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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

08.08.21

Matosinhos @ Lendas de Portugal - O Senhor de Matosinhos

Miluem

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O Senhor de Matosinhos

 

Segundo a tradição, a imagem do Senhor de Matosinhos é uma das mais antigas de toda a cristandade.

A lenda diz que esta imagem foi esculpida por Nicodemos, que assistiu aos últimos momentos de vida de Jesus, sendo por isso considerada uma cópia fiel do seu rosto.

A imagem é oca porque nela teria Nicodemos escondido os instrumentos da Paixão e, nesses tempos de perseguição, os objetos sagrados eram escondidos ou atirados ao mar para escaparem à fogueira.

Nicodemos atirou a imagem ao mar Mediterrâneo, na Judeia, e esta foi levada pelas águas. Veio dar à praia de Matosinhos, tendo perdido um braço na viagem. A população de Bouças ergueu-lhe um templo e designou a imagem por Nosso Senhor de Bouças, venerando-a durante 50 anos pelos seus muitos milagres.

Mas um dia, andava uma mulher na praia de Matosinhos a apanhar lenha para a sua lareira, quando encontrou um pedaço de madeira que juntou aos restantes.

Em casa, lançou-o várias vezes ao fogo e de todas ele saltou da lareira. A sua filha, muda de nascença, fazia-lhe gestos desesperados para dizer qualquer coisa e, por fim, balbuciou, perante o espanto da mãe, que o pedaço de madeira era o braço de Nosso Senhor das Bouças.

Assombrada pelo milagre, a população verificou que o braço se ajustava tão bem à imagem que parecia que nunca dela se tinha separado.

No século XVI, a imagem foi mudada para uma igreja em Matosinhos, construída em sua honra, ficando a ser conhecida por Nosso Senhor de Matosinhos.

 

 

Como referenciar: 

O Senhor de Matosinhos in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-04 21:39:09]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$o-senhor-de-matosinhos

Foto:

 https://www.cm-matosinhos.pt

 

05.08.21

Faro @ Lendas de Portugal - A lenda do mourinho encantado no arco do repouso

Miluem

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A lenda do mourinho encantado no arco do repouso

 

Ninguém sabe ao certo, mas é possível que a misteriosa criança a que se refere esta lenda seja o irmão da princesa moura encantada nas muralhas de Faro.

 

Conta o povo, que uma criança de aspeto mourisco aparecia por vezes na cidade velha e convidava os transeuntes a entrar no seu palácio, que ficava por debaixo da Ermida de Nossa Senhora do Repouso.

 

Algumas pessoas aproximavam-se, mas logo que as portas se abriam perdiam a coragem e desistiam, outros, mais atrevidos, acompanham o mourinho e entravam pela porta, seguindo depois por um corredor subterrâneo até chegarem finalmente a um palácio encantado, revestido de ouro e preciosidades.

 

O rapaz convidava-os então a levar o que quisessem.

 

Alguns contentavam-se apenas com uma mão cheia de moedas de ouro, mas outros traziam jóias e até barras do metal precioso.

 

No entanto, quem ali entrava, já não voltava a ser convidado outra vez.

 

Fonte: https://www.uf-faro.pt

Foto: https://www.visitarportugal.pt/faro/faro/faro/ermida-nossa-senhora-repouso

 

 

01.08.21

Vila Verde @ Lendas de Portugal, Lenda da Ponte de Prado

Miluem

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Lenda da Ponte de Prado

 

A Ponte de Prado, que muito tem já de antiga, evoca célebres amores de um Rei Leonês com uma ilustre dama natural desta vila.


Ponte do PradoDepois de uma enorme cheia que quase havia destruído a ponte e verificando o monarca o mau estado da mesma, enviou imediatamente ordens para a sua reconstrução.


Consta desde então que o motivo que levara o rei Leonês, residente em Braga, a tomar tal atitude, fora o facto de ter obrigatoriamente de atravessar a ponte aquando das suas visitas à tão amada dama.

Pensa-se, no entanto, que os célebres amores de D. Branca Guterres com o monarca Leonês não são lendários, aconteceram mesmo, do que aliás nos dá notícia uma inscrição que apareceu numa pedra na referida vila.


Assim, o rei Leonês podia visitar D. Branca de dia ou de noite, acompanhado da sua polícia ou disfarçado em homem do povo, sem ter sequer de admitir que seus amores fossem prejudicados por uma ponte que causava pânico a quem sobre ela passava.

 

Fonte: http://www.cm-vilaverde.pt/web/cultura/tradicoes

Foto: https://en.wikipedia.org/

 

 

 

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