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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

16.01.22

A Procissão ou Devoção dos Nus

Miluem

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A Procissão ou Devoção dos Nus foi um costume que nasceu num dos lugares da Freguesia de São Martinho do Bispo tratando-se de um dos fenómenos mais importantes, consistentes e duradouros a religiosidade popular em Portugal.

Decorria uma das muitas crises agrícolas em Portugal, esta de 1422 a 1427, e as searas, rebanhos e pessoas eram dizimados pela peste.

Foi então que os seus cinco filhos iriam despidos da cinta para cima e dos joelhos para baixo, na procissão em honra dos Santos; mártires de Marrocos, que se realizava em todos os dias 16 de Janeiro.

Em virtude disso, Vasco Martins e seus filhos foram poupados e a promessa cumpriu-se.

A partir dai, o número de participantes aumentava cada ano, vindo das povoações rurais apresentando-se despidos à imagem dos mártires de Marrocos nos seus dias de tortura.

Tornou-se num doa maiores e mais curiosos fenómenos da Região, que só terminou três séculos e meio mais tarde, quando foi interdito por carta pastoral de 15 de Janeiro de 1798, pelo então Bispo Conde de Coimbra, D. Francisco de Lemos Pereira Coutinho, que não proibia a procissão em si, mas a participação dos nus.

 

Créditos:

Fonte:https://saomartinhodobispoeribeiradefrades.pt/ver_conteudo13

Foto: https://lisboasos.blogspot.com/2013/01/os-santos-nus.html?m=1

16.01.22

Almeida, Guarda @ Lendas de Portugal - Lenda de Almeida

Miluem

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Lenda de Almeida

 

Existem várias versões para origem do nome Almeida.

Mas o que todos concordam é que o nome é de origem árabe.

Uns referem que vem do árabe Al Mêda e que significa a mesa, pelo facto da povoação se encontrar situada num vasto planalto, no planalto das mesas.

Há também quem afirme que vem do árabe Atmeidan que significa campo ou lugar de corrida de cavalos.

Frei Bernardo de Brito, natural de Almeida e cronista-mor do reino, afirma derivar, Almeida, da configuração do terreno em que a Vila se encontra edificada e cujo nome original é Talmeyda.

A lenda diz que a sua origem vem de uma mesa cravejada de pedras preciosas que em tempos existiu naquele lugar.

De tantas versões o que parece correto é que o termo Almeida tem a sua origem árabe, dado que o prefixo al é dessa proveniência.

 

Créditos:

Fonte:

https://www.cm-almeida.pt/conhecer-almeida/historia-de-almeida/

Foto: https://www.cm-almeida.pt/

15.01.22

««Tradições »» Pastéis de Vouzela

Vouzela, Viseu

Miluem

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Pastéis de Vouzela

 

Ingredientes

Massa:

Meio litro de água

1 kg de farinha 

Ovos-moles:

500 g de açúcar

12 gemas de ovos

Preparação

 

Massa:

Meio litro água para 1 kg farinha. Misturam‑se estes 2 ingredientes e deixa‑se repousar a massa.

 

Ovos-moles:

Conta‑se 500 g de açúcar para cada dúzia de gemas de ovos. 

Leva‑se ao lume o açúcar e um pouco de água até atingir o ponto de espadana. Quando tiver atingi do o ponto, vão‑se deitando as gemas uma a uma, mexendo rapidamente sempre na

mesma direção, até atingir a consistência própria.

 

Montagem:

Sobre o mármore, estende‑se uma toalha de algodão fina e estica‑se muito bem. 

Sobre esta deita‑se a massa que se irá estender até ficar da espessura de uma folha de papel fino. 

A preparação deste folhado finíssimo, esta ladiço e leve faz certamente a diferença, que os torna inimitáveis.

Cortam‑se pedaços retangulares de

aproximadamente 15 x 10 cm. 

Num tabu leiro dispõem‑se estes pedaços, sobrepon do outras 5 folhas em cada um. 

Deita‑se uma porção de ovos -moles no centro, no sentido do comprimento, e dobra‑se a massa como travesseiros, carregando su avemente com um pauzinho em ambas as pontas para fechar corretamente.

O tabuleiro vai ao forno não muito quente até alourar nas pontas. 

Retiram‑se e, depois de frios, polvilham‑se com açú car em pó. 

 

Créditos:

Fonte:

Receitas e Sabores dos Territórios Rurais

Edição: MINHA TERRA – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local

www.minhaterra.pt

Foto:

https://www.cm-vouzela.pt/visitar/saborear/docaria-tradicional/

13.01.22

Salir, Faro @ Lendas de Portugal - Lenda da Castelã Moura de Salir

Miluem

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Lenda da Castelã Moura de Salir

 

Aben-Fabilla, alcaide de Castalar, resolveu fugir quando viu o seu castelo ameaçado pelo exército de D. Afonso III. Antes da fuga, porém, enterrou todo o seu ouro, planeando vir mais tarde resgatá-lo.

Quando os cristãos tomaram o castelo encontraram-no vazio, à exceção da linda filha do alcaide. Esta explicou que tinha preferido ali permanecer, em vez de arriscar "salir" e morrer na fuga.

Entretanto, desde um monte vizinho, Aben-Fabilla viu a sua filha cativa dos cristãos. Proferiu então umas palavras misteriosas e, nesse momento, um cavaleiro cristão que interrogava a moura viu-a transformar-se numa estátua de pedra.

Em memória deste estranho fenómeno, aquela terra ficou conhecida por Salir. Ainda hoje se afirma que, em certas noites, a moura encantada aparece no castelo de Salir.

 

Créditos:

Fonte:

Como referenciar: Porto Editora – Lenda da Castelã Moura de Salir na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-11 20:12:50]. Disponível em https://www.infopedia.pt/$lenda-da-castela-moura-de-salir

Foto: https://www.cm-loule.pt/pt/151/castelo-de-salir.aspx

11.01.22

Sendim, Miranda do Douro, Bragança @ Lendas de Portugal - Fonte do Pingo

Miluem

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Fonte do Pingo

 

    No termo de Sendim, concelho de Miranda do Douro, existe junto ao rio Douro uma fonte no buraco de uma fraga. E como está sempre a pingar, o povo chama-lhe a “Fonte do Pingo”.

    Conta-se que um pastor dormia à noite perto dessa fonte, num buraco doutra fraga que lá havia. E que um dia de manhã, quando ia com o gado a pastar, ouviu uma linda voz de menina que vinha da fonte. Aproximou-se para ver quem era, mas não viu ninguém. Olhou então para a água e viu lá no fundo um cordão de ouro. Começou a puxá-lo e foi-o enrolando no braço. E quanto mais puxava e enrolava, mais o cordão vinha atrás. Nunca mais acabava.

    Ora, a dada altura, já lhe doía o braço com tanto peso. E como não conseguia enrolar mais, disse:

    — Arre, que pesado!

    Tal coisa não tivesse ele dito. Ouviu então a mesma voz, agora chorosa, que lhe disse:

    — Ah, maldito, que me dobraste o encanto!

    Então o cordão desapareceu. O pastor ficou cheio de medo e fugiu com as ovelhas. Dizem que nunca mais voltou para aqueles lados.

 

Source: PARAFITA, Alexandre A Mitologia dos Mouros: Lendas, Mitos, Serpentes, Tesouros Vila Nova de Gaia, Gailivro, 2006 , p.263-264

Year 1999, Place of collection: Sendim, MIRANDA DO DOURO, BRAGANÇA

Informant: Orquídea Xavier (F), 40 y.o., Narrative, When 20 Century, Belief: Unsure / Uncommitted.

 

Créditos:

Fonte: CEAO Centro de Estudos Ataíde Oliveira / Lendarium.org

Foto: https://portugalfotografiaaerea.blogspot.com/2014/02/sendim-miranda-do-douro.html?m=1

10.01.22

««Tradições »» Ladainha para as raparigas solteiras que querem casar

Miluem

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Ladainha para as raparigas solteiras que querem casar

 

São Bartolomeu – casar quero eu

São Ludovico – com um moço rico

São Nicolau – que não seja mau

São Benedito – que seja bonito

São Jeremias - me leve às Romarias

Santa Felicidade – que me faça a vontade

São Benjamim – que seja doido por mim

Santo André – que não cheire a rapé

São Silvino – que tenha muito tino

São Gabriel – que me seja fiel

Santa Aniceto – que se deixe estar quieto

São Miguel – que dure muito a lua-de-mel

São Bento – que não seja ciumento

Santa Margarida – que me traga bem vestida

São Simão – que tenha bom coração

Santíssima Trindade – que me dê felicidade.

 

(Universidade Sénior da Figueira da Foz)

 

Créditos:

Fonte: https://www.castelosemuralhasdomondego.pt/website/benzelhices.php

Foto: https://br.pinterest.com/telma_rebelo77/noivas-antigas/

09.01.22

Ilha do Faial, Açores @ Lendas de Portugal - Lenda do Vulcão do Cabeço do Fogo

Miluem

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Lenda do Vulcão do Cabeço do Fogo

 

Esta lenda fala da origem do Vulcão do Cabeço do Fogo. 

A população da freguesia era devota da fé cristã e do Santíssimo Sacramento, embora não tivesse uma boa relação com o pároco e não concordava com as suas ideias nem práticas. 

Existia um senhor muito rico e influente que tinha um filho que fora para o seminário, e queria que o seu filho voltasse para a freguesia e fosse Cura da mesma. 

Todavia, o bispo assim não o permitiu.

Contrariado o senhor ficou irritado com a situação e reuniu os seus empregados e a população da freguesia para arquitetar um plano contra o padre de forma a expulsa-lo da freguesia. 

Decidiram lançar fogo á igreja quando o Padre tivesse a celebrar missa, para que ele, o sacristão e a igreja ardessem.

Prepararam tudo, puseram madeiras e outras lenhas inflamáveis em redor da igreja, para que á hora da missa tudo se consumasse. 

No entanto o sacristão soube do plano, avisou o padre e fugiram secretamente da freguesia para o lado sul, em direção á Ribeira do Cabo, levando consigo o Santíssimo Sacramento.

A população pensando que o padre estava no interior da Igreja da Freguesia lançou fogo à Igreja e observava a chamas a consumir a igreja. 

Quando o padre e o sacristão chegaram ofegantes ao Alto da Ribeira do Cabo, sentaram-se a descansar e o sacristão olhou para trás, para espreitar o que se passava. 

Lá do alto via as chamas a devorarem a igreja e ouviu-se um estrondo muito forte. 

Continuaram o seu caminho e quando ultrapassaram o Alto da Ribeira do Cabo, e após o estrondo abriu-se uma fenda no região do Goulart, onde passava a família do senhor com os seus servos, os quais foram engolidos pela mesma fenda, nunca mais se ouvindo falar dos mesmos.

Nesse mesmo momento o Vulcão do Cabeço Fogo rebentou e destruiu a freguesia da Praia do Norte. 

Para a população este foi um sinal da ira dos Céus, visto que eles tinham tentado queimar o padre vivo e a igreja. 

A população dispersou-se e a freguesia foi extinta durante 200 anos.

 

Créditos:

Fonte: https://freguesiapraiadonorte.com/lendas/

Foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vulc%C3%A3o_do_Cabe%C3%A7o_do_Fogo