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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes, gosto de os partilhar por imagens e ou palavras.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

16.05.20

Ataque d'Alcacer do Sal por D. Affonso Henriques - Gravura da Biblioteca Nacional de Portugal

Miluem

 

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Ataque d'Alcacer do Sal por D. Affonso Henriques [ Visual gráfico]

 

AUTOR(ES):        Litografia de Santos,impr.

PUBLICAÇÃO:    [S.l. : s.n., entre 1829 e 1852] ( Lisboa : -- Lith. de Santos)

DESCR.FÍSICA:    1 gravura : litografia, color. ; 18,6x26,5 cm (dim. da comp., sem letra)

NOTAS:               Data segundo período de actividade do impressor

CDU:     355.48(469)"11"(084.1)

763(=1:469)"18"(084.1)

929.7Afonso Henriques, Rei de Portugal(084.1)

94(469)"11"(084.1)

END. WWW:      http://purl.pt/41

 

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Gravura  do Domínio Público digitalizada pela Biblioteca Nacional Digital, o seu download é gratuito.

03.05.20

Pequeno Poema - Sebastião Gama

Miluem

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Pequeno Poema

 

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

 

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve estrelas a mais...


Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

 

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

 

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

 

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

 

Sebastião da Gama

in 'Antologia Poética'

 

04.04.20

O Sapo - Afonso Lopes Vieira - in 'Animais Nossos Amigos'

Miluem

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O Sapo

 

Não há jardineiro assim,
Não há hortelão melhor
Para uma horta ou jardim,
Para os tratar com amor.

 

É o guarda das flores belas,
da horta mais do pomar;
e enquanto brilham estrelas,
lá anda ele a rondar...

 

Que faz ele? Anda a caçar
os bichos destruidores
que adoecem o pomar
e fazem tristes as flores.

 

Por isso, ficam zangadas
as flores, se se faz mal
a quem as traz tão guardadas
com o seu cuidado leal.

 

E ele guarda as flores belas,
a horta mais o pomar;
brilham no céu as estrelas,
e ele ronda, a trabalhar...

 

E ao pobre sapo, que é cheio
de amor pela terra amiga,
dizem-lhe que é feio
e há quem o mate e persiga 

 

Mas as flores ficam zangadas,
choram, e dizem por fim:
- «Então ele traz-nos guardadas,
e depois pagam-lhe assim?»

 

E vendo, à noite, passar
o sapo cheio de medo,
as flores, para o consolar,
chamam-lhe lindo, em segredo...

 

Afonso Lopes Vieira,

in 'Animais Nossos Amigos'