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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

25.09.21

Licor de amora silvestre

Miluem

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Ingredientes


1 kg de açúcar
1 kg de amoras silvestres maduras
1 litro de aguardente branca (escolha uma aguardente boa)
1 estrela de anis



Preparação

Lave as amoras e deixe-as escorrer num passador de rede.


Num frasco de boca larga coloque o açúcar, a estrela de anis e a aguardente.


Agite muito bem para tentar dissolver um pouco o açúcar.


Adicione as amoras e volte a agitar.


Guarde o frasco num local afastado da luz solar e sem humidade.


Agite o frasco regularmente (pelo menos quatro vezes por semana em dias alternados).


Passados três meses, coe o preparado com um filtro de papel do café.


Coloque numa garrafa e está pronto a servir.

 

http://viajardemochilaascostas.blogspot.com/2012/12/licor-de-amora-silvestre.html?m=1

 

10.06.21

Sopa da Pedra | Lenda, História e Receita

Miluem

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A lenda da Sopa da Pedra

 

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, não lhe quiseram aí dar esmola. O frade estava a cair com fome, e disse:

– Vou ver se faço um caldinho de pedra!

E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança.

Perguntou o frade:

– Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa boa.

Responderam-lhe:

– Sempre queremos ver isso!

Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:

– Se me emprestasse aí um pucarinho.

Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

– Agora, se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas.

Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, tornou ele:

– Com um bocadinho de unto, é que o caldo ficava um primor!

Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada pelo que via. Dizia o frade, provando o caldo:

– Está um bocadinho insosso. Bem precisava de uma pedrinha de sal.

Também lhe deram o sal. Temperou, provou e afirmou:

– Agora é que, com uns olhinhos de couve o caldo ficava que até os anjos o comeriam!

A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras.

O frade limpou-as e ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela.

Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade:

– Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça.

Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele botou-o à panela e, enquanto se cozia, tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era uma regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou:

– Ó senhor frade, então a pedra?

Respondeu o frade :

– A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

 

 

Um pouco de história…

Sopa da pedra é uma sopa típica portuguesa, em particular da cidade de Almeirim, situada no coração da região do Ribatejo, considerada a capital da Sopa da pedra.

A designação Sopa de pedra encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base lendas e mitos.

(...)

 

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Receita

Ingredientes:

– 2,5 l de água

– Uma pedra tipo seixo

– 1 kg de feijão vermelho

– 1 orelha de porco

– 1 chouriço de carne

– 1 chouriço de sangue (morcela)

– 200 g de toucinho

– 2 cebolas

– 2 dentes de alho

– 700g de batatas

– 1 molho de coentros

– Sal, louro e pimenta a gosto

 

Preparação:

Ponha o feijão a demolhar de um dia para o outro. De véspera, escalde e raspe a orelha de porco de modo a ficar bem limpa.

No próprio dia, leve o feijão a cozer em água, juntamente com a orelha, os enchidos, o toucinho, as cebolas, os dentes de alho e o louro. Tempere de sal e pimenta. Junte mais água, se for necessário. Quando as carnes e os enchidos estiverem cozidos, tire-os do lume e corte-os em bocados.

Junte, então, à panela as batatas, cortadas em cubinhos e os coentros bem picados.

Deixe ferver lentamente até a batata estar cozida. Tire a panela do lume e introduza as carnes previamente cortadas.

No fundo da terrina onde vai servir a sopa coloque a pedra bem lavada.

Depois de servir a sopa toda, guarde a pedra para a próxima.

 

Nota:

Também pode utilizar o feijão enlatado, sempre pode fazer a sopa mais rapidamente, eu pessoalmente uso uma conhecida marca portuguesa de legumes em conserva.

Toque especial:

Guarde um pires com os coentros picados para que cada convidado coloque a quantidade de coentros a gosto na sua sopa.

 

Fonte: 

https://lusojornal.com/na-cozinha-do-vitor-sopa-da-pedra/

Fotos:

https://www.mulherportuguesa.com/

 https://maisribatejo.pt/

 

14.02.21

Cozido à portuguesa

na cozinha do Vítor

Miluem

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Carnes, enchidos, couves e vegetais cozidos. Pode parecer simples, mas não é. O Cozido à Portuguesa é o resultado de séculos de aperfeiçoamento, com contributos das diferentes regiões do país e, até, ao nível das famílias. Por exemplo, há famílias que gostam de incluir o frango no cozido, outras que o dispensam; há quem goste de acrescentar feijão e há quem passe bem sem ele. Uma coisa é certa: este é um dos mais adorados pratos nacionais, um verdadeiro prato de família.

 

Um pouco de história…

A história do cozido está envolta em algumas dúvidas. Terá vindo de Espanha (Olla Podrida ou Cocido)? Será uma herança mais antiga? A verdade é que existem muitas variações do cozido por toda a Europa. Em França chama-se Pot-au-feu e em Itália chamam-lhe Bollito Misto. Em ambos estão presentes as carnes e os legumes cozidos.

 

 

Ingredientes

100g entrecosto de porco

150g chispe

75g entremeada

1 chouriço de sangue

60g orelha de porco

1 morcela

1 chouriço de carne

1 farinheira

125g novilho do cachaço

100g frango

50g sal grosso

60g de nabo

150g couve-lombarda

Hortelã

1 cenoura

60g batatas

150g couve-coração

100g couve-portuguesa

Arroz

 

Preparação

Tempere todas as carnes com sal no dia anterior ao da cozedura.

Descasque o nabo e as cenouras e corte-os em pedaços.

Lave muito bem todos os legumes, retirando-lhes os talos centrais e corte-os em pedaços.

Separe a couve portuguesa em folhas e corte as batatas em quartos ou metades.

Coloque as carnes, exceto o frango, numa panela grande com água suficiente para as cobrir e junte os raminhos de hortelã. Deixe cozer até verificar que estão cozidas.

Retire-as, à medida que ficarem prontas e reserve.

Na mesma água, coza o frango. Retire e reserve.

Retifique o nível da água e os temperos e aproveite o caldo da carne para cozer os enchidos separadamente. Retire-os e reserve.

Na mesma água, introduza as couves e a cenoura e deixe ferver durante cinco minutos.

Adicione, então, as batatas e o nabo. Não os deixar cozer demasiado, evitando assim que se desfaçam.

Prepare o arroz, utilizando a água das várias cozeduras. Para isso, coloque num tachinho duas medidas de água para uma de arroz e junte algum chouriço de sangue e farinheira desfeitos e sem pele. Retifique temperos e deixe cozer.

Corte as carnes em pequenos pedaços e disponha-as numa travessa de servir.

Faça o mesmo com os enchidos.

Noutra travessa, coloque os legumes e o arroz.

 

  • Nota: Este prato é realmente saboroso e um bom motivo para juntar família e amigos à mesa.

 

Toque especial: Se não tiver os ingredientes todos, não faz mal, o que conta é a refeição em família 🙂

 

Vinho: Um vinho alentejano resultante de uma mistura das castas Aragonês, Touriga Nacional e Alicante Bouschet, que no palato apresente uma boa estrutura, volumosa e equilibrada. Este vinho deve ser consumido a uma temperatura entre os 16ºC e os 18ºC. Ou então um vinho da sua região.

 

Dica: Guarde a água da cozedura das carnes é para fazer uma sopa, acrescentando-lhe apenas pão, ou massa ou feijão branco e um pouco de hortelã.

 

Reza a Lenda que…

 

No século XVII, Domingos Rodrigues, cozinheiro da Casa Real de Portugal e o primeiro a escrever um Tratado de culinária em português (“Arte de Cozinha”, de 1680), considerava o Cozido à Portuguesa um prato riquíssimo, onde não faltavam perdizes, coelho e pombos:

 

“Ponha-se em huma panella a cozer hum pedaço de vaca muito gorda; huma galinha, huma ave, huma perdiz ou pombos, hum coelho, huma lebre, huma orelheira ou pá, se for tempo de porco, chouriços, linguiça e lombos de porco, tudo misturado com nabos ou rábanos, três cabeças de alhos grandes, grão, duas ou três dúzias de castanhas, sal e cheiros”. No entanto, não lhe chamava Cozido à Portuguesa, mas sim o nome em espanhol escrito de forma aportuguesada: Olha Podrida.

 

  • As variações

 

Pode não levar frango, não levar presunto, não ter feijão ou não ter nabo. Pode ter milho, arroz, orelha de porco ou chispe, salsichas frescas de porco ou até batata-doce. Mas nunca lhe faltam os enchidos, seja em que região do país for. São eles que dão ao cozido o seu sabor único e aconchegante, apreciado o assim que o tempo começa a arrefecer.

 

No Minho, ao cozido junta-se uma galinha gorda, presunto, salpicão e focinho de porco. A couve é tronchuda e o arroz feito no forno.

 

Em Trás-os-Montes não falta a alheira, que faz companhia ao chouriço de sangue e à farinheira. Também há quem junte feijão-verde à couve-lombarda, couve-coração e couve-portuguesa.

 

No Alentejo, o cozido, que se chama cozido à alentejana, não leva galinha, mas pode levar borrego. O porco é rei, aproveitando-se quase todas as partes: joelho, orelha, entrecosto, rabo, toucinho… Não faltam os enchidos, da morcela à farinheira, passando pelo chouriço de carne, chouriço de sangue e ainda a linguiça. O grão também é tradicional usar-se.

 

No Algarve, há quem junte ao cozido batata-doce e um raminho de hortelã. Tal como no Alentejo, o grão também faz parte do prato.

 

Nos Açores, onde o famoso Cozido das Furnas – uma variação do Cozido à Portuguesa – é cozinhado debaixo da terra com o calor vulcânico das Furnas, junta-se inhame e toucinho fumado à carne de vaca e de galinha. Não faltam a batata, a cenoura, a batata-doce e as couves. Os enchidos eleitos são o chouriço e a morcela.

 

Na Madeira, o Cozido à Portuguesa tradicional serve-se com fatias de pão e hortelã e, numa variação mais típica da ilha, com cuscuz e tomilho, sem enchidos, apenas com carne de porco magra e salgada.

 

Apesar das variações, pode-se afirmar que a receita-base é esta: carne de vaca, porco e frango; chouriço de carne e de sangue; farinheira e morcela; couve-portuguesa e couve-lombarda; cenoura, batata e nabo.

 

https://lusojornal.com/na-cozinha-do-vitor-cozido-a-portuguesa/

 

 

07.02.21

Caderno de Receitas do Convento das Salésias

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Miluem

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 (...) Convento de Nossa Senhora da Visitação de Santa Maria, da Ordem de São Francisco de Sales, também conhecido por Convento das Salésias, localizado na Junqueira, em Lisboa. Recebeu as suas cinco primeiras religiosas, vindas de França, no ano de 1784. Tudo parece indicar que este caderno de receitas, culinárias e outras de diferente teor, entre elas as de remédios caseiros, se destinava exclusivamente à prática culinária das religiosas, certamente um importante elemento de sobrevivência económica, como era muitas vezes habitual nos conventos. Particularmente depois de 1834, ano em que foram extintas as ordens religiosas e as freiras se depararam com a necessidade de arranjar dinheiro para o seu sustento. Inclui as mais variadas receitas, algumas tipicamente portuguesas, caso do bacalhau albardado, outras com influências alheias, como a de arroz de leite, provavelmente de influência moura.  (...) 

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http://antt.dglab.gov.pt/caderno-de-receitas-do-convento-das-salesias/

 

31.12.20

Tarte de maçã - sem glúten

Miluem

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Tarte de maçã

 

2 c. sopa azeite

30 g amido de milho

4 c. sopa açúcar

1 c. sopa canela em pó

2 kg maçã reineta

50 g amêndoa laminada

 

 

Prequeça o forno a 160ºC.

Unte uma forma redonda com 22cm de diâmetro com o azeite e forre o fundo com um disco de papel vegetal.

Misture o amido de milho com o açúcar e a canela.

Descasque as maçãs, tire-lhes os caroços e corte-as em fatias finas. Disponha as fatias de maçã na forma em camadas, polvilhando cada uma com a mistura de açúcar. 

Leve ao forno cerca de 50 minutos ou até as maçãs estarem tenras.

Quando os 50 minutos estiverem a terminar, espalhe as amêndoas sobre um tabuleiro e leve-as ao forno para alourarem.

Retire a tarte do forno, deixe arrefecer e desenforme, retirando o papel vegetal. 

Salpique com as amêndoas tostadas.

 

Fonte: https://www.pingodoce.pt/receitas/tarte-de-maca/

30.12.20

Tronco de Pistachio e Framboesas

Miluem

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Tronco de Pistachio e Framboesas

 

Ingredientes:

75 gr pistachios

4 ovos

130 gr açúcar

80 gr farinha

2 colheres de sopa de água quente

1/2 colher de chá de sal

1/2 colher de chá de extracto baunilha

250 gr de framboesas

açúcar em pó q.b.

 

Creme: 

500 gr queijo mascarpone

100 gr manteiga à temperatura ambiente

200 gr de açúcar em pó

1/2 colher de chá de extracto baunilha

   

Preparação:

Comece por picar os pistachios e reservar.

Numa taça bata com a ajuda de uma batedeira eléctrica, por cerca de 5 minutos as gemas com o açúcar. Acrescente a água quente e misture bem.

Bata as claras em castelo e adicione ao preparado das gemas. Vá alternando com a farinha e envolva bem.

Por fim adicione delicadamente os pistachios, o extracto de baunilha e o sal. Misture muito bem.

Unte um tabuleiro (35x30 cm) com manteiga e forre com papel vegetal untando novamente o papel com manteiga. Coloque a massa no tabuleiro e leve a cozer em forno pré aquecido a 180ºC cerca de 15 minutos.

Retire e deixe arrefecer por 5 minutos. Depois polvilhe uma superfície com açúcar em pó e disponha o bolo sobre ela. Retire o papel e polvilhe também com açúcar em pó.

Reserve até estar totalmente frio. Entretanto prepare o creme. Bata o queijo com a manteiga e o açúcar. Aromatize com extracto de baunilha.

Barre o rectângulo de massa com 2/3 do creme, deixando 2 cm nas laterais sem creme e disponha sobre ele as framboesas, reservando algumas para decorar. Enrole com cuidado e coloque num bonito prato de servir. Barre a torta com o restante creme, decore com framboesas reservadas e pistachios picados. Polvilhe com açúcar em pó e sirva.

 

http://donadeliciaatelierdesabores.blogspot.com