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As coisas que eu gosto! E as outras...

Este é o meu espaço, nele partilho as minhas fotos amadoras, as coisas que aprendi e vou aprendendo.

As coisas que eu gosto! E as outras...

Este é o meu espaço, nele partilho as minhas fotos amadoras, as coisas que aprendi e vou aprendendo.

25.10.19

desafio de escrita dos pássaros #7 - Compota

Miluem

Abóboras

Foto: https://escoladeatenas.blogs.sapo.pt

 

 

Como os meses parecem que têm tido mais dias ou o ordenado anda a encolher, arranjei um part-time para os fins de semana num Instituto de Beleza num centro comercial todo xpto.

 

As minhas funções são de higienização do espaço de salão, servir café e biscoitos às Madames (como o Sr. Joaquim faz questão que todas as clientes sejam tratadas), fazer quaisquer recados que elas necessitem dentro do centro comercial.

 

Num sábado de manhã estava a preparar as coisas antes do instituto abrir, com a supervisão do Sr. Joaquim, quando chega uma entrega enorme de mercadoria do VaAli e do AliVa.

 

A mercadoria foi logo exposta para venda, até que o caixote maior vinha cheio de … doce de abóbora com amêndoas!!!

 

O Sr. Joaquim disse palavras que não estão nem nos dicionários mais modernos!!!

 

Primeiro pensou oferecê-lo às Madames para porem nas broinhas dos santos, mas o diacho do doce… de doce tinha pouco, lá pelas bandas da China não devem usar açúcar.

 

Tinha que o vender como máscara de corpo e cabelo!!

 

Madame Constança chegou um pouco antes da hora marcada para tratar dos joanetes e remover as calosidades, porque precisava de uma máscara capilar que acalmasse a sua maltratada juba, descolorada e alisada todos os meses.

 

O Sr. Joaquim mandou-me ir atender e vender o doce de abóbora mal-amanhado como máscara capilar…

 

Logo a mim, eu nem sou capaz de vender um aquecedor a um esquimó!!

 

- Bom dia Madame Constança.

 

- Bom dia menina, quero uma máscara capilar das que costumo usar!

 

- Madame Constança, se me permite a sugestão, recebemos máscaras de uma conceituada marca de cosmética coreana vegan que fazem parte do novo conceito “hair food”, alimentar o cabelo, ainda só chegaram as de abóbora com amêndoa.

 

- Isto é um frasco de compota!!

 

- Todas as embalagens da gama são reutilizáveis e recicláveis, a empresa aposta na preservação da natureza.

 

-  Estou desconfiada que me está a enganar!

 

- De forma alguma Madame Constança, a abóbora é rica em minerais como potássio e o betacaroteno e em vitaminas A, C e E, para além de antioxidantes que nutrem o cabelo. Os benefícios do óleo de amêndoa são dos mais conhecidos.

 

- Não sei como, mas a menina convenceu-me! Vou experimentar a nova máscara.

 

Felizmente consegui vender a compota, senão lá se ia o part-time para o raio que me parta!

 

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Tema #7 Desafio dos Pássaros    -   Para esta semana, o tema é:

A Constança precisa duma mascara capilar mas o teu patrão só quer que vendas compotas de abobora com amêndoa. Convence-a  a escolher a compota para usar 

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18.10.19

desafio de escrita dos pássaros #6 + "O Amor, um r/c … e um frigorífico"

Miluem

Foto: https://y.cdrst.com

 

O Amor, um r/c… e um frigorífico

 

Leonardo e Fernando conheciam-se desde sempre, as suas famílias eram amigas e vizinhas.

 

Sempre foram mais introspetivos e solitários do que os seus irmãos e irmãs, gostavam dos seus jogos e brincadeiras, mas apreciavam mais a companhia um do outro e a observação de aves e insetos.

 

Na adolescência, a amizade de crianças sem que se apercebessem, foi dando lugar a outro sentimento, tal como a metamorfose pela qual a borboleta passa antes de ganhar as suas belas asas.

 

Terminaram o ensino secundário e entraram na faculdade sempre unidos, mas existia uma espécie de acordo tácito sobre um tema a evitar, Amor!

 

Falavam de amigos e amigas, das saídas, das brincadeiras, mas mais nada.

 

Até que um dia, não conseguiram reprimir o Amor puro que há muito sentiam um pelo outro.

 

Não sem receio das consequências, assumiram esse amor perante as famílias, não havia razão para o esconder, não era vergonhoso, eram duas pessoas decentes que se amavam, o destino apenas quis que tivessem nascido do mesmo sexo.

 

O pai de Leonardo, que conhecia muito bem todos os seus filhos, já há muitos anos intuía que Fernando passaria também a fazer parte da sua família e recebeu-os de braços abertos.

 

Já o pai de Fernando ficou escandalizado quando ele levou Leonardo a casa para junto falarem sobre o seu amor, para ele, era uma vergonha ter um filho #?# como é que ia enfrentar os colegas de trabalho? E no café? E a vizinhança? Ou Fernando se deixava daquelas “maluquices” ou podia esquecer a família!

 

A chorar Fernando reuniu as poucas coisas que tinha deixado em casa e partiu na companhia de Leonardo.

 

Estavam ambos a estudar, o pai de Leonardo dava uma mesada, mas também não tinha posses para aumentar o valor.

 

Tinham que arranjar uma casa mais barata, e pequenos trabalhos, era muito importante conseguirem terminar o curso.

 

Felizmente conseguiram um r/c pequeníssimo com um quarto onde mal cabia a cama, a casa de banho era do mais estranho que tinham visto.

 

Eram muito felizes viviam o seu amor!

 

P.S. Só faltava uma coisinha na casa:

Um frigorífico, aí seria …

 

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Para esta semana, o tema é:
Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorífico"

 

 

11.10.19

desafio de escrita dos pássaros #5 + O raio da bicha "nã" anda!!!

Miluem

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Purgatory by Sergey Tyukanov

 

O raio da bicha "nã" anda!!!

 

Vem uma alminha cansada de tanto voar e já de Cartão do Cidadão em punho para fazer a admissão eletrónica ao Purgatório quando se depara com uma bicha igual à do IMTT para renovar a carta de condução!

 

Irra! Até no dia para morrer é preciso ter sorte!

 

Tiro a senha, por cima da maquina diz, "Bicha única", ela única é, mas faz mais curvas que o Marão!


Na frente da bicha as alminhas estavam todas em grande alvoroço, mas andar que é bom, nada, e sempre alminhas a chegar e a empurrarem para a frente.

 

Pedi para me guardarem o lugar e fui lá ver que diabo se passava.


Então não era o filho da P. do Hitler que estava lá a encanzinar aquilo tudo? O f. da p. não se suicidou nada, no fim da guerra, como ia dar com os costados na pildra, pirou-se "a mais a comandita" para a Argentina no "Sino Nazi".


Eu sempre achei aquele suicídio no bunker muito encenado e encerado... o sósia estava muito luzidio...


Afinal o estafermo morreu velho como um caco e já tinha sido recusado nos Purgatórios de todo o mundo. Num deles falaram-lhe dos Vistos Gold portugueses e lá veio ele a voar para o Purgatório português.


Quando tentou fazer a admissão eletrónica, os serviços não conseguiram ler o DNI Argentino, já que a Argentina pertence à MERCOSUR e não à UE.


Lá veio o pessoal das admissões manuais com o ar enfadado  do acostume a pensar, outro velho com BI dos antigos!


Quando viram quem era o estafermo, comentaram entre si, este também pensa que os Vistos Gold funcionam no Purgatório ... (risos)

 

Negaram-lhe a admissão, os Serviços Centrais já tinham lançado o alerta de não admissão,  o do Purgatório da Purificação por não haver purificação possível, o Purgatório do Castigo por não haver castigo suficiente.

 

O estafermo dizia  "heil, nein  ich..." eles respondiam, daqui não passas. Ele insistia e eles recusavam … o impasse durou horas.

 

Eu estava lá a ver em que paravam as modas, as alminhas já estavam loucas, com tantos gritos de “heil”, estavam com fome e com os pés inchados e algumas até já procuravam na internet DIY's para destruir almas, pediram-me para interceder pelo estafermo para a bicha andar.


Eu respondi:


Esqueçam! Chamem o fulano "Chega" são da mesma Zona devem falar a mesma língua...

 

Intervir por tal F. da P. ... antes queria c@gar "ambos os dois pés" e depois cair à Vala Real!!!!!


Eu quero o Livro de Reclamações s.f.f., não fui atendida dentro do tempo previsto por isso vou voltar à minha vidinha. 

 

Recuso-me a morrer hoje! Chamem-me novamente quando isto estiver mais bem frequentado!

 

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Para esta semana, o tema é:

Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente.

Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo.

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04.10.19

desafio de escrita dos pássaros #4 - A Beatriz disse que não. E e agora?

Miluem

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A Beatriz disse que não. E e agora ??!!

 

Bichanou Lizete a Felismino, em que pé ficam o Cruzeiro às Concheles, a quota na Quinta do Verdete e o negócio?

 

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Tanto a Dra. Lizete como o Eng.º Felismino eram de proveniência humilde, de famílias trabalhadoras e orgulhosas por terem um dos seus na Universidade.

 

Por obra do destino, viriam a encontrar-se no Campus da Universidade de Coimbra, e tornaram-se inseparáveis, união que se manteve após a Universidade e se firmou no casamento, formando uma nova família, ambos com carreiras de sucesso (um passado e história reescritos, os verdadeiros não estavam à altura do status entretanto aquirido)  e sem qualquer pudor em "atropelar" quem estivesse no caminho.

 

A vida de reconhecimento social que almejavam estava finalmente ao seu alcance. O noivado da sua filha Beatriz com Henrique, o filho do seu cliente e amigo, Dr. Armando Albuquerque tinha-lhes aberto as portas do restrito "círculo das fortunas antigas" da cidade.

 

Beatriz tinha terminado há pouco o Curso de Medicina e pretendia tirar um ano sabático, antes da especialização em Cardiologia, e fazer voluntariado no interior do país junto de populações idosas, mas conheceu Henrique e o seu mundo mudou.

 

Apaixonou-se, todos os seus antigos planos mudaram e tomaram o seu lugar, uma família feliz com filhos queridos e amados e medicina exercida num pequeno consultório.

 

Henrique era possuidor de um Mestrado em Eng.ª Aerospacial, mas trabalhar não fazia parte dos seus planos, era apreciador de uma vida desregrada de luxo e estravagância,

 

Beatriz sem saber, era a "moeda de pagamento" de um negócio entre duas famílias, Lizete e Felismino compravam Estatuto Social  a Armando Albuquerque e ofereciam uma fachada de respeitabilidade ao seu filho cuja conduta incomodava e embaraçava a família. Com os pormenores do "negócio" assentes, Lizete respirou de alívio.

 

O local escolhido para o casamento e boda, foi uma belíssima Quinta de Vinho do Porto à beira do Rio Douro, inundada de cores de Outono, que deslumbrava a fina flor da sociedade que ia chegando para as cerimónias. Lizete e Felismino andavam num frenesim com os convidados.

 

Beatriz, sozinha no quarto estava linda no seu vestido branco. Ouviu vozes em tom alterado, reconheceu-as e entreabriu a porta, ouviu parte da conversa entre Henrique e Armando e decidiu!

 

NÃO!!!

 

IMG_20191004_141623.jpgFotos: google reunidas e trabalhadas

27.09.19

desafio de escrita dos pássaros #3 - Uma pequenina aventura

Miluem

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Foto: https://pt-pt.facebook.com/Associacao.Zoofila.de.Leiria/

 

 

Uma pequenina aventura

 

Ou é impressão minha ou os temas estão a ficar mais pessoais?

 

Mau Maria que o gato já mia.

 

Problemas, só problemas!

 

Em Dezembro de 2018, integrado num dos projetos finais de um curso superior, participei na versão fofinha de um rallly-paper, que é um Petpaper as receitas revertiam a favor da Associação Zoófila de Leiria – Fiéis Amigos e o “pagamento” da inscrição era feito em mantas, produtos de limpeza (sem amoniaco), comida ou dinheiro para esterilizações.

 

A Associação Zoófila de Leiria – Fiéis Amigos é uma associação sem fins lucrativos como tantas outras que existem país fora, que lutam diariamente com dificuldades para cuidarem de animais que são abandonados ou resgatados de maus tratos. Estão permanentemente lotadas e carentes de voluntários e de dinheiro. A limpeza não se faz sozinha nem com vento, o veterinário não é gratuito e comida e o carinho que os animais precisam, não caiem do céu.

 

Um primo desafiou-me a fazer par com um ele para o Petpaper, agarrámos nos questionários e canetas e lá fomos nós a todo o gás. (mais ou menos devagarinho)

 

Foi uma forma muito divertida de conhecer Leiria, pois atravessámos a cidade do Castelo ao Moinho do Papel com uns zig zag pela Zona Histórica.

 

Subimos até à PSP que fica a caminho do Castelo, descemos à Rua Direita, passámos pelo Terreiro, pela Praça Rodrigues Lobo, pelo antigo Banco de Portugal, pela Fonte Luminosa, pelo Jardim… ufa… o dia ameaçava chuva, mas pôs-se uma tarde maravilhosa.

 

A cidade estava cheia de pessoas e de grupos em atividades diversas, os Escuteiros também andavam a vender biscoitos para angariar fundos para as suas atividades.

 

Só tive pena que o percurso tivesse que ser feito a dar corda aos sapatos, porque havia tanta coisa interessante para visitar dentro dos edifícios por onde passámos, mas havia um tempo limite para cumprir a prova!

 

Mesmo assim fomos os últimos a chegar! Aqui a prima gosta muito de fazer perguntas!

 

Mas não fizemos batota! Errámos respostas, mas foi por aselhice e nabice, porque nos esfalfámos a andar por todo o lado, não tenho uma única foto desse percurso porque estava concentrada nos meu papelinho e caneta para anotar as respostas.

 

Entretanto já passei por 3 desses locais com calma, Sé Catedral de Leiria,  Igreja  da  Misericórdia e a Casa dos Pintores.

 

Nota: Nas palavras a rosa existem links para postes meus com fotos dos locais que menciono.

 

20.09.19

desafio de escrita dos pássaros #2 - O amor e um estalo

Miluem

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Uma parte da minha infância foi passada no tempo a que as pessoas antigas chamavam “da outra senhora”.

 

Agora à distância de mais de 45 anos vejo que fazia parte da educação desse tempo levar um estalo, à frente de quem quer que fosse, para correção de más atitudes ou como punição pela falta de respeito para com os pais e outras pessoas, conhecidas ou desconhecidas.

 

 Educação feita de Amor e um estalo.

 

Para sociólogos e especialistas em educação, este método educativo está errado, e é o  espelho de um Portugal atrasado, sem formação, sem escolaridade, fruto da vida sob um regime ditatorial, um país fechado sobre si mesmo, empobrecido e embrutecido.

 

No nosso país durante os anos 60 e início dos anos 70 (do século XX), a vida ainda era pobre, muitas pessoas começavam a trabalhar cedo para “ganhar a vida” e ajudar em casa, por isso a taxa de analfabetismo era elevada. Muitos foram mobilizados para combaterem nas Guerras Ultramarinas e muitos emigraram à procura de uma vida melhor ou para fugiram à mobilização para a guerra.

 

Muitas vezes, por falta de dinheiro, as crianças frequentavam a escolaridade obrigatória, ou nem isso e iam aprender um Ofício com um Mestre ou trabalhar para uma fábrica.

 

A escolaridade das pessoas podia ser baixa, mas ensinavam aos filhos os valores que lhes tinham sido transmitidos pelos seus Pais que por sua vez já os haviam recebido dos seus Avós: Honra, Honestidade, Trabalho e Respeito.

 

Eu, para não fugir à regra, também levei alguns estalos … tinha tudo pra ser anjo! ... mas as benditas das asas não nasceram comigo!!

 

Declaro que não me tornei numa cereal-killer, não ando à caça de gambuzinos e sou quase normal.

 

O Amor com um estalinho penso que não é um pecado educativo.

 

 

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