Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

06.02.22

São Pedro do Sul, Viseu @ Lendas de Portugal - Lenda da Ponte do Cunhedo

Miluem

ponte-cunhedo-0.jpg

Lenda da Ponte do Cunhedo

 

Desde que foi feito a Ponte do Cunhedo sobre o Vouga, é muito simples a passagem do rio, não importa a estação do ano.

800px-Convento_de_São_Cristóvão_de_Lafões_-_Po

Porém, esta lenda passa-se quando ainda não havia tal passagem, embora o convento de São Cristóvão já lá estivesse.

Numa bela manhã de Junho, acompanhando a jornada do frade superior dessa pequena comunidade religiosa, que regressaria de uma viagem missionária, seguia na sua égua, acompanhando a margem direita do Vouga.

Vai devagar, gostava daquele longo passeio que lhe proporcionara uma visita pastoral.

Mas o tempo é que estava a mudar de aspeto conforme entravam as negruras da noite.

O caudal do rio cresceu ameaçadoramente, arrastando tudo à sua frente, tendo a ponte sido levada na voragem.

A égua era fina, e o cavaleiro dava-lhe rédea solta, para lhe evitar constrangimento, mas ela parara e acenava com a cabeça, como a dizer ao frade que se segurasse bem que o pior ainda estava para vir.

E daí a pouco o frade estava no convento quase sem dar por isso.

Estupefatos, os seus irmãos inquiriram-no por onde havia vindo, pois a ponte havia sido levada.

ponte-cunhedo-1.jpg

Respondeu-lhes que se assim era, só ao seu burrito e a Deus podiam perguntar, pois que ele até viera a dormir sobre a montada e não dera por nada.

Este caso foi tido como um grande milagre que atribuíram às suas orações ao mártir São Cristovão que na sua época transportou o Menino Jesus aos ombros na passagem de um qualquer outro caudaloso rio.

Não era só a sabedoria da Estrela a salvá-lo.

No dia seguinte voltou ao sítio das poldras e, desmontando, ficou estarrecido, vendo claramente o perigo por que passara.

Era tamanhos os estragos que a tempestade da véspera fizera!

De repente sentiu um frémito percorrer-lhe o corpo, encostou-se ao pescoço da égua e apercebeu-se que o rio já não era o Vouga, mas outro, muito mais longo e profundo.

 

Créditos:

Fonte:

https://turismodocentro.pt/artigo/lendas-historias-e-milagres-dos-rios-no-centro-de-portugal/

Fotos: https://www.visitarportugal.pt/viseu/oliveira-frades/souto-lafoes/ponte-cunhedo