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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

25.09.21

Licor de amora silvestre

Miluem

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Ingredientes


1 kg de açúcar
1 kg de amoras silvestres maduras
1 litro de aguardente branca (escolha uma aguardente boa)
1 estrela de anis



Preparação

Lave as amoras e deixe-as escorrer num passador de rede.


Num frasco de boca larga coloque o açúcar, a estrela de anis e a aguardente.


Agite muito bem para tentar dissolver um pouco o açúcar.


Adicione as amoras e volte a agitar.


Guarde o frasco num local afastado da luz solar e sem humidade.


Agite o frasco regularmente (pelo menos quatro vezes por semana em dias alternados).


Passados três meses, coe o preparado com um filtro de papel do café.


Coloque numa garrafa e está pronto a servir.

 

http://viajardemochilaascostas.blogspot.com/2012/12/licor-de-amora-silvestre.html?m=1

 

23.09.21

Barrancos @ Lendas de Portugal - As lendas do Castelo de Noudar

Miluem

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Foto: Wikipédia - Asfotografia

 

 

As lendas do Castelo de Noudar – Barrancos

 

1 - Versão erudita:

 

Constava que nos subterrâneos do Castelo de Noudar vivia uma triste moura que se passeava à sombra dos freixos dos rios (Ardila e Múrtega), mas que ao menor sinal suspeito transformava-se em serpente e desaparecia por qualquer buraco.

 

A lenda explica que o encantamento vem dum desgosto infindável. Um irmão da moura apunhalara uma grande amiga dela que o repudiara por querer baptizar-se e desejar casar com um cristão. O mouro, com os seus guerreiros, matara todos os moradores do Castelo de Fornilhos (monte próximo de Barrancos) onde vivia a jovem vítima que, no último momento da sua vida conseguira ser baptizada.

 

Assombrado e arrependido, o criminoso correra a enforcar-se e a irmã tomou encantamento por artes mágicas, refugiando-se em misteriosos subterrâneos do Castelo de Noudar.

 

Nas intervenções arqueológicas realizadas em Noudar não se encontraram ainda os subterrâneos, mas unicamente um túnel, provavelmente de buscadores de tesouros, infatigáveis destruidores, apesar dos medos de possíveis encontros com moura-serpente.

 

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Foto: Wikipédia - Asfotografia

 

2 - Versão popular:

 

Constava que no Castelo de Noudar, junto à porta de entrada, uma grande serpente (ou cobra) penteava os seus longos cabelos louros todos os dias aos primeiros raios de sol. Consta que o homem que a visse, ficava encantado e apaixonado com a sua beleza (provavelmente dos cabelos).

 

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Castelo de Noudar: a torre e a igreja – Foto: Wikipédia Rosino

 

3 - Versão popular (menos lenda e mais realidade):

 

Segundo alguns locais de Barrancos, era frequente o desaparecimento de ovelhas e cabras que pastavam pelos campos da Coitadinha e Russianas (propriedades envolventes do Castelo de Noudar). Estes desaparecimentos eram atribuídos a uma cobra "grande e com cabelos" (provavelmente uma serpente), várias vezes avistada pelos pastores.

 

Fonte: http://estadodebarrancos.blogspot.com/2008/09/as-lendas-do-castelo-de-noudar.html

 

19.09.21

Faro @ Lendas de Portugal - A lenda da moura na nora do Rio Seco

Miluem

Convento da Nossa Senhora da Assunção_Museu Muni

Convento da Nossa Senhora da Assunção - Museu Municipal de Faro

 

A lenda da moura na nora do rio seco

 

Numa agradável noite de primavera, poucos dias depois da tomada do castelo de Faro, passava um soldado cristão muito próximo do Rio Seco, quando ouviu duas vozes tristes.

 

Parou e pôs-se à escuta, percebendo rapidamente que se tratava de uma conversa entre um velho mouro e uma jovem moura. O homem, angustiado, dizia:

 

- Lamento minha filha, mas vais ter de ficar aqui encantada

- E será por muito tempo, meu pai? Perguntou a rapariga.

- Até que esta nora, dentro da qual mandei construir o teu palácio, seja esgotada a baldes, sucessivamente e sem intervalos.

 

E ao mesmo tempo que proferiu estas palavras, fez uns sinais e levantou os olhos para a lua.

Resignada, a jovem moura não disse uma única palavra e deixou-se lançar para o fundo da nora.

Feito isto, o velho mouro desapareceu subitamente.

 

No dia seguinte, o soldado cristão voltou àquele lugar e viu a nora.  Procurou então saber a quem pertencia o engenho mourisco e comprou-o.

 

De seguida, pegou num grande balde e começou a retirar água da nora. Trabalhou um dia inteiro sem interrupção e, quando finalmente conseguiu ver o fundo da nora já praticamente seca, desceu através de uma corda.

 

Mal chegou ao fundo apareceu-lhe uma grande serpente que saiu de um buraco que comunicava para a nora. Assustado com o bicho, voltou a subir pela corda e saltou para fora da nora.

 

Nunca mais ali voltou, mas soube, alguns dias depois, que a nora estava completamente entupida, porque as suas paredes tinham caído.

 

Ora contam os antigos que, nesse mesmo sitio, durante muitos anos continuou a aparecer uma moura encantada.

 

Fonte: https://www.uf-faro.pt

Foto: https://www.cm-faro.pt