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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

24.01.21

Se tu visses... @ Lenga-Lengas da cultura portuguesa

Miluem

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Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma cadela com pintos,
Uma galinha a ladrar.


Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma cobra que corria,
E um cavalo a rastejar.


Se tu visses o que eu vi,
Havias de te admirar.


Uma abelha a grunhir,
E um porco a voar.

 

Fonte: Plano Nacional de Leitura - Fundação Aga Khan Portugal

Foto: https://br.freepik.com

16.01.21

S. Pedro do Sul @ Lendas de Portugal - O homem-cavalo

Miluem

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Puro Sangue Lusitano

O homem-cavalo

 

Era uma vez um homem que sabia que, à meia-noite de todas as noites de lua cheia, se transformava num cavalo e esse bicho tinha que correr sete freguesias, numa noite só, enquanto não fizesse isso não sossegava.

 

Um dia, na rua, disse que se houvesse alguém que picasse o bicho com um aguilhão, essa pessoa, quando morresse, havia de se salvar.

 

Certa noite, um homem lá da terra, que se dizia que tinha muitos pecados, pôs-se em cima de um muro alto, onde sabia que o homem transformado em cavalo ia passar e, quando o viu deu-lhe uma grande espetadela com uma aguilhada dos bois. O desgraçado destransformou-se de cavalo para homem e disse bem alto:

 

- Abençoada a pessoa que me tirou este fadário! Oxalá se salve na hora da morte!

 

 

Fonte Biblio: PINHO, Isabel Contos e Lendas da Serra Nostra S. Pedro do Sul, Câmara Municipal de S. Pedro do Sul, 1998 , p.15

Place of Collection: SÃO PEDRO DO SUL, VISEU - Informante: Maria dos Anjos (F),

Narrativa – When:  XX Century, 90s – Crença: Unsure/ Uncommitted

Fonte: CEAO - Centro de Estudos Ataíde Oliveira

Foto: Pintreste

13.01.21

Óbidos @ Lendas de Portugal - O Lidador ou a Lenda da Porta da Traição

Miluem

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O Lidador ou a Lenda da Porta da Traição

 

O cerco do exército português à fortaleza de Óbidos, dominada pelos mouros, durava já há cerca de dois meses.

 

Um dia, D. Afonso Henriques e Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, decidiram que o ataque seria realizado na madrugada do dia seguinte.

 

Dormia já o Lidador, quando foi acordado por uma voz de mulher que lhe pedia para ser conduzida à tenda do rei de Portugal, pois tinha algo de importante a comunicar-lhe.

 

A jovem vivia no castelo dos mouros mas não sabia se era moura porque nunca tinha conhecido os seus pais. Junto do rei, a jovem revelou o seu sonho que se repetia há três noites.

 

No sonho, aparecia-lhe um homem novo e de olhar doce que a incumbia de transmitir uma mensagem para o rei de Portugal: o rei deveria reunir os soldados e liderá-los num ataque surpresa na parte fronteiriça do castelo, enquanto o Lidador se deveria dirigir com dez homens às traseiras onde a jovem donzela abriria uma porta para os deixar passar.

 

O homem de olhar doce prometia Óbidos aos cristãos e a salvação à jovem donzela.

 

Apesar da hesitação do Lidador , D. Afonso Henriques decidiu cumprir o que a jovem lhe contou. Na manhã seguinte, Óbidos foi conquistada conforme o sonho da misteriosa jovem, que nunca mais foi vista.

 

A porta que franqueou a entrada dos cristãos ficou para sempre conhecida como a Porta da Traição.

 

 

Como referenciar: O Lidador ou a Lenda da Porta da Traição in Artigos de apoio Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2019. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$o-lidador-ou-a-lenda-da-porta-da-traicao

Foto: Wikipédia

 

 

11.01.21

Miranda do Douro @ Lendas de Portugal - A Lenda da Moura

Miluem

A Lenda da Moura

 

Conta-se que, num certo dia, durante o mês de Janeiro, na ribeira de Vila Chã de Braciosa, passava por ali um jovem cabreiro que cuidava das suas cabras, quando ouviu uma voz que dizia:

 

- Antonho, pega uma rosa.

 

- Olha! Rosas em Janeiro!

- Respondeu ele.

 

Olhando e aproximando-se viu que a voz era de uma menina que trazia na mão uma rosa.

O cabreiro ficou surpreendido com a oferta que a menina lhe fez e aceitou a flor de bom grado.

 

A menina recomendou-lhe, no entanto, que não a mostrasse a ninguém.

Quando Antonho chegou a casa, colocou a rosa no fundo de uma arca velha, entre a roupa.

 

No dia seguinte, a sua mãe, querendo remover a arca, encontrou a bela flor e ficou sem palavras.

Resolveu, então, mostrar às vizinhas o que o filho tinha guardado.

Ao verem a rosa, logo esta se transformou em carvão e Antonho nunca mais viu a menina, que se pensa que seria uma moura

 

www.cm-mdouro.pt

Foto: https://nasombradaluz.blogs.sapo.pt/rosas-47264

 

10.01.21

Maceira, Leiria @ Lendas de Portugal - A Fonte da Barroquinha

Miluem

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A Fonte da Barroquinha

 

 

 

Era uma vez ...em dia já muito recuado na lonjura dos tempos, em pleno verão escaldante, o rei passava com a sua corte ali junto a Maceira.

 

O rei sentia os ardores da sede.

 

Ao passar roçando uma rocha, o poderoso rei, sem poder parara para matar a grande sede que o atormentava, gritou em desespero e tom eivado de maldição, para os seus acompanhantes:


          "Maldito cavalo que não escoicinha esta rocha até fazer água a fartar."

 

Palavras não eram ditas e o cavalo real, como se tivesse compreendido a fala irada do seu dono, dá uma forte parelha de coices na rocha que fez estremecer céu e terra.

 

A escoicinhadela foi tão violenta que o rei teve de se amparar com a sua espada na rocha, no mesmo sítio onde o cavalo do rei escoiçara. Mas a espada, de fraca resistência, encontrou e furou a rocha, e, do furo aberto, jorrou água abundante e fresquinha que dessedentou o rei e toda a sua comitiva.

 

O povo vendo aquela fartura de água tão fresca, onde sempre tudo fora secura, começou a escavar na parte mais baixa da rocha e ali abriu uma pequena barroca, por onde começou o jorramento do precioso líquido refrescante, que nunca mais findou e ainda hoje continua correndo onde se levantou mais tarde, a chamada Fonte da Barroquinha.

 

(in Anais do Município de Leiria, João Cabral)

 

Foto: http://sopensonisso.blogspot.com/2011/02/senhora-da-barroquinha.html

 

08.01.21

Pombal @ Lendas de Portugal - Lenda do Osso da Baleia

Miluem

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Lenda do Osso da Baleia

 

Conta-se que há muito, muito tempo, uma baleia muito grande deu à costa, despertando grande curiosidade e falatório. Foram muitas as pessoas que à praia acorreram para ver o animal. Durante vários dias, a praia permaneceu repleta de pessoas, sendo que alguns homens se apresentavam com carros de bois para levar a carne da baleia. Embora esta já estivesse sem cabeça, dava para perceber que era enorme.

 

Face à presença de tantas pessoas na praia, a população decidiu permanecer a baleia mais algum tempo em “exposição”, para os curiosos observadores. Posteriormente descarnaram-na e transportaram o resto da sua carne nos carros de bois, para os fins que lhe eram destinados (óleo).

 

O osso da baleia foi então arrastado para o cimo da costa da praia e ali ficou. Os mais curiosos, quando passavam por aquelas bandas, perguntavam o que era e respondiam-lhes: “É o osso da baleia”. Por isso, desde então, aquela praia ficou conhecida pelo Osso da Baleia.

 

www.cm-pombal.pt