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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

05.02.21

Lenga Caçador furunfunfor @ Lenga-lengas da cultura portuguesa

Miluem

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Era uma vez um caçador furunfunfor

Triunfador

Misericuntor

Que foi à caça furunfunfaça

Friunfunfaça

Misercuntaça

E caçou um coelho furunfunfelho

Triunfelho

Miesericuntelho

 

E levou-o a uma velha furunfunfelha

Trinfunfelha

Misericuntelha

 

Arranja-se o coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho

 

A velha furunfunfelha

Misericuntelha

 

Descuidou-se e veio o gato furunfunfato

Triunfunfato

Misericuntato

 

E comeu o coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho

 

Veio o caçador funfunfunfor

Triunfunfor

Misericuntor

 

E disse: – ó velha furunfunfelha

Triunfunfelha

Misericuntelha

 

Disse: – o teu coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho

 

Comeu-o o gato furunfunfato

Triunfunfato

Misericuntato

 

E lá se foi o caçador furunfunfor

Triunfunfor

Misericuntor

 

Ver se caçava outro coelho furunfunfelho

Triunfunfelho

Misericuntelho.

 

https://www.abcdobebe.com

Foto: Freepik 

 

24.01.21

Se tu visses... @ Lenga-Lengas da cultura portuguesa

Miluem

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Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma cadela com pintos,
Uma galinha a ladrar.


Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma cobra que corria,
E um cavalo a rastejar.


Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma abelha a grunhir,
E um porco a voar.

 

Fonte: Plano Nacional de Leitura - Fundação Aga Khan Portugal

Foto: https://br.freepik.com

07.01.21

Era e não era I @ Lenga-Lengas da cultura portuguesa

Miluem

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Era e não era
Andava lavrando,
Chegou uma notícia
Que seu pai era D. Fernando.

Sentado de pé,
num banco de pau,
feito de pedra
Um jovem ancião
Bondoso e mau

A ler um jornal sem letras,
À luz de uma vela apagada,
Calado apregoava:
"A terra é uma bola quadrada"

E o pobre do Fernando,
lesto como o caracol,
sobe parede abaixo,
no seu jeito mole.

Bateu-lhe desafortunada a fortuna
e bem-afortunado o azar,
Antes do nascimento,
Sempre depois e nunca mais

Tinha o pai pra nascer
E a mãe pra morrer.
Que havia o moço de fazer?
Deitou os bois ás costas,
Pôs o arado a correr.

Quis saltar o valado,
Saltou um arado.
Se não era cão
Mordia-lhe um cajado.

Entrou numa horta,
Viu um pessegueiro
Carregado de maçãs,
Avelãs e fruta madura.

Veio de lá o dono dos pepinos:
- Ó ladrão dos meus marmelos!
Quem te mandou a ti andar a roubar as cerejas
Que tinha guardado
Prós meus meninos?

Agarrou num melão,
Atirou-lhe com um pepino

Acertou-lhe num artelho,
Fez-lhe sangue num joelho.

 

http://diasquevoam.blogspot.com/2006/06/cega-rega-era-e-no-era-andava-lavrando.html?m=1

04.01.21

Quadras populares infantis } Dedos 3 versões

Miluem

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Dedos

 

Dedo mindinho,

Seu vizinho

Pai de todos

Fura bolos

Mata piolhos.

 

 

O dedo mindinho quer pão

O vizinho diz que não

O pai diz que dará

Este o furtará

E o polegar: “Alto lá!”

 

 

Pequenino (o dedo mindinho)

Seu vizinho (o anelar)

Pai de todos (o dedo médio)

Fura bolos (o indicador)

E mata piolhos. (o polegar)

 
 

 

02.06.20

Cuco @ Lenga-Lengas da cultura portuguesa

Miluem

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Era uma vez um Cuco
Que não gostava de couves.
Mandou-se chamar o pau
Para vir bater no cuco
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o fogo
Para vir queimar o pau
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar a água
Para vir apagar o fogo
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o boi
Para vir beber a água
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o homem
Para vir ralhar com o boi
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o polícia
Para vir prender o homem
O polícia não quis prender o homem
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar a morte
Para vir matar o polícia
A morte quis matar o polícia
O polícia já quis prender o homem
O homem já quis ralhar com o boi
O boi já quis beber a água
A água já quis apagar o fogo
O fogo já quis queimar o pau
O pau já quis bater no cuco
O cuco já quis comer as couves

 

Era uma vez um cuco
Que já gostava de couves!