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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes, gosto de os partilhar por imagens e ou palavras.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

03.12.20

# À moda de Lá # Obuolių sūris - Queijo de maçã

Apple cheese - Receita tradicional lituana @ Eurocid

Miluem

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Apple Cheese


Ingredientes

5kg de maçãs descascadas e fatiadas
1 ½ Kg de açúcar
½ colher de chá de canela

 

Modo de preparação

Junte as maçãs com o açúcar e deixe repousar cerca de 48 horas, até se formar liquido.

Coloque o liquido numa panela e aqueça em lume brando até que metade do líquido tenha evaporado e o que resta se tenha tornado mais escuro e espesso.

Adicione ¾ das fatias de maçã coza, mexendo constantemente, até que se tenha formado uma massa espessa e não reste nenhum liquido (cerca de 1 hora).

Adicione as restantes fatias de maçã e a canela.

Coza até que as maçãs que adicionou por último fiquem suaves e com uma tonalidade mais clara.

Ponha esta massa num “cheese bag” húmido, ate-o e coloque entre duas tábuas, com um peso em cima, durante 2 dias.

Pendure num local arejado para secar.

Guarde num local fresco e seco.

 

Nota: Esta é uma receita típica, acompanhada tradicionalmente de vinho, chá e café.

 

Esta receita foi gentilmente cedida pela Embaixada da Lituânia em Portugal.

 

Fonte: Eurocid - República Portuguesa - Negócios Estrangeiros

Foto: https://www.lamaistas.lt/receptas/naminis-obuoliu-suris-58192

29.11.20

# À moda de Lá # Grød - arroz doce

Risengrød - Dinamarca @ Eurocid

Miluem

Risengrød
 
 
Ingredientes
  • 120 g de arroz
  • 1 litro de leite
  • manteiga
  • açúcar
  • canela em pó

 

Modo de preparação
  1. Deita-e o arroz no leite a ferver e deixa-se cozer em lume brando durante 1 hora.
  2. Quando ficar pronto deita-se numa travessa.
  3. É costume cada pessoa servir-se e juntar à sua porção um pouco de manteiga, açúcar e canela, mais ou menos conforme a sua gulodice.

 

Tradicionalmente escondia-se uma amêndoa no arroz e quem a recolhesse tinha direito a uma prenda.

 

Fonte: Eurocid - República Portuguesa - Negócios Estrangeiros

Foto: https://mariavestergaard.dk/risengroed/

 

 

11.11.19

Lenda de S. Martinho

Miluem

Imagem: https://paroquiadesaojudastadeu.org.br

 

 

Lenda de S. Martinho

 


Segundo reza a lenda, num dia frio e tempestuoso de outono, um soldado romano, de nome Martinho, percorria o seu caminho montado a cavalo, quando deparou com um mendigo cheio de fome e frio.

 

O soldado, conhecido pela sua generosidade, tirou a capa que envergava e com a espada cortou-a ao meio, cobrindo o mendigo com uma das partes. Mais adiante, encontrou outro pobre homem cheio de frio e ofereceu-lhe a outra metade.

 

Sem capa, Martinho continuou a sua viagem ao frio e ao vento quando, de repente e como por milagre, o céu se abriu, afastando a tempestade. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se por cerca de três dias.

 

Desde essa altura, todos os anos, por volta do dia 11 de novembro, surgem esses dias de calor, a que se passou a chamar "verão de S. Martinho".

 

Como referenciar: Lenda de S. Martinho in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-06 11:31:01]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$lenda-de-s.-martinho

 

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São Martinho nasceu na Panónia, na actual Hungria, no ano 316.

 

O pai orientou-o para a carreira militar.

 

Ainda catecúmeno, deu prova de coerência e de amor cristão para com os pobres. Recebido o baptismo, orientado por Santo Hilário de Poitiers, deixou as armas e consagrou-se a Deus na vida monástica.

 

Começou por viver como eremita. Depois, sempre aconselhado por Santo Hilário, fundou em Ligugè o primeiro mosteiro cristão do Ocidente.

 

Em 373 foi escolhido para bispo de Tours.

 

Até à morte, ocorrida em 397, dedicou-se com incansável solicitude à formação do clero, à pacificação entre os povos e à evangelização.

 

Foi um dos primeiros santos, não mártires, a ser honrado pela liturgia da Igreja.

 

Fonte: http://caminhoscarmelitas.com

 

15.10.19

Li e gostei!!!

Miluem

 

Supermercado combate o isolamento sénior com um “chat checkout”

 

No supermercado Jumbo de Vlijmen, na Holanda, a solidão dos clientes mais idosos está a ser combatida com uma caixa de pagamentos especial, onde, além de pagar as suas compras, podem dar dois dedos de conversa.


A caixa de pagamentos especial é a primeira do género. Foi criada uma fila exclusiva para os clientes que, durante o checkout, queiram conversar um pouco com o colaborador da loja e não estejam com pressa.


O supermercado criou ainda o All Together Coffee Corner, que pretende ser um ponto de encontro onde os mais idosos podem encontrar-se com outros membros da sua comunidade ou com os voluntários da fundação Alles voor Mekaar. Com mesas e cadeiras, onde se podem sentar e tomar um café ou um chá, os clientes podem interagir com os voluntários que, em simultâneo, os ajudam a fazer as compras.


Estas duas iniciativas representam uma grande inflexão, numa altura em que o retalho investe cada vez mais em tecnologia self service, que permite agilizar as compras e, em simultâneo, reduz a interação com o staff das lojas.

 

Fonte: https://grandeconsumo.com

 

26.09.19

Contos e Lendas da Europa - Uma lenda luxemburguesa

Miluem

Foto: Wikipédia.org - "Melusine" by Julius Hübner pintado em 1844.

 

A Lenda de Mesulina

 

 

Mesulina foi, segundo a lenda, a mulher do conde Siegfried, o fundador do Luxemburgo.

 

Quando casaram Muselina fez uma única exigência a Siegfried: uma vez por mês queria ficar sózinha e não queria que ninguém, especialmente Siegfried, a seguisse, tentasse saber o que ela fazia ou fizesse quaisquer perguntas sobre o assunto.

 

Apaixonado Siegfried aceitou o pedido sem levantar problemas.

 

Assim, durante anos Mesulina na primeira quarta-feira de cada mês descia às casamatas, um labirinto de cavernas debaixo da cidade, e só reaparecia ao raiar da aurora de quinta-feira.

 

Tudo correu bem durante muito tempo até que a curiosidade de Siegfried venceu as suas boas intenções de não quebrar a promessa.

 

Seguiu-a, viu-a entrar num quarto e espreitou pelo buraco da fechadura. Ficou pasmado quando viu a sua linda mulher deitada toda nua numa grande banheira com a parte de baixo da cintura transformada numa cauda de peixe.

 

É sabido que as sereias têm um sexto sentido para pressentirem se são observadas, claro que ela viu que o marido a estava a espreitar pelo buraco da fechadura. Imediatamente saltou pela janela para o rio Alzette para nunca mais ser vista.

 

De vez em quando, nas calmas águas do rio, alguém diz ver uma cabeça de uma mulher lindíssima a sair das águas do rio e uma cauda de peixe fazendo ondular levemente as águas.

 

É esta a lenda de Mesulina, a linda mulher de Siegried.

 

 

Autor: Conto gentilmente cedido pela Embaixada Real dos Países Baixos

http://www.eurocid.pt

17.09.19

Contos e Lendas da Europa - Uma lenda holandesa

Miluem

Spaarndam_hans_brinker.jpg

foto: nl.wikipedia.org

 

O Herói de Haarlem

 

 

"Há muitos, muitos anos, vivia em Spaarndam um menino que tinha cerca de oito anos.

 

O pai dele era guarda de comporta e às vezes deixava-o ir com ele até ao cimo do dique ou lá abaixo, à terra seca.

 

Numa tarde de Outono que prometia tempestade a mãe entregou-lhe umas panquecas e pediu-lhe que as levasse a um velhote que era cego e que morava no campo. O menino lá foi e ficou um bocadinho em casa do seu velho amigo.

 

Quando começou a chuviscar, disse-lhe:

 

- "Vou voltar já para casa!"

 

E, com o pratinho vazio debaixo do braço, atravessou o dique a caminho de casa. Mas mal tinha iniciado a caminhada, olhando em redor, reparou que o nível da água no dique tinha subido muito.

 

"Isto não é nada bom sinal", pensou e apressou o passo. O vento soprava com força e o nível da água subia cada vez mais. Começava a ficar muito escuro e o menino caminhava ainda mais depressa. Por fim, desatou a correr.

 

Mas, de súbito, parou. Ouvia-se ali um ruído estranho.

 

Seria o vento, uma tempestade prestes a rebentar? Deu mais alguns passos devagar. Aquele ruído era cada vez mais claro.

 

Não, o vento não era. O ruído vinha de dentro do dique. Mas de onde? E o que seria?

 

Com cautela, o menino desceu pelo dique e começou a procurar o sítio de onde vinha aquele barulho. Sim, agora já devia estar perto, porque o ruído se ouvia cada vez melhor.

 

Oh, o que era aquilo?

 

Espantado e assustado, o menino ficou imóvel. O seu coração começou a bater muito depressa. Dali jorrava um fiozinho de água. Não de cima do dique, mas de dentro do dique. Devia existir um furo. E se ele não fosse tapado depressa, todo o terreno ficaria inundado e também a cidade de Haarlem estaria ameaçada.

 

Apressadamente procurou o ponto de onde jorrava a água e depressa descobriu um buraquinho. Era um buraquinho muito pequeno, o seu dedo cabia lá mesmo à justa. Então o ruído da água a correr deixou de se ouvir e não saiu nem mais uma gota de água do dique.

 

"Agora tenho de ficar aqui quieto", pensou o menino, "porque se eu tirar o dedo do buraquinho, ele fica cada vez maior e então, e então..." "Socorro, socorro!" gritou com quantas forças tinha, mas ninguém o ouviu, porque ninguém atravessava o dique àquelas horas.

 

"Então tenho de ficar aqui até amanhã de manhã", disse o menino valentemente. E lá ficou, toda a tarde e toda a noite.

 

Ficou enregelado e completamente hirto. Teve a sensação de nunca mais voltar a poder mexer-se. Gritou pela mãe e gritou pelo pai, mas eles não o ouviam. Decerto andavam agora à procura dele.

 

E a noite avançava e o vento assobiava.

 

A água batia contra o dique. Era como se murmurasse: "Quero passar, quero passar!" Mas o menino ficou ali quieto, com o dedo enfiado no dique e nem mais uma gota de água de lá saiu.

 

Assim foi encontrado ao romper da manhã do dia seguinte por um frade. Então, foi logo socorrido e levado para casa.

 

Tinha salvo a cidade e o país de uma grande desgraça. Era um verdadeiro herói!"

 

 

 

Autor: Conto gentilmente cedido pela Embaixada Real dos Países Baixos

http://www.eurocid.pt

 

 

12.09.19

Contos e Lendas da Europa - Um conto polaco

Miluem

SmokWawelski-Rzeźba-POL,_Kraków.jpg

Foto: wikipedia.org

 

 

 

O Dragão de Wawel

 

 

Há muito, muito tempo em Cracóvia reinava o sábio rei Krak.

 

O povo vivia em paz e com abundância até que na caverna ao pé de Wawel apareceu um dragão.

 

A besta pavorosa de sete cabeças todos os dias raptava ovelhas e cabras, não menosprezando também as aves domésticas.

 

Não passou muito tempo até que no burgo não houvesse nenhum animal, mas o dragão continuava a exigir mais comida.

 

"Temos de sacrificar as pessoas?" – perguntavam todos com medo.

 

O rei ordenou que se anunciasse, que quem vencer a besta receberá a metade do reino. De todos os lados vinham os audazes aferrolhados em armaduras, em cima dos magníficos cavalos.

 

Mas bastava que o dragão bufasse chamas de uma das suas cabeças e era mais um cavaleiro que desaparecia em fedorentas chamas, as quais ninguém conseguia apagar.

 

Estas lutas mortais foram seguidas por um sapateiro que no fim dirigiu-se ao rei:

 

- Não sou nenhum cavaleiro, mas sou um homem simples e vou vencer o dragão – disse, quando finalmente foi admitido diante do soberano.

 

- Tu? Um simples sapateiro? – estranhou o rei Krak – Já morreram muitos excelentes guerreiros, mas se quiseres enfrentar o monstro, dou-te a minha permissão.

 

Ninguém acreditava que o sapateiro pudesse sobreviver. Os seus vizinhos e amigos aconselharam-no a desistir dessa ideia.

 

No dia seguinte, o sapateiro foi à aldeia vizinha, onde comprou um borrego. Depois abriu-lhe a barriga, encheu-a com enxofre e alcatrão, e no fim coseu-a perfeitamente com linhol.

 

De madrugada, deixou a "gulodice" que tinha preparado à entrada da caverna.

 

O apetitoso cheiro do borrego acordou o dragão, que, com apenas uma dentada, engoliu o animal inteiro.

 

Mas o que é que é isto? O dragão sentiu uma dor horrível – o enxofre e o alcatrão comecaram a queimá-lo por dentro. Inclinou-se, então, em frente do rio e começou a beber. Bebeu, bebeu, bebeu, até que a sua barriga se encheu como um balão, e explodiu com um grande estrondo.

 

A multidão, feliz, levou o sapateiro – salvador em ombros para junto do rei. O rei Krak recompensou-o generosamente, mas o sapateiro não abandonou a sua profissão. Durante muitos mais anos fabricou sapatos indestrutíveis, feitos de couro do Dragão.

 

 

 

Conto gentilmente cedido pela Embaixada da Polónia em Portugal

http://www.eurocid.pt

 

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