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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

12.04.21

Poetas portugueses | Esperança de Miguel Torga

Miluem

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Esperança

 

Tantas formas revestes, e nenhuma

Me satisfaz!

Vens às vezes no amor, e quase te acredito.

Mas todo o amor é um grito

Desesperado

Que apenas ouve o eco...

Peco

Por absurdo humano:

Quero não sei que cálice profano

Cheio de um vinho herético e sagrado.   

 

Miguel Torga,

in 'Penas do Purgatório'

 

https://momentosdeleitura.blogs.sapo.pt

21.03.21

Exposição Virtual - 100 anos das Aparições de Fátima

Arquivo Nacional Torre do Tombo

Miluem
14.03.21

Tenho uma capa @ Trava-línguas da cultura portuguesa

Miluem

 

Tenho uma capa bilrada, chilrada, galrripatalhada;

Mandei-a ao senhor bilrador, chilreador; galrripatalhador;

Que ma bilrasse, chilrasse, galrripatalhasse,

Que eu lhe pagaria bilraduras, chilraduras,

galrripatalhaduras.

 

Fonte: http://mundoencantadodanitinha.blogspot.com/2006/08/lengalengatrava-lngua-tenho-uma-capa.html?m=1

Foto: https://viagens.sapo.pt/viajar/viajar-portugal/artigos/capa-de-honras-e-da-identidade-mirandesa-um-traje-nobre-que-carrega-o-peso-das-tradicoes

 

23.02.21

Rio Baceiro, Bragança @ Lendas de Portugal - Lenda Rio Baceiro - Trutas de Ouro

Miluem

Rio Baceiro.JPG

 

Lenda Rio Baceiro - Trutas de Ouro

 

 

Diz uma lenda antiga e pouco conhecida que na margem esquerda do rio Baceiro, ali pelas imediações da ponte dos Teixeiras, existiu um moinho, cujo dono possuía duas trutas de ouro autêntico que tinham sido herdadas de seu pai, que fora, em tempos, ourives ambulante.

 

Certa noite surgiu uma tempestade de tais proporções, que as águas do Baceiro subiram ao ponto de varrer tudo quanto se encontrava nas suas margens.

 

O moleiro teve tempo de fugir, mas não conseguiu salvar as trutas, que eram duas barras de ouro maciço, esculpido e bem trabalhado em forma de peixe.

 

Diz ainda a lenda que o moleiro gastou anos à procura das suas valiosas peças de ouro, mas, que se saiba, nunca mais ninguém as viu.

 

 

Recolha (1985) de Augusto José Teixeira Lopes - residente em Lisboa.

 

Fonte: Cancioneiro Transmontano 2005 - Edição: Santa Casa da Misericórdia de Bragança

Foto: http://www.rotaterrafria.com/pages/223/?geo_article_id=6894