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As coisas que eu gosto! E as outras...

Este é o meu espaço, nele partilho as minhas fotos amadoras, as coisas que aprendi e vou aprendendo.

As coisas que eu gosto! E as outras...

Este é o meu espaço, nele partilho as minhas fotos amadoras, as coisas que aprendi e vou aprendendo.

13.02.20

Cedrim do Vouga @ Lendas de Portugal - Lenda das Mouras - Lendas de Cedrim do Vouga

Miluem

Igreja-Cedrim-Cópia.png

Foto: http://www.diocese-aveiro.pt

 

Lenda das Mouras - Lendas de Cedrim do Vouga

 

Segundo os antigos, os Mouros fixaram-se no Cabeço das Mouras e aí tinham uma entrada subterrânea que ia do Castêlo até ao Rio Vouga, por onde iam com os cavalos beber água.

 

Terá sido um homem que, ao ir tomar banho ao rio no Poço de Peiges, descobriu essa entrada e decidiu entrar.

 

A certa altura, já conseguia ouvir os galos cantar em Cedrim.

 

De facto, era convicção de muita gente que os Mouros habitaram o Castêlo e tinham passagens subterrâneas até à beira rio, no local indicado por uma fonte chamada Fonte das Mouras.

 

Fonte: cedrim.pt

http://www.aveiro.com.pt

 

12.02.20

Proença-a-Nova @ Lendas de Portugal - A flôr do feto real

Versão de Proença-a-Nova

Miluem

A flôr do feto real

Fotos: https://jb.utad.pt/especie/Osmunda_regalis

Centro de Interpretação e de Acolhimento do Jardim Botânico - Univ. de Trás-os-Montes e Alto Douro



Zé Carpinteiro queria saber tudo e, para isso, foi armar um altar num vale onde estava um feto real, porque se dizia que, quem colhesse a flor do feto real, à meia-noite, na noite de S. João, não teria mais dificuldades na vida.

 

Apareceu-lhe o diabo que lhe perguntou o que queria.

 

Zé respondeu-lhe que queria saber tudo.

 

O diabo deu um estoiro e disse:

 

           “Apanha!”

 

E desapareceu.

 

Zé carpinteiro, desde esse momento, perdeu o gosto e o cheiro.

 

Source: VILHENA, M. Assunção Gentes da Beira Baixa Lisbon, Colibri, 1995 , p.97
Place of collection: PROENÇA-A-NOVA, CASTELO BRANCO
Informant: Alberto Almeida (M), 76 y.o., PROENÇA-A-NOVA (CASTELO BRANCO),
Narrative / When: 20 Century, 90s / Belief: Unsure / Uncommitted

Fonte: CEAO - Centro de Estudos Ataíde Oliveira

 

12.02.20

Vila Velha de Ródão @ Lendas de Portugal - A lenda do feto real

Versão de Vila Velha de Ródão

Miluem

Fotos: https://jb.utad.pt/especie/Osmunda_regalis

Centro de Interpretação e de Acolhimento do Jardim Botânico - Univ. de Trás-os-Montes e Alto Douro

 

A lenda do feto real

 

Dizem os mais velhos que a flor do feto real só abre na meia noite da noite de S. João.

 

Então aparece uma voz a quem a colher, por trás, pelas costas, que pergunta à pessoa o que deseja, pode ser habilidade ou riqueza.

 

Source: MOURA, José Carlos Duarte Contos, Mitos e Lendas da Beira Coimbra, A Mar Arte, 1996 , p.65
Place of collection: Vila Velha De Ródão, VILA VELHA DE RÓDÃO, CASTELO BRANCO

Narrative / When: 20 Century, 90s / Belief: Unsure / Uncommitted

Fonte: CEAO - Centro de Estudos Ataíde Oliveira

 

11.02.20

Mafra @ Lendas de Portugal - A Custódia de Mafra

Miluem

https://www.unescoportugal.mne.pt/pt/temas/proteger-o-nosso-patrimonio-e-promover-a-criatividade/patrimonio-mundial-em-portugal/real-edificio-de-mafra-palacio-basilica-convento-jardim-do-cerco-tapada

 

 

A Custódia de Mafra

 

 

É lenda ainda não desfeita de que os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, últimos habitantes do Convento, ao retirarem meteram a Custódia e mais pratas de uso eclesiástico numa parede dos subterrâneos e ali as deixaram entaipadas.


A lenda frutificou e várias pesquisas se fizeram em busca das preciosas alfaias fradescas.

 

Numa dessas aventuras figurou um oficial do exército que veio a Mafra com autorização especial para fazer a pesquisa numa parede indicada na plantade que vinha munido.

 

Foi improfícuo o seu trabalho. O que tem sido essa lenda parece-nos que a consideramos desvendada há dezenas de anos.

 

Os Cónegos Regrantes estiveram em Mafra 21 anos e durante esse tempo ordenaram obras importantes no Convento.

 

Em 1791 conseguiram voltar para Lisboa com autorização do governo da Rainha D. Maria I e, mais uma vez os franciscanos em número de 200 vieram habitar o Convento até 1807 em que retiraram a fugir das tropas de Junot que vieram ocupar aquela casa conventual.

 

Voltaram a alojar-se por fim os Cónegos Regrantes que nele se conservavam até à extinção das Ordens Religiosas.


Saídos do Convento os Cónegos Regrantes tiveram vário destino. Alguns ficaram em Mafra: D. João da Soledade Morais, Prior da Azueira; Padre Mariano António Duarte, Prior de Mafra; Cónego Morais Cardoso, encarregado da Livraria, conhecido pelo cónego da livraria, e que foi um dos organizadores do Hospital Civil de Mafra, etc.


Vejamos agora o que foi feito das pratas do Convento de Mafra. O Prior da Azueira, D. João da Soledade Morais, contava o seguinte nos serões das pessoas de qualidade em casa de quem lhe aprazia ir passar as noites:

 

     - Quando da nossa primeira retirada do Convento de Mafra, o Guardião deu a Custódia e mais pratas a um homem da sua confiança para as guardar até que nós, os Cónegos Regrantes voltássemos para o Convento.

        Se não voltássemos ele que ficasse com elas. Assim sucedeu.


O amigo do Guardião, fornecedor do carvão do Convento, com as pratas construiu um dos melhores prédios do Gradil e passou a viver como pessoa abastada.

E aqui está a história, que reputamos verdadeira, do destino da Custódia de Mafra.

 

(Dr. Carlos Galrão, Lendas de Mafra, in Boletim da Junta de Província da Estremadura, s. 2, n. 17, Jan.-Abr. 1948, p. 79-80).

 

Source:  CAETANO, Amélia "Lendário Mafrense" in Boletim Cultural '93 Mafra, Câmara Municipal de Mafra, 1994 , p.260-261
Place of collection:  Mafra, MAFRA, LISBOA
Collector: Carlos Galrão (M) /  Narrative / When: 19 Century, / Belief: Unsure / Uncommitted

 

 

Custódia da Bemposta

Peça do Museu Nacional de Arte Antiga, datada entre 1740 e 1750.

Atribuída a João Frederico Ludovice, ourives-arquiteto de D. João V, e autor do risco do convento de Mafra.