Cristo no meio da noite. Daí o costume de assumir a meia-noite como hora do nascimento de Jesus.

Mas de onde surgiu a expressão “Missa do Galo”? Existem várias explicações que versam sobre a origem dessa denominação.

Uma delas, de origem romana, conta que, naquele 24 de dezembro, foi a única vez que o galo cantou à meia-noite, antecipando o anúncio do nascimento de Jesus.

O galo era considerado uma ave sagrada no antigo Império Romano. O animal passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Tanto que, nas Igrejas mais antigas, há a figura da ave em seus campanários.

Outra lenda diz que, antes de baterem as 12 badaladas da meia-noite do dia 24 de dezembro, cada lavrador da província de Toledo, Espanha, matava um galo em memória daquele que cantou quando Pedro negou Jesus. A ave era levada para a Igreja e, depois, doada aos pobres, garantindo-lhes um Natal mais feliz.

Há ainda outra explicação: a que diz que  a comunidade cristã de Jerusalém ia em peregrinação a Belém para participar da Missa do Natal na primeira vigília da noite dos judeus, na hora do primeiro canto do galo.

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O certo mesmo é que a expressão  “Missa do Galo” só existe nos países de língua latina.  

Oficialmente, a denominação utilizada para essa Celebração Eucarística  é “Santa Missa de Natal” ou “Celebração do Natal do Senhor’. Regularmente, a Missa do Galo celebrada pelo Papa ocorre na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e costuma ser transmitida por várias redes de Televisão.

Nos últimos anos, várias Igrejas brasileiras anteciparam o horário da “Missa do Galo” em virtude da violência nas cidades. Na maioria das paróquias, a Missa começa às 20h e termina por volta das 22h.

 

Aleteia Brasil - publicado em 23/12/16

 

Créditos: 

Fonte: https://pt.aleteia.org/2016/12/23/voce-sabe-como-surgiu-a-expressao-missa-do-galo/#

Fotos:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mosteiro_sao_bento_natal_2009_missa_galo.jpg

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2018-12/papa-francisco-missa-natal-basilica-sao-pedro.html

21.12.21

««Tradições de Natal - A História do Bolo Rei

Miluem

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A História do Bolo Rei

 

Era uma vez,

Num lugar e tempo, muito distantes, que se designava Roma antiga, que nasceu a tradição de eleger o rei da festa, durante as celebrações pagãs e religiosas. Havia grandes banquetes e ditava a sorte através das favas, quem seria o rei daquela festa.

 

A Igreja Católica achou esta ideia tão interessante e porque decorria, anualmente, em dezembro, decidiu relacioná-lo com o período de tempo entre o nascimento de Jesus e o dia dos Reis, a 6 de janeiro, que ficaria marcado por uma fava que apareceria no bolo Rei. Seria doce e “representaria os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus aquando do seu nascimento. A côdea simbolizava o ouro, os frutos secos e cristalizadas representavam a mirra, e o aroma do bolo assinalava o incenso. Ao avistarem a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Jesus, os três Reis Magos disputaram entre si, qual dos três teria a honra de ser o primeiro a entregar ao menino os presentes que levavam. Como não teriam conseguido chegar a um acordo e com vista a acabar com a discussão, um padeiro confecionou um bolo escondendo no interior da massa uma fava. De seguida cada um dos três Reis Magos pegaria numa fatia, o que tivesse a sorte de retirar a fatia contendo a fava seria o que ganharia o direito de entregar em primeiro lugar os presentes a Jesus. O dilema ficou solucionado, embora não se saiba se foi, Gaspar, Baltazar, ou Belchior o feliz contemplado, segundo nos conta uma lenda bem antiga”.

 

Contudo foi na corte do rei Luís XIV que surgiu o “bolo Rei”, que se fazia especificamente para a época de Natal. Estando, assim bem documentada a sua origem.

 

Voltas e mais voltas na história, este delicioso manjar chegou a Portugal e, a partir de 1870, os bolos traziam escondido uma fava simbólica e, ainda, um brinde.

 

A Confeitaria Nacional, na baixa pombalina, em Lisboa, foi a primeira casa em Portugal a realizar esta iguaria natalícia, o que fez com que melhorassem a qualidade das especialidades daquela casa e que granjeasse grande fama no nosso país.

Um deles foi o célebre confeiteiro Gregório, que se baseou numa receita secreta de Bolo Rei que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Toulouse, em 1869, contrariando outros relatos que indicam como ter vindo de Paris.

Orgulha-se, esta confeitaria, de ter trazido a receita e a manter integralmente como receita francesa do sul de Loire.

Balthazar Castanheiro Júnior, que aos seus méritos de confeiteiro juntava os de artista, trouxe uma cópia do quadro “Gateau des Rois”, de Jean-Baptiste Greuze, que durante anos teve exposto no seu estabelecimento como alusão a este famoso bolo.

Como curiosidade é interessante ainda relembrar que, inicialmente, além da fava, posta em todos os Bolos Rei, alguns ocultavam prémios valiosos em ouro ou prata.

(…)

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Tradicionalmente este bolo de forma redonda, com um grande buraco no centro, é feito de uma massa fofa e branca, misturada com passas, frutos secos, e frutas cristalizadas.

 

Na cidade do Porto, o Bolo Rei foi introduzido em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais, segundo uma receita que o proprietário, Francisco Júlio Cascais, trouxera de Paris, receita muito semelhante à da Confeitaria Nacional.

 

Salazar chegou, posteriormente, a proibir a colocação da fava e do brinde, no bolo rei, cujo nome também não agradava, mas anos mais tarde voltou a ser permitido.

 

O Bolo Rei está em cada mesa de Natal, em Portugal, e não se limita a ser um bolo vistoso e de um sabor único, é, também, um símbolo da nossa tradição.

 

Andreia Gonçalves,  in Voz de Lamego, ano 90/03, n.º 4538, 10 de dezembro de 2019

 

Créditos:

Fonte: https://diocesedelamego.wordpress.com/2019/12/15/a-historia-do-bolo-rei/

Fotos

https://www.vortexmag.net/bolo-rei-historia-receita-caseira-e-segredos-de-confeccao/

https://pumpkin.pt/familia/comer/receitas-deliciosas/bolo-rei-receita-tradicional-facil/