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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

13.06.21

Grândola @ Lendas de Portugal - Lenda da origem do nome de Grândola

Miluem

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Lenda da origem do nome de Grândola

 

Conta-se então que, antigamente, a zona de Grândola estava cheia de mato, no qual se escondia muita caça grossa, como por exemplo, javalis e veados.

 

Os príncipes do reino vinham para aqui caçar em grupo, juntamente com os seus caçadores e criados.

 

Um dos príncipes, D. Jorge de Lencastre, construiu neste local uma casa, para ficar por cá uns dias e preparar as suas pândegas com os seus amigos e caçadores. Juntaram-se a este grupo muitos caçadores e houve necessidade de edificar mais casas, nascendo assim uma pequena aldeia.

 

Certo dia, no fim de uma caçada, abateram um enorme e gordo javali. Enquanto cozinhavam num grande caldeirão, alguém terá exclamado:

 

- Oh!!! Que grande olha!

 

Daí em diante o lugar passou a chamar-se “Grandolha”, mais tarde “Grandolla”, até atingir a forma actual de Grândola.

 

Fonte e Foto: https://www.cm-grandola.pt

 

11.06.21

Pelo mar abaixo @ Lenga-lengas da cultura portuguesa

Versão de Cinfães

Miluem

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Pelo mar abaixo

vai um cobertor;

Quem pega e não pega?

Pega o meu amor.

 

Pelo mar abaixo

vai uma cestinha;

Quem pega e não pega?

Pego eu que é minha.

 

Pelo mar abaixo

Vai uma panela (tijela)

Quem pega e não pega?

Pega o dono dela.

 

Pelo mar abaixo

Vai um tinteiro.

Quem pega e não pega?

Pega o meu dinheiro.

 

https://cancioneiropopularmar.wordpress.com/tag/lengalenga/

 

10.06.21

Sopa da Pedra | Lenda, História e Receita

Miluem

Receita-de-sopa-da-pedra.jpg

 

A lenda da Sopa da Pedra

 

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, não lhe quiseram aí dar esmola. O frade estava a cair com fome, e disse:

– Vou ver se faço um caldinho de pedra!

E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança.

Perguntou o frade:

– Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa boa.

Responderam-lhe:

– Sempre queremos ver isso!

Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:

– Se me emprestasse aí um pucarinho.

Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

– Agora, se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas.

Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, tornou ele:

– Com um bocadinho de unto, é que o caldo ficava um primor!

Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada pelo que via. Dizia o frade, provando o caldo:

– Está um bocadinho insosso. Bem precisava de uma pedrinha de sal.

Também lhe deram o sal. Temperou, provou e afirmou:

– Agora é que, com uns olhinhos de couve o caldo ficava que até os anjos o comeriam!

A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras.

O frade limpou-as e ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela.

Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade:

– Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça.

Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele botou-o à panela e, enquanto se cozia, tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era uma regalo. Comeu e lambeu o beiço. Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou:

– Ó senhor frade, então a pedra?

Respondeu o frade :

– A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

 

 

Um pouco de história…

Sopa da pedra é uma sopa típica portuguesa, em particular da cidade de Almeirim, situada no coração da região do Ribatejo, considerada a capital da Sopa da pedra.

A designação Sopa de pedra encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base lendas e mitos.

(...)

 

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Receita

Ingredientes:

– 2,5 l de água

– Uma pedra tipo seixo

– 1 kg de feijão vermelho

– 1 orelha de porco

– 1 chouriço de carne

– 1 chouriço de sangue (morcela)

– 200 g de toucinho

– 2 cebolas

– 2 dentes de alho

– 700g de batatas

– 1 molho de coentros

– Sal, louro e pimenta a gosto

 

Preparação:

Ponha o feijão a demolhar de um dia para o outro. De véspera, escalde e raspe a orelha de porco de modo a ficar bem limpa.

No próprio dia, leve o feijão a cozer em água, juntamente com a orelha, os enchidos, o toucinho, as cebolas, os dentes de alho e o louro. Tempere de sal e pimenta. Junte mais água, se for necessário. Quando as carnes e os enchidos estiverem cozidos, tire-os do lume e corte-os em bocados.

Junte, então, à panela as batatas, cortadas em cubinhos e os coentros bem picados.

Deixe ferver lentamente até a batata estar cozida. Tire a panela do lume e introduza as carnes previamente cortadas.

No fundo da terrina onde vai servir a sopa coloque a pedra bem lavada.

Depois de servir a sopa toda, guarde a pedra para a próxima.

 

Nota:

Também pode utilizar o feijão enlatado, sempre pode fazer a sopa mais rapidamente, eu pessoalmente uso uma conhecida marca portuguesa de legumes em conserva.

Toque especial:

Guarde um pires com os coentros picados para que cada convidado coloque a quantidade de coentros a gosto na sua sopa.

 

Fonte: 

https://lusojornal.com/na-cozinha-do-vitor-sopa-da-pedra/

Fotos:

https://www.mulherportuguesa.com/

 https://maisribatejo.pt/