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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

26.05.21

Alcobaça e Vestiaria @ Lendas de Portugal - O Fantasma do Ben Al Mansor

Miluem

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Ruínas do Castelo de Alcobaça

O Fantasma do Ben Al Mansor

 

Conta-se que há muitos, muitos anos atrás, no Castelo de Alcobaça havia um poço encantado. Deste poço imanava uma estranha melodia que enfeitiçava, quem por lá passasse. Principalmente, raparigas donzelas.

 

Estas fugiam a sete pés do Castelo, não fosse a melodia encantá-las.

 

Porém, certo dia uma rapariga esqueceu-se da recomendação e foi buscar água ao dito poço.

 

Enquanto pousava o cântaro no chão, e ajeitava as suas saias, uma estranha melodia começou a percorrer-lhe todos os cantos dos ouvidos, deixando-a completamente atordoada. Ao mesmo tempo, via-se emergir entre as ameias, uma imponente figura de um Mouro.

 

Este tinha um olhar tão penetrante que, imediatamente, hipnotizou a menina, e a encaminhou para dentro do castelo.

 

Assustada, ainda teve forças para rezar por Nossa Senhora e agarrar -se a uma medalha de um santinho que trazia ao peito.

 

E como por magia, o mouro evaporou-se, desaparecendo no meio de uma grande fumarada e com uma grande risada disse: Ah… Ah…Obrigado, por me teres libertado desta prisão.

 

A rapariga correu assustada para casa, e contou aos pais o estranho acontecimento.

 

Os pais ainda aflitos, contaram-lhe que o castelo estava amaldiçoado com o fantasma do Ben Al Mansor, o chefe mouro que tinha morrido na batalha em defesa do seu castelo.

 

Mas que, graças à sua força espiritual e coragem, a maldição tinha-se finalmente quebrado.

 

Foi assim, que a partir desse dia, as raparigas puderam passear junto do castelo, sem qualquer receio.

 


(Fonte: Arquivo Português de Lendas)

http://www.jf-alcobacaevestiaria.pt

Foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Alcobaça

 

 

19.05.21

Juromenha, Alandroal @ Qual a origem do nome?

Miluem

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Fortaleza da Juromenha

Juromenha

 

Diz a lenda que um rico Godo, desejando ter herança e amores não correspondidos com sua irmã Mégnia ou Menha, resolveu prendê-la no castelo, no intuito de a convencer.

 

A isso sempre se recusou a jovem dizendo:

Jura Menha que não…

Ainda hoje uma das torres do castelo tem a denominação de torre da Menha, por supostamente ali ter estado presa a dita donzela.

 

Fonte: https://www.cm-alandroal.pt

Foto: https://revive.turismodeportugal.pt/pt-pt/node/729

 

18.05.21

Aveiro @ Lendas de Portugal - São Simão

Miluem

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São Simão                      

 

No ano de 1526, a vila de Aveiro foi vítima de uma epidemia chamada: PESTE;

 

Na altura o convento era liderado pela Prioresa D. Isabel de Castro e sendo de fundação recente não existia um santo protector.

 

Amedrontados com a epidemia sortearam um: partiram um rolo de pavio de cera em 12 partes iguais perfazendo um total de 12 candeias, oferecendo posteriormente uma a cada um dos 12 apóstolos;

 

A finalidade de tal acto era a de que a candeia que tivesse mais durabilidade, denominaria o nome de tal santo protector (padroeiro).

 

No final, a candeia que se manteve mais tempo iluminada foi a de S. Simão, sendo este o escolhido para padroeiro do convento;

 

D. Isabel de Castro, em nome de todas as freiras fez a promessa de realizar anualmente uma festa e procissão e também mandar construir-lhe uma capela.

 

Em tal dia comemorativo passaram a oferecer na portaria, ao povo, os pães ou bolos de S. Simão.

 

http://www.aveiro.com.pt

Foto da Capela de S. Simão: C.M. Aveiro

 

21.02.21

Santa Cruz das Flores @ Lendas de Portugal - A Água da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes

Miluem

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A Água da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes

 

Já no século vinte, o povo do lugar da Fazenda das Flores andava muito entusiasmado porque estava finalmente a realizar um sonho já velho: construir a sua igreja dedicada a Nossa Senhora de Lourdes.

 

Tinham escolhido um lugar alto e vistoso, de onde se podia espreitar quase todas as casas do lugarejo ou os terrenos verdes salpicados do azul das hortênsias na Primavera e Verão ou ainda ver o mar até ao horizonte distante.

 

Andavam todos muito cansados porque tinham de fazer os seus trabalhos nas terras e ajudar nas obras da igreja. Não havia água nas redondezas, o que dificultava ainda mais os trabalhos.

 

Enquanto os homens iam levantando as paredes com os mestres, as mulheres e as crianças faziam grandes cortejos e partiam de latas e potes à cabeça para a Ribeira de Além.

 

De lá traziam, com grande sacrifício, a água que os homens precisavam para ir fazendo a argamassa. Várias vezes durante a viagem, debaixo de um calor intenso, as mulheres pediram a Nossa Senhora de Lourdes que lhes deparasse água.

 

Uma certa noite, enquanto todos dormiam profundamente e descansavam de um dia de muito trabalho, a água brotou e começou a correr com abundância ao pé do lugar onde estavam a levantar as paredes da igreja.

 

De manhã, ao chegarem, os trabalhadores ficaram maravilhados com o que tinha acontecido e as pessoas da Fazenda, animados na sua Fé, trabalharam ainda com mais vontade, até que por fim a nova e linda igreja abriu ao culto.

 

A água continuou a correr numa fonte debaixo da sacristia da igreja de Nossa Senhora de Lourdes.

 

Os florenses começaram a sentir uma veneração muito especial por esta água fresca e cristalina que curou muitas doenças às pessoas, algumas vindas de freguesias distantes só para beber a milagrosa água de Nossa Senhora de Lourdes.

 

 

Fonte:  Biblio FURTADO-BRUM, Ângela Açores: Lendas e outras histórias Ponta Delgada, Ribeiro & Caravana editores, 1999 , p.277

Place of Collection: Santa Cruz Das Flores, SANTA CRUZ DAS FLORES, ILHA DAS FLORES (AÇORES)

Narrativa - When: XX Century, 90s - Crença: Unsure / Uncommitted

CeAO - Centro de Estudos Ataíde Oliveira

Foto: Pintrest

 

18.02.21

Borges, V. Verde @ Lendas de Portugal - Lenda do Dente Santo

Miluem

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Aboim da Nóbrega - Foto: Google imagens

Lenda do Dente Santo

 

No lugar de Borges, na freguesia de Aboim da Nóbrega, onde ainda hoje existe uma fonte com alminhas, ladeando uma casa (Fonte do Dente-Santo), onde vivia um homem de nome Manuel António Martins (1920), que possuía um dente de S. Frutuoso - Abade de Constantim (Vila Real), o qual tinha poderes excecionais para curar mordedelas de cão raivoso.

 

Este Dente foi referido já no séc. XVII e a tradição diz que o dente tinha mais de oitocentos anos.

 

Manuel António pertencia à família de "Os do Feitor", ou "Dentes-Santo", a qual teria recebido o dente dum fidalgo solteiro, que à hora da morte o deixou a um criado.

 

O Dente Santo ou Dente de São Frutuoso, teria igualmente sido oferecido diretamente pelo Santo ao Fidalgo, antes de morrer, dizendo-lhe:

 

Quem possuir este dente não será rico, mas será sempre remediado, e nunca passará necessidades.

 

Só poderá ser possuído por um varão.

 

O dente foi assim passando de geração em geração.

 

Conta-se que muitas pessoas vinham procurar, a Borges, as benzeduras do Dente-Santo, e que ninguém do lugar teria morrido com a doença da "raiva".

 

A benzedura era feita com o dente (que estava pendurado numa corrente de prata) acompanhada da seguinte reza:

 

"Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo

E de S. Frutuoso

Eu te benzo

E tocado por mim nunca serás raivoso".

 

http://www.cm-vilaverde.pt/web/cultura/tradicoes

 

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Aboim da Nóbrega - http://vila--verde.blogspot.com/

14.02.21

Vila Velha de Rodão @ Lendas de Portugal - Lenda do Rei Wamba

Miluem

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Lenda do Rei Wamba

 


Nas Portas de Ródão do lodo do Beira Baixa (Norte do Tejo) vivia um Rei que tinha lá um Castelo que se chamava Rei Wamba e que dominava este lado. Este era um guarda avançado da Egitânia (Idanha-a-Velha).


O lado de lá era dominado por um Rei Mouro.


A mulher do Rei Wamba perdeu-se de amores pelo Rei Mouro e este para a raptar tentou fazer um túnel que passaria por baixo do Tejo para a poder ir buscar.


Os cálculos do Rei Mouro foram mal feitos e o buraco saiu acima do nível das águas (conforme ainda se pode ver). A mulher do Rei Wamba entrou em pânico e o Rei Wamba descobriu a finalidade do buraco.


O Rei Wamba vendo a paixão que ela manifestava pelo outro, ofereceu-a então ao outro Rei como presente, mas sendo atada à mó de um moinho, rolando pelas encostas até ao rio Tejo. Pelo sítio onde passou a mó com a mulher do Rei Wamba atada nunca mais nasceu qualquer vegetação, conforme hoje ainda se pode verificar no local.

 

 

Fonte Biblio: MOURA, José Carlos Duarte Contos, Mitos e Lendas da Beira Coimbra, A Mar Arte, 1996 , p.66

Place of collection: Vila Velha De Ródão, VILA VELHA DE RÓDÃO, CASTELO BRANCO

Narrativa - When: XX Century, 90s - Crença: Unsure / Uncommitted

 

Foto: https://correiodoribatejo.pt

 

 

14.02.21

Quadras populares infantis } Lagarto pintado

Miluem

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Lagarto pintado

Quem te pintou

Foi uma velha que por aqui passou

No tempo da eira, fazia poeira

Puxa lagarto

Por aquela orelha.

 

https//m.arquivo-digital.webnode.pt/news/cantinelas/

 

No Blogue da turma do 4° ano da EB1 da Pegada- Guimarães- Ano Letivo 2019/2020 "Os Amiguinhos"

aqui no Sapo têm mais umas quadras muito giras feitas pelos alunos 

https://saladosamiguinhos.blogs.sapo.pt/lagarto-pintado-10822