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As coisas que eu gosto! E as outras...

Este é o meu espaço, nele partilho as minhas fotos amadoras, as coisas que aprendi e vou aprendendo.

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19
Set19

Ditos e Ditados Populares @ CXIV

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos - Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

 

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

 

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.

 

 

18
Set19

Lenda de Machico ou do Amor Imortal

Miluem

Foto: Wikipédia - Autor Zarco at Czech Wikipedia

 

Lenda de Machico ou do Amor Imortal

 

Na corte britânica de Eduardo III, vivia Roberto Machim, um homem sensível e com o dom da palavra. Tinha como melhor amigo e companheiro de armas o fidalgo D. Jorge.

 

Certo dia, D. Jorge pediu a Roberto para ir com ele esperar a sua jovem e bela prima Ana de Harfet. Inesperadamente para D. Jorge, Roberto e Ana apaixonaram-se.

 

Os pais de Ana não aceitaram a união com um pretendente plebeu e ordenaram o casamento de Ana com um dos fidalgos da corte. Decidido a lutar por Ana, Roberto foi preso por ordem do rei durante alguns dias, enquanto a cerimónia de casamento se realizava.

 

À saída da prisão, esperava-o o seu fiel amigo D. Jorge que o informou que Ana estava a morrer de amor. Com a ajuda de D. Jorge, Ana e Roberto fugiram num barco em direção a França, mas uma brutal tempestade desviou a embarcação para uma ilha paradisíaca.

 

Ana não resistiu à febre e foi enterrada na bela ilha. Conta-se que, anos mais tarde, Roberto sepultou D. Jorge no mesmo sítio de Ana e que morreu em cima da campa.

 

A pretensa ilha a que aportaram os dois apaixonados é a ilha da Madeira.

 

 

Como referenciar: Lenda de Machico ou do Amor Imortal in Artigos de apoio Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2019. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$lenda-de-machico-ou-do-amor-imortal

 

 

16
Set19

Ditos e Ditados Populares @ CXIII

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos - Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

 

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

 

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.

15
Set19

Mogadouro @ Lendas de Portugal - Lenda do moinho do rei

Miluem

Foto: www.mogadouro.pt

 

Lenda do moinho do rei

 

 

Quando, em 1385 D. Nuno Álvares Pereira, o condestável do Reino, se colocou ao lado de D. João I, comandando os exércitos que lutavam pela independência de Portugal contra Castela, o santo guerreiro sentiu grande desejo de peregrinar até Santa Maria do Azinhoso, para implorar da Virgem a Sua protecção, nos combates que tinha em mãos. Sabe-se que, nas vésperas da grande batalha de Aljubarrota, passou a noite de vigia em oração.

 

Como teve que vir com os seus homens e o seu rei defender Bragança, ao regressar, na direcção de Moncorvo, desviou-se para estas bandas, a fim de cumprir o seu desejo de visitar Santa Maria do Azinhoso.

Foto: Main church in Azinhoso. (photographed by Fernando A. G. Pereira) Licença CC BY-SA 2.5

 

Como é óbvio, nessa época não havia estradas nem os transportes que hoje temos e, portanto, não é de estranhar que tivessem de atravessar por sítios e veredas inóspitas.

 

Ao atravessarem a ribeira de Soutelo, o exército real encontrou um moinho a trabalhar, no seu labor de moer o centeio.

 

D. João teria sentido grande curiosidade em ver como era aquela tarefa e entrou, descansou e comeu a sua merenda, enquanto conversava com o moleiro.

 

Este, por sua vez, não queria acreditar no que via.

 

Nunca em sua vida, imaginara ver tal cortejo por aqueles ermos e quando soube que aquele Senhor Cavaleiro era o Rei de Portugal, ficou quase sem poder falar!

 

No entanto, como D. João era muito popular, lá conseguiu acalmar o pobre moleiro e pô-lo à vontade. (...)

 

O velho moinho lá está ainda.

 

Não sei se ainda mói o centeio, talvez não, mas as suas pedras velhinhas, cobertas da patine do tempo, devem sentir saudade daquela hora de glória em que serviram de palácio real.

 

Talvez nos contassem muita coisa, se pudessem falar, mas o facto que mais e maior orgulho lhes daria, seria esse de albergarem D. João I.

 

Por isso, ainda hoje, é “O Moinho do Rei”.

 

 

Fonte Biblio OLIVEIRA, Casimiro Raízes: Poesia, Contos e Lendas Mogadouro, Associação Cultural e Recreativa de Soutelo, 1998 , p.77-79

Place of collection Azinhoso, MOGADOURO, BRAGANÇA

 

12
Set19

Melgaço @ Lendas de Portugal - Melgaço

Miluem

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Foto: http://www.cm-melgaco.pt/visitar/o-que-fazer/pontos-de-interesse/#mainContentOfPageID

 

 

Melgaço

 

 

D. João I, em pessoa, pôz cêrco a Melgaço. Havia dez dias, que o assedio durava, sem outra consequencia mais, do que escaramuças, que nada decidiam.

       […]

 

Dentro da praça havia uma mulher muito valente, parcial dos castelhanos, que renegára a sua patria, pois era d’aqui mesmo natural.

 

Sabendo ella que no arraial dos portuguezes estava uma sua conterranea, ousada e valorosa como ella, a mandou desafiar a um combate singular.

 

Ignez Negra (a desafiada) acceitou o repto, e se dirigiu logo para o ponto designado, que era a meia distancia do arraial e da villa.

 

Já lá estava a arrenegada, (como então se dizia) e o combate começou encarniçado, terrivel e desesperado, como duas viragos, ferindo-se com as mãos, unhas e dentes, depois de partidas as armas de que vieram munidas.

 

Antiqua arma, manus, ungues, dentesque feruntur.

 

A aggressora ficou debaixo, e teve de retirar para a vilia, corrida, ferida, e quasi sem cabello «levando nos focinhos muitas nodoas das punhadas da de fóra» que ficou victoriosa.

 

Os portuguezes fizeram grande algazarra aos castelhanos.

 

No dia seguinte era a praça dos portuguezes, e Ignez Negra, cercada de bésteiros, estava no alto da platafórma, onde o pendão das Quinas ondeava ovante, no mastro em que na vespera se ostentava orgulhosa a bandeira dos leões e torres de Castella, e dizia no seu transporte de alegria – «Mas vencemos-te! Tornaste ao nosso poder. És do rei de Portugal!»

 

 

Fonte Biblio: PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Portugal Antigo e Moderno Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 2006 [1873] , p.Tomo V, pp. 169-170 - Place of collection: MELGAÇO, VIANA DO CASTELO

 

11
Set19

Ditos e Ditados Populares @ CXI

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos

Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

 

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

 

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.

 

 

11
Set19

Vila Velha de Rodão @ Lendas de Portugal - A buraca da Moura

Miluem

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Foto: http://www.cm-vvrodao.pt/

 

 

 

A buraca da Moura

 

 

Dizem que existe um buraco entre a Foz e o Vale do Cobrão que atravessa a serra e que dá perto de uma pequena localidade de nome Chão das Servas, mas o túnel tem armadilhas pelo meio, pois tem um grande tesouro.

 

A razão do nome, é que, dizem também que a certa hora do dia aparece uma Moura que penteia os seus cabelos com um pente de ouro.

 

 

Fonte Biblio: MOURA, José Carlos Duarte Contos, Mitos e Lendas da Beira Coimbra, A Mar Arte, 1996 , p.65

Place of collection: Vila Velha De Ródão, VILA VELHA DE RÓDÃO, CASTELO BRANCO

Narrativa

When: XX Century, 90s

Crença: Unsure / Uncommitted

 

10
Set19

Vinhais @ Lendas de Portugal - Lenda de Santo António

Miluem

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Foto: Wikipédia - Vitor Oliveira, T.Vedras

 

Lenda de Santo António

 

«Andava huma mulher chamada Maria, a Gasparona de alcunha, irmã da mãe de Tomé de Moraes, de Rio de Fornos nas Lamas e vendo um soldado que ia muito trazeiro demais (refere-se á retirada do general Pantoxa, após o cêrco de Vinhais) se chegou a elle e lhe tirou a chuça e lha quebrou nas costellas dando-lhe tantas que o deixou por morto e fugiu muito devagar para sua casa, e Maria de Castro da rua de Baixo que foi com as mais para a parte dalém do Rio deixou a sua porta aberta e hum Santo Antonio em huma copeirinha a quem disse meu santo entrego-vos a casa e querendo os castelhanos deitar-lhe o fogo como a outras fizeram (fala do sítio feito a Vinhais pelo mesmo general em 1666) ajuntaram grande cópia de molhos de serodio e pondo o fogo não pegou e vendo a mulher que o achou no outro dia e teve pão para todo o anno.»

 

 

Fonte Biblio MARTINS, Pe. Firmino Folklore do Concelho de Vinhais. Vol. 1 s/l, Câmara Municipal de Vinhais, 1987 [1928] , p.101-102 - Place of collection-, VINHAIS, BRAGANÇA

 

09
Set19

Almodôvar @ Lendas de Portugal - Lenda de Gomes Aires

Miluem

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Foto: C.M.Almodôvar

 

 

Lenda de Gomes Aires

 

 

 

São Sebastião de Gomes Aires, também tem a sua lenda. Remonta ao tempo da fundação da nacionalidade portuguesa.

 

Quando D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, fazia as suas incursões ou investidas de retaliação entre os mouros que ocupavam as terras do Alentejo, era ajudado por vários cavaleiros desta região que, embora vivendo entre os mouros, eram cristãos e conhecidos pelo nome de “moçárabes”.

 

Entre esses cavaleiros, sobressai um, chamado Gomes Aires, que se distingue pela sua bravura e valentia.

 

Foi pois, nesta zona do Alentejo que, segundo a tradição nos diz, se travou a batalha de Ourique e onde o cavaleiro Gomes Aires lutou, avantajando-se a todos quantos combatiam por D. Afonso Henriques.

 

Diz a lenda que, El-Rei quis recompensar tal bravura e valentia, para exemplo dos outros. Fez-lhe doação das terras que formam a freguesia de Gomes Aires actualmente, com muitos outros benefícios.

 

O cavaleiro, que era respeitado e querido na região, fundou então a aldeia a que deu o seu nome, perpetuando assim a sua bravura e o bom nome deixado.

 

 

Fonte Biblio -  GONÇALVES, António J. Monografia da Vila de Almodôvar Almodôvar, Associação Cultural e Desportiva da Juventude Almodovarense, s/d , p.127 - Place of collection Gomes Aires, ALMODÔVAR, BEJA

 

06
Set19

Batalha @ Lendas de Portugal - A Abóbada

Miluem

Foto Wikipédia - Autor: Concierge.2C

 

 

A Abóbada

 

Esta lenda teve lugar na época de construção do Mosteiro da Batalha. O arquiteto do mosteiro chamava-se Afonso Domingues, mas devido à sua quase cegueira e idade avançada, foi afastado da obra.

 

A conclusão do mosteiro tinha passado então para as mãos de um irlandês, o mestre Huguet, e Afonso Domingues não se conformava com o facto.

 

Um dia, D. João I foi visitar o mosteiro para assistir ao Auto de Celebração dos Reis. Vinha desejoso de visitar a Casa do Capítulo do Mosteiro, que mestre Huguet tinha recentemente concluído, seguindo o traçado dos projetos de Afonso Domingues, à exceção da abóbada que cobria o Capítulo.

 

No entender do mestre irlandês, seria impossível concretizar a abóbada imaginada por Afonso Domingues por esta ser muito achatada; sem consultar o mestre português, decidiu concluí-la de outra forma.

 

O irlandês Huguet estava no Capítulo, vangloriando-se da sua supremacia sobre o mestre português, quando reparou nas fendas que se abriam na abóbada e que ameaçavam a sua queda.

 

Em pânico, entrou a correr pela igreja dizendo que o mestre Afonso Domingues lhe tinha enfeitiçado o trabalho.

 

Pensando que o irlandês estava possuído pelo Demónio, os frades acorreram a exorcizá-lo. Huguet caiu desmaiado ao mesmo tempo que um tremendo estrondo anunciava a queda da abóbada da Casa do Capítulo, apenas 24 horas depois de ter sido concluída.

 

El-Rei D. João I nomeou novamente Afonso Domingues mestre das obras do mosteiro, pondo o irlandês sob as suas ordens.

 

A construção da abóbada foi então retomada, agora seguindo o seu traçado primitivo. No dia em que foram retiradas as traves dos simples que sustentavam a abóbada, apenas foi deixada no centro da sala uma pedra, onde ficou sentado Afonso Domingues.

 

Este prometeu a Cristo que ficaria sentado na pedra, sem comer nem beber, durante três dias, como prova de que a abóbada não cairia. Ao fim do terceiro dia, El-Rei recebeu a triste notícia de que o grande arquiteto português estava morto. A abóbada, como garantira, não tinha caído.

 

Em memória de Afonso Domingues foi-lhe esculpida uma estátua, da pedra sobre a qual acabou os seus dias. A estátua foi colocada na Casa do Capítulo.

 

 

Como referenciar: A Abóbada in Artigos de apoio Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2019. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$a-abobada

 

 

05
Set19

Ditos e Ditados Populares @ CVIII

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos - Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

 

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

 

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.

03
Set19

Horta @ Lendas de Portugal - Pudim ...

Miluem

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Foto: www.piauihoje.com

 

 


Pudim de Feijão dos Frades do Convento da Horta

 

 

Em tempos muito remotos, havia uma família rica e distinta que tinha um filho, muito senhor de si, determinado e apaixonado.

 

Não se queria subjugar à vontade do pai, nas suas relações amorosas, como era hábito no tempo.

 

Quando chegou a altura, rejeitou casar-se com a noiva que a família lhe tinha escolhido, entre as raparigas da sua estirpe social e que havia de trazer consigo um dote gordo para engrandecer os bens da família.

 

O pai não se conformou e, já que o filho não queria casar com a noiva que lhe tinha escolhido, não casaria com mais ninguém.

 

Obrigou-o a encerrar-se num convento e a fazer-se frade.

 

Passado algum tempo o dito rapaz, filho daquela família rica, veio ter a um convento da Horta.

 

Como estava habituado à comida da sua casa, da sua cozinheira, sentia, por vezes, muita falta das iguarias que tinha comido em criança.

 

Lembrava, frequentemente, os doces que a sua cozinheira fazia de propósito para o seu menino e, nesses momentos, não conseguia evitar um suspiro de saudade.

 

Uma certa vez o jovem frade recebeu uma encomenda dos pais. Trazia amêndoas, cidrão, outras frutas cristalizadas ou passadas e mais comidas menos perecíveis.

 

Não resistiu à tentação, foi para a cozinha e tentou lembrar-se de como as suas criadas faziam os doces.

 

Juntou açúcar, massa de feijão branco, ovos, cidrão, amêndoa e fez um grande pudim que cozeu no forno de lenha do convento.

 

Quando ficou pronto, o jovem religioso e demais confrades deliciaram-se com o pudim inventado.

 

A partir de então passaram a fazê-lo, no convento, com alguma regularidade, nos dias de festa.

 

Mais tarde a receita atravessou as paredes do convento e a população da Horta começou a confeccionar o saboroso pudim.

 

Ainda hoje é um doce muito característico do Faial e ainda se dá pelo nome de Pudim de Feijão dos Frades do Convento da Horta.

 

Fonte Biblio: FURTADO-BRUM, Ângela Açores: Lendas e outras histórias Ponta Delgada, Ribeiro & Caravana editores, 1999 , p.259
Place of collection:  HORTA, ILHA DO FAIAL (AÇORES)
Narrativa
When: XX Century, 90s
Crença: Unsure / Uncommitted

 

02
Set19

Ditos e Ditados Populares @ CVII

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos - Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

 

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

 

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.

02
Set19

Torre de Dona Chama @ Lendas de Portugal - A Cisterna da Torre de Dona Chama

Miluem

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Foto: https://www.jornalnordeste.com

 

 

 

A Cisterna da Torre de Dona Chama

 

 

No castelo da Torre de Dona Chama (Trás-os-Montes) há uma cisterna com uma moura encantada em mulher da cinta para cima e serpente da cinta para baixo.

 

Uma vez passou por ali um homem, e a moura chamou-o e disse-lhe que fosse lá ao outro dia desencantá-la, e que não tivesse medo, porque ela nesse dia apareceria toda serpente, mas o homem ficaria rico.

 

O homem foi.

 

Quando a serpente ia a subir pelo homem acima, a dar-lhe um beijo na boca, assim que chegou à garganta, este intimidou-se e atirou-lhe com o casaco.

 

A serpente enroscou-se, fugiu e exclamou:

 

«Ah! que dobraste o meu encanto!»

 

Ainda assim ela mandou ao homem que a certas floras fosse lá a um lugar, onde acharia uma pedra com doze vinténs em cima, todos os dias.

 

Nessa cisterna, na manhã de S. João, ouve-se um tear a trabalhar.

 

 

 

Fonte Biblio:  VASCONCELLOS, J. Leite de Contos Populares e Lendas II Coimbra, por ordem da universidade, 1966 , p.762-763

 

Ano 1880

Place of collection: Torre De Dona Chama, MIRANDELA, BRAGANÇA

Narrativa

When

Crença: Unsure / Uncommitted

 

31
Ago19

Ditos e Ditados Populares @ CVI

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos - Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

 

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

 

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo, Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.

 

 

30
Ago19

Abrantes @ Lendas de Portugal - A Oliveira do Francês

Miluem

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Foto: Wikipédia

 

 


A Oliveira do Francês

 

Num local a que chamam Pintos, na freguesia de Mouriscas, existe uma oliveira a que as pessoas chamam a oliveira do francês.

 

Fomos saber a origem deste nome e encontrámos duas versões da mesma história.

 

 

Diz-nos o senhor Augusto de Matos Roldão, residente em Ferrarias:

 

    — Quando por aqui passaram as Invasões Francesas, um grupo de homens valentes mataram ali perto um soldado francês e enterraram-no debaixo da oliveira. Daí ficou o nome oliveira do francês.

 

    Mas já o senhor Eduardo F. Correia, residente no Tojal, nos diz:

 

    — Debaixo dessa oliveira estão enterrados sete franceses, mortos na altura das Invasões Francesas.

 

A história é contada; um ou sete franceses não interessa, a oliveira do francês existe, para lembrar aos mais novos que as Invasões Francesas passaram por aqui.


Fonte Biblio: JANA, Isilda Histórias à Lareira Abrantes, Palha de Abrantes, 1997 , p.63
Ano: 1991
Place of collection: Mouriscas, ABRANTES, SANTARÉM
Colector: Anabela Crispim (F)
Narrativa
When: XIX Century,
Crença: Unsure / Uncommitted

30
Ago19

Ditos e Ditados Populares @ CV

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos - Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

 

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

 

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo-Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.