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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

20.05.21

Meu Castelo Amado (Leiria) de Basílio Artur Pereira

O último Alcaide do Castelo de Leiria

Miluem

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O Castelo de Leiria reabre ao público no próximo dia 22 de maio, o dia da cidade, depois de ter  estado encerrado nos 2 últimos anos para obras de requalificação e construção de 3 elevadores de acesso.

 

Esta é a minha pequena homenagem ao Sr. Basílio, o último Alcaide do Castelo.

 

Meu Castelo Amado

 

Meu castelo amado
Me viste nascer
Quanto amor te tenho
Me verás morrer

São pedras velhinhas
E de quantos anos
Meu castelo amado
De encantos tamanhos

Foram meus avós
Que anos te guardaram
Depois meus pais
Assim continuaram

E até quando
Eu te guardarei
Meu castelo amado
Não te esquecerei

 

In


As minhas lembranças
História do último Alcaide do Castelo de Leiria
por

Basílio Artur Pereira

 

Foto: Google

 

12.04.21

Poetas portugueses | Esperança de Miguel Torga

Miluem

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Esperança

 

Tantas formas revestes, e nenhuma

Me satisfaz!

Vens às vezes no amor, e quase te acredito.

Mas todo o amor é um grito

Desesperado

Que apenas ouve o eco...

Peco

Por absurdo humano:

Quero não sei que cálice profano

Cheio de um vinho herético e sagrado.   

 

Miguel Torga,

in 'Penas do Purgatório'

 

https://momentosdeleitura.blogs.sapo.pt

21.03.21

Exposição Virtual - 100 anos das Aparições de Fátima

Arquivo Nacional Torre do Tombo

Miluem
19.02.21

Poetas portugueses | Algumas proposições com pássaros e árvores de Ruy Belo

Miluem

 

 

 

Os pássaros nascem na ponta das árvores

As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros

Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores

Os pássaros começam onde as árvores acabam

Os pássaros fazem cantar as árvores

Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se

deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal

Como pássaros poisam as folhas na terra

quando o outono desce veladamente sobre os campos

Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores

mas deixo essa forma de dizer ao romancista

é complicada e não se dá bem na poesia

não foi ainda isolada da filosofia

Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros

Quem é que lá os pendura nos ramos?

De quem é a mão a inúmera mão?

Eu passo e muda-se-me o coração

 

Ruy Belo

 

https://www.escritas.org/pt/t/3409/algumas-proposicoes-com-passaros-e-arvores

Foto: https://www.wilder.pt/naturalistas/as-aves-que-podemos-encontrar-num-passeio-em-sintra/

 

16.02.21

Vasco Santana - Exposição Virtual

Arquivo Nacional Torre do Tombo

Miluem

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Vasco António Rodrigues Sant’Ana

(Lisboa, Benfica, 28 de Janeiro de 1898

— Loures, Caneças, 13 de Junho de 1958),

mais conhecido como Vasco Santana,

foi um dos maiores actores portugueses.

O pai era Henrique Santana,

ensaiador e cenógrafo-maior do teatro em Portugal

e sua mãe Maria Filomena Rodrigues Sant’Ana.

Chega ao teatro em 1917 na peça “O Beijo”,

em exibição no teatro Avenida, em Lisboa.

No dia 13 de julho de 1958, Vasco Santana morreu.

 

http://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-virtuais-2/vasco-santana/