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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

31.05.21

Sines @ Lendas de Portugal - Lendas de S. Torpes

Miluem

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Lendas de S. Torpes

 

Salvio Torpes foi um valido de Nero, convertido por São Paulo ao Cristianismo e martirizado. Foi flagelado e decapitado pelos seus pares. O corpo foi metido numa jangada e lançado ao rio Arno, em Pisa, com um galo e um cão.

 

A lenda siniense diz que o corpo lançado ao Arno atravessou meio Mediterrâneo e parte do Atlântico para vir parar a Sines, à costa da Junqueira-Provença, no ano de 67.

 

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Praia de S. Torpes, Sines

 

A lenda tem três versões:

1) a cabeça deu à praia portuguesa e o corpo à praia francesa de Saint Tropez, na Provença – a relação com os topónimos portugueses é evidente;

2) o inverso;

3) a Junqueira recebeu o corpo todo.

 

Consta que a cabeça do santo está atualmente no mosteiro dos frades mínimos de São Francisco de Paulo, em Itália.

 

A interveniente feminina da lenda é Celarina (ou Celerina, ou Catarina), uma mãe de família romana, viúva de um governador. Quando o marido morre, retira-se de Évora para Sines. Um anjo avisa-a em sonhos para ir receber o corpo do mártir à praia. Encontra-o na jangada de junco, velado pelo cão e pelo galo.

 

A parte com interesse histórico da lenda começa aqui. Sobre um corpo santo ou não, terá sido erguido em Sines um dos primeiros templos cristãos da Europa?

 

Celarina sepulta o cadáver junto da ribeira da Junqueira. Informado por ela, São Manços, bispo de Évora, manda erigir uma basílica no local [Arnaldo Soledade].

 

Vários autores medievais e modernos referem a existência e falam da importância do templo (Gerfou, Santo Andou, Usuardo, etc.). Alguns descrevem, inclusivamente, as suas qualidades arquitetónicas e artísticas. Muitos colocam-no na posição de primeira igreja cristã europeia (em competição com uma igreja em Saragoça e outra em Avinhão).

 

Vítor Torres Mendonça, n' "A Jangada de São Torpes", acha pouco crível que o templo tenha existido no local indicado.

 

José Leite de Vasconcelos acredita que se tomou pelo templo o dólmen da Junqueira.

 

A ter existido, são apontados dois agentes possíveis para o desaparecimento da igreja: os Bárbaros e os Mouros.

 

No final do século XVI, o Papa Sisto V ordena ao arcebispo de Évora que se certifique da existência das ossadas do mártir São Torpes na Junqueira-Provença. É descoberto um túmulo de mármore com um esqueleto humano, mas sem cabeça. Uma lápide certifica a autenticidade dos ossos (mais informações na página sobre o Sítio Arqueológico de S. Torpes).

 

As mesmas escavações descobrem um crânio – os trasladores afirmam ser de Celarina.

 

Um século depois, os ossos são removidos para a Igreja Matriz, de onde acabam por perder-se sem deixar vestígios.

 

Uma ermida erguida a Celarina na ponta leste de Sines, à beira-mar, ainda está de pé no século XVIII. Mas já não no nosso. Em 1969, o historiador Arnaldo Soledade identifica algumas pedras na casa de um particular.

A outra lenda de São Torpes

 

O lugar de São Torpes tem outra lenda. Onde agora existem dunas, houve uma aldeia que, certo ano, uma chuvada de areia soterrou; oito dias depois da tempestade, um galo ainda cantava debaixo da terra.

 

Fonte: https://www.sines.pt

Fotos:

https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/praia-de-s%C3%A3o-torpes

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Torpes

 

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Torpes     

São Torpes, por vezes também chamado de São Torpes de Pisa, é venerado como um dos primeiros mártires e santos cristãos.

Este santo é o homónimo de Saint-Tropez, a famosa região do sul de França, e ainda do Sítio em na Praia de São Torpes, em no Sines e no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

De acordo com a lenda, afirma-se que ele terá sido martirizado devido à sua fé cristã durante as perseguições levadas a cabo pelo imperador Nero.

São Torpes é um santo venerado, sobretudo, na Itália e em Portugal, não só pela Igreja Católica como pela Igreja Ortodoxa.

 

26.05.21

Alcobaça e Vestiaria @ Lendas de Portugal - O Fantasma do Ben Al Mansor

Miluem

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Ruínas do Castelo de Alcobaça

O Fantasma do Ben Al Mansor

 

Conta-se que há muitos, muitos anos atrás, no Castelo de Alcobaça havia um poço encantado. Deste poço imanava uma estranha melodia que enfeitiçava, quem por lá passasse. Principalmente, raparigas donzelas.

 

Estas fugiam a sete pés do Castelo, não fosse a melodia encantá-las.

 

Porém, certo dia uma rapariga esqueceu-se da recomendação e foi buscar água ao dito poço.

 

Enquanto pousava o cântaro no chão, e ajeitava as suas saias, uma estranha melodia começou a percorrer-lhe todos os cantos dos ouvidos, deixando-a completamente atordoada. Ao mesmo tempo, via-se emergir entre as ameias, uma imponente figura de um Mouro.

 

Este tinha um olhar tão penetrante que, imediatamente, hipnotizou a menina, e a encaminhou para dentro do castelo.

 

Assustada, ainda teve forças para rezar por Nossa Senhora e agarrar -se a uma medalha de um santinho que trazia ao peito.

 

E como por magia, o mouro evaporou-se, desaparecendo no meio de uma grande fumarada e com uma grande risada disse: Ah… Ah…Obrigado, por me teres libertado desta prisão.

 

A rapariga correu assustada para casa, e contou aos pais o estranho acontecimento.

 

Os pais ainda aflitos, contaram-lhe que o castelo estava amaldiçoado com o fantasma do Ben Al Mansor, o chefe mouro que tinha morrido na batalha em defesa do seu castelo.

 

Mas que, graças à sua força espiritual e coragem, a maldição tinha-se finalmente quebrado.

 

Foi assim, que a partir desse dia, as raparigas puderam passear junto do castelo, sem qualquer receio.

 


(Fonte: Arquivo Português de Lendas)

http://www.jf-alcobacaevestiaria.pt

Foto: https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Alcobaça

 

 

20.05.21

Meu Castelo Amado (Leiria) de Basílio Artur Pereira

O último Alcaide do Castelo de Leiria

Miluem

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O Castelo de Leiria reabre ao público no próximo dia 22 de maio, o dia da cidade, depois de ter  estado encerrado nos 2 últimos anos para obras de requalificação e construção de 3 elevadores de acesso.

 

Esta é a minha pequena homenagem ao Sr. Basílio, o último Alcaide do Castelo.

 

Meu Castelo Amado

 

Meu castelo amado
Me viste nascer
Quanto amor te tenho
Me verás morrer

São pedras velhinhas
E de quantos anos
Meu castelo amado
De encantos tamanhos

Foram meus avós
Que anos te guardaram
Depois meus pais
Assim continuaram

E até quando
Eu te guardarei
Meu castelo amado
Não te esquecerei

 

In


As minhas lembranças
História do último Alcaide do Castelo de Leiria
por

Basílio Artur Pereira

 

Foto: Google

 

19.05.21

Juromenha, Alandroal @ Qual a origem do nome?

Miluem

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Fortaleza da Juromenha

Juromenha

 

Diz a lenda que um rico Godo, desejando ter herança e amores não correspondidos com sua irmã Mégnia ou Menha, resolveu prendê-la no castelo, no intuito de a convencer.

 

A isso sempre se recusou a jovem dizendo:

Jura Menha que não…

Ainda hoje uma das torres do castelo tem a denominação de torre da Menha, por supostamente ali ter estado presa a dita donzela.

 

Fonte: https://www.cm-alandroal.pt

Foto: https://revive.turismodeportugal.pt/pt-pt/node/729

 

18.05.21

Aveiro @ Lendas de Portugal - São Simão

Miluem

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São Simão                      

 

No ano de 1526, a vila de Aveiro foi vítima de uma epidemia chamada: PESTE;

 

Na altura o convento era liderado pela Prioresa D. Isabel de Castro e sendo de fundação recente não existia um santo protector.

 

Amedrontados com a epidemia sortearam um: partiram um rolo de pavio de cera em 12 partes iguais perfazendo um total de 12 candeias, oferecendo posteriormente uma a cada um dos 12 apóstolos;

 

A finalidade de tal acto era a de que a candeia que tivesse mais durabilidade, denominaria o nome de tal santo protector (padroeiro).

 

No final, a candeia que se manteve mais tempo iluminada foi a de S. Simão, sendo este o escolhido para padroeiro do convento;

 

D. Isabel de Castro, em nome de todas as freiras fez a promessa de realizar anualmente uma festa e procissão e também mandar construir-lhe uma capela.

 

Em tal dia comemorativo passaram a oferecer na portaria, ao povo, os pães ou bolos de S. Simão.

 

http://www.aveiro.com.pt

Foto da Capela de S. Simão: C.M. Aveiro

 

11.05.21

Algoso, Vimioso @ Lendas de Portugal - Castelo de Algoso

Miluem

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Castelo de Algoso

 

Conta-se que o castelo de Algoso, no concelho de Vimioso, foi habitado por um rei mouro que usava de grande tirania sobre as povoações da zona.

 

Com ele vivia uma filha que se enamorou de um fidalgo cristão, tendo ela própria auxiliado os cristãos quando estes tentaram reconquistar o castelo.  

 

Os cristãos conseguiram assim levar de vencida o rei mouro.

 

Porém este logo descobriu a traição da filha. E por isso, como castigo, encantou-a na figura de uma serpente, deixando-a nos subterrâneos do castelo a guardar um valioso tesouro.

 

Ele, entretanto, tratou de fugir por uma mina que lá havia, na esperança de voltar um dia para reaver o seu tesouro.  

 

Diz o povo que esta mina entra pelo monte da Penenciada adentro, e que, em noites de S. João, tem sido vista uma donzela muito linda com os cabelos soltos, a chorar, sentada sobre uma fonte ali situada, e que desaparece aos primeiros alvores da madrugada, aparecendo no seu lugar uma enorme serpente com uma grande cabeleira, a rastejar, a rastejar, até que desaparece também.

 

Por esta razão não há quem se atreva a entrar dentro da mina e a procurar o tesouro que lá existe.   

 

A fonte é conhecida pelo nome de “Fonte de S. João Baptista” e o povo reconhece-lhe poder na cura de certos males.

 

Por isso é alvo de muitas romarias especialmente no dia de S. João. Ao lado há uma capela dedicada a este Santo.

 

*Fonte Bibliográfica – PARAFITA, Alexandre A Mitologia dos Mouros: Lendas, Mitos, Serpentes, Tesouros Vila Nova de Gaia, Gailivro, 2006, p.367-368

 

http://www.algoso.com

Foto: http://www.rotaterrafria.com

 

 

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