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As coisas de que eu gosto! e as outras...

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17.05.22

Poetas portugueses | Ninguém de Judith Teixeira

Miluem

Ninguém

 

Embriaguei-me

num doido desejo

E adoeci de saudade.

Caí no vago ... no indeciso

Não me encontro, não me vejo -

Perscruto a imensidade

 

E fico a tactear na escuridão

Ninguém. Ninguém

Nem eu, tão pouco!

 

Encontro apenas

o tumultuar dum coração

aprisionado dentro do meu peito

aos saltos como um louco.

 

Judith Teixeira

Hora Sombria 1923, in " Castelo de Sombras" (1923)

 

Créditos:

Fonte: https://sites.google.com/site/poesiadalusofonia/judith-teixeira/ninguem?authuser=1

Foto: https://mag.sapo.pt/showbiz/artigos/camara-de-viseu-cria-premio-de-poesia-judith-teixeira

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