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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes, gosto de os partilhar por imagens e ou palavras.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

29.11.20

# À moda de Cá # Arroz-Doce

Arroz-Doce (Receita da Mãe)

Miluem

 

Arroz-Doce  (Receita da Mãe)

Clara de Sousa

 

 

    Ingredientes:

    100 g de arroz carolino

    250 ml de água

    Pitada de sal

    1 litro de leite meio-gordo

    150 g de açúcar

    Casquinhas de limão

    1 pau de canela

    1 ou 2 gemas (opcional, para dar cor)

    Canela em pó a gosto, para polvilhar

 

Confecção:

"Coloque o leite a aquecer.

Leve ao lume uma panela média, com a água, a pitada de sal e o arroz.

Quando o arroz absorver toda a água, junte duas conchas de leite quente, para cobrir, mais as casquinhas de limão e o pau de canela.

Mantenha ao lume, sempre a fervilhar e sempre mexendo, em movimentos lentos e circulares. O restante leite continua sempre ao lume, no mínimo, para se manter bem quente.

À medida que o arroz for absorvendo o leite, o creme fique mais denso e a fervura faça bolhas maiores, coloque mais duas conchas de leite. Repita o processo, mexendo sempre, até esgotar todo o leite. No final, terá um creme que pinga como uma lágrima da colher, oferecendo alguma resistência. Nem demasiado líquido, nem demasiado denso.

Desligue o lume, junte o açúcar e mexa até estar bem envolvido. Retire as casquinhas de limão e o pau de canela.

Se quiser dar cor, desfaça a(s) gema(s) num pouco de leite frio, junte ao creme quente e mexa rapidamente, para incorporar.

Coloque numa taça ou em tacinhas. Deixe arrefecer. Quando arrefecer polvilhe com canela em pó.

Sirva à temperatura ambiente."

 

"Notas:

Quando terminar o leite e o creme já tiver a consistência desejada, prove um bago de arroz e garanta que está bem cozido. Se não estiver no ponto, aqueça mais um pouco de leite e mantenha o processo de cozedura até que o interior do bago esteja mesmo macio.

Ao encher as taças o arroz pode parecer demasiado fluido. Não se preocupe. Vai ficar mais denso ao arrefecer."

 

Receita, Foto e Video retirados de:  https://claradesousa.pt/receita/arroz-doce-branco/

 

Quando encontrei esta receita, fiquei muito contente, é muito parecida com a que a irmã do meu pai fazia, ela não usava ovos e também ficava super cremosa, a diferença é que ela era muito gulosa, fazia doces e licores maravilhosos mas tudo para lá de doce.

 

 

27.11.20

««Tradições »» Benzer o Pão

Alenquer @ Antiga Tradição da Benção do Pão antes de ir para o forno

Miluem

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Benzer o pão

 


[Cruz – era fazer a cruz com uma mão no forno. E depois dizia assim:


Assim como Deus é poderoso
Assim cresças tu no forno
Como a graça do Senhor cresceu pelo mundo todo]


Deus te acrescente
Deus te ponha a virtude
Para a boca da minha gente
Ámen, Jesus


Punha a farinha toda num monte (mais ou menos como a mim me ensinaram,
não é?) Era para o forno, era para o pão crescer.


[E a minha mãe dizia: Deus te acrescente para a boca da gente, que és para
muita gente. A gente, como éramos muitos: Deus te acrescente que és para muita gente,
dizia a minha mãe!]

 


Maria José Grácio, 2011,

Pereiro de Palhacana, Alenquer

 

Fonte:www.memoriamedia.net
Foto: Pixibay

 

02.08.20

««Tradições »» Sopa de Bacalhau ou Sopa do Vidreiro - História e receita 

Marinha Grande

Miluem

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Sopa de Bacalhau ou Sopa do Vidreiro      


Esta sopa constituía o habitual almoço dos vidreiros.

As mulheres ou as filhas levavam-lhes o almoço, que comiam no pátio das fábricas. 

O bacalhau era um alimento que então não era muito caro.

No entanto, para aqueles que não tinham possibilidades, esta sopa era feita com água de cozer uma pequena posta de bacalhau que em pequenos bocados dava para mais gente, ou só com os rabos de bacalhau, pois as postas davam para outra refeição.

 

Ingredientes: 

. Pão partido aos bocados             
. Broa em pequenos bocados         
. Bacalhau, bocados ou lascas              
. Batatas cozidas                         
. Ovo escalfado                  
. Alho               
. Azeite cru                 
. Água

 

Confecção: 

Numa tigela grande colocam-se os bocados de pão e de broa e os dentes de alho partidos ou esmagados.

Rega-se com azeite cru.

Seguidamente, juntam-se as batatas cozidas, cortadas às rodelas e os pedaços de bacalhau.

Sobre tudo, deita-se a água de cozer o bacalhau, bem quente, em quantidade suficiente para depois de ensopar o pão ainda restar caldo.

No fim, juntam-se os ovos escalfados. 


Fonte: Tradições da Marinha Grande - Grupos do Google

 

Notas:

"Estas sopas de bacalhau" são muito saborosas e um ótimo aproveitamento "daquele" bocadinho que sobrou.

A minha mãe escalfava os ovos no caldo de cozer o bacalhau.

 

30.05.20

««Tradições »» História e receita do Licor de Leite da Marinha Grande

Miluem

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Foto: http://papinhadoce.blogspot.com

 

Licor de leite     

 

A origem do licor de leite remonta ao século passado.

 

Um marinhense produzia o saboroso licor, para consumo próprio e de alguns amigos.

 

Com o decorrer dos tempos, o licor começou a ganhar fama, tornando-se num dos produtos mais tradicionais da Marinha Grande.

 

Por volta dos anos 50, foi fundada a fábrica de Licores Coelho e Galo que se dedicava à produção deste delicioso licor. 


Em 1974 a patente foi vendida a outra empresa, fora da Marinha Grande, e o licor deixou de ter a fama que até aí angariou, deixando quase de ser produzido. 


Em 1979, um comerciante de Vieira de Leiria, aproveitando os conhecimentos que tinha, interessou-se pela produção do referido licor.


Desde então milhares de litros de licor têm sido produzidos segundo métodos tradicionais e destinados ao mercado nacional.


Presentemente o Licor de Leite da V****a é comercializado nos distritos de Leiria, Castelo Branco e zona de Torres Novas.

 

Ingredientes: 

. 0,5l leite    
. 0,5l de aguardente 
. 0,5kg de açúcar louro 
. 1 pau de canela  
. 1 casca de limão


Preparação:

Mistura-se o leite com a aguardente e o açúcar louro, junta-se a casca de limão e o pau de canela.

Deixa-se todo o preparado em fusão durante 24 horas.

Coloca-se um filtro numa garrafa e passa-se o preparado. 


Fonte: Tradições da Marinha Grande - Grupos do Google

 

26.05.20

Miranda do Corvo @ Lendas de Portugal - Lenda e receita da chanfana

Miluem

Foto: Wikipédia

 

Chanfana


Segundo a lenda, a chanfana terá surgido no Mosteiro de Semide.

 

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Foto: site governamental do Património Cultural

 

 

Até finais do séc. XIX, todos os agricultores e rendeiros eram obrigados ao pagamento dos foros. 

 

Assim o Mosteiro recebia dos moradores do seu couto os foros a que estavam obrigados: galinhas, vinho, azeite, dias de trabalho, cabras e ovelhas, eram formas de pagamento.

 

Durante o mês de Agosto e até ao dia de S. Mateus, as freiras de Semide recebiam as suas «rendas».

 

Muitos dos moradores pagavam com cabras e ovelhas.

 

Ora, como as freiras não tinham disponibilidade nem meios para manter tão grande rebanho, descobriram uma fórmula para cozinhar e conservar a respetiva carne, aproveitando o vinho que lhes era também entregue pelos rendeiros, o louro que tinham na sua quinta, bem como os alhos e demais ingredientes.

 

Surge, assim, a chanfana que era religiosamente guardada ao longo do ano nas caves frescas do mosteiro.

 

A carne assada no vinho mantinha-se no molho gorduroso solidificado, durante largos meses. 

 

 

Segundo outros, terá sido durante a terceira invasão francesa que as freiras inventaram esta fórmula gastronómica para evitar que os soldados franceses roubassem as cabras e as ovelhas da região.  

 

 

Há ainda uma outra versão que defende que a receita da chanfana nada tem a ver com o Mosteiro de Semide, mas apenas com as invasões francesas.

 

Diz-se, então, que, quando as tropas francesas andaram pela região da Lousã e de Miranda do Corvo, a população envenenou as águas para matar os franceses.

 

Mas era preciso cozinhar a carne habitualmente consumida (de cabra e de carneiro) e, como a água estava envenenada, utilizou-se o vinho da região. 

 

 

       A chanfana é confecionada com carne de cabra velha, revelando um enorme aproveitamento dos parcos recursos existentes na época.

       A cabra servia durante toda a sua vida para a subsistência  das famílias, procriando e dando leite, estrumando as terras.

       Quando já velha e sem utilidade procriadora era então abatida para consumo, sendo aproveitada a sua carne para a chanfana e as tripas para os negalhos.

       A sua pele era ainda curtida e utilizada na confeção de artefactos.

       A chanfana é um prato típico muito apreciado, não só no concelho de Miranda do Corvo como  praticamente em toda a região centro, sendo por isso servida na maioria dos restaurantes da zona.  

       De salientar que continua a ser o prato «obrigatório» quando decorrem as festas religiosas anuais no concelho. 

 

 

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Receita

 

Ingredientes:

- Carne de cabra velha;

- vinho tinto;

- alho;

- louro;

- sal. 

 

Modo de preparação:

- Corta-se a carne aos bocados, que se colocam numa caçoila de barro.

- Tempera-se com sal, cabeças de alho inteiras, colorau, pimenta e louro.

- Cobre-se com vinho tinto.

- Vai ao forno de lenha, previamente aquecido.

- Durante o tempo em que a Chanfana está a assar, normalmente cerca de 4 horas, a boca do forno deve manter-se completamente vedada com barro.

- Geralmente, a Chanfana confeciona-se na véspera de ser consumida.

- Assim, deixa-se ficar no forno até à hora de ser servida.

- Nessa altura, o barro é picado para se abrir a porta do forno.

- Serve-se, geralmente, com batata cozida e grelos.

 

Fonte: https://www.cm-mirandadocorvo.pt

Foto chanfana: não me lembro de onde recolhi

 

31.10.19

««Tradições »» Merendeiras ou Broinhas dos Santos (receita 14) -Receita do Bolo Santoro

Miluem

Receita do Bolo Santoro

 

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Bolo Santoro — ©Pumpkin — Pão por Deus: uma tradição bem Portuguesa

 

 

Em algumas povoações da Zona Centro e Estremadura chama-se a este dia o Dia dos Bolinhos ou Dia do Bolinho.

 

Os bolinhos típicos são especialmente confeccionados para este dia, sendo feitos com base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes.

 

São chamados Santorinhos.

 

É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um Santorinho aos seus afilhados.

 

Se quiser reavivar esta tradição e receita, dando-a a conhecer aos seus familiares e amigos, experimente fazer um Santorinho em casa, seguindo esta receita:

 


Ingredientes:

 

1kg de batata cozida
1kg de farinha
4 ovos
750 gramas de açúcar
150 gramas de manteiga
Canela
Fermento
Frutos secos
Erva-doce

 


Preparação:

 

É só misturar, fazer pequenas bolinhas, colocar no forno e quando estiver cozido e ligeiramente tostado, está pronto.

 

https://ncultura.pt