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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

19.02.21

Poetas portugueses | Algumas proposições com pássaros e árvores de Ruy Belo

Miluem

 

 

 

Os pássaros nascem na ponta das árvores

As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros

Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores

Os pássaros começam onde as árvores acabam

Os pássaros fazem cantar as árvores

Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se

deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal

Como pássaros poisam as folhas na terra

quando o outono desce veladamente sobre os campos

Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores

mas deixo essa forma de dizer ao romancista

é complicada e não se dá bem na poesia

não foi ainda isolada da filosofia

Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros

Quem é que lá os pendura nos ramos?

De quem é a mão a inúmera mão?

Eu passo e muda-se-me o coração

 

Ruy Belo

 

https://www.escritas.org/pt/t/3409/algumas-proposicoes-com-passaros-e-arvores

Foto: https://www.wilder.pt/naturalistas/as-aves-que-podemos-encontrar-num-passeio-em-sintra/

 

18.02.21

Borges, V. Verde @ Lendas de Portugal - Lenda do Dente Santo

Miluem

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Aboim da Nóbrega - Foto: Google imagens

Lenda do Dente Santo

 

No lugar de Borges, na freguesia de Aboim da Nóbrega, onde ainda hoje existe uma fonte com alminhas, ladeando uma casa (Fonte do Dente-Santo), onde vivia um homem de nome Manuel António Martins (1920), que possuía um dente de S. Frutuoso - Abade de Constantim (Vila Real), o qual tinha poderes excecionais para curar mordedelas de cão raivoso.

 

Este Dente foi referido já no séc. XVII e a tradição diz que o dente tinha mais de oitocentos anos.

 

Manuel António pertencia à família de "Os do Feitor", ou "Dentes-Santo", a qual teria recebido o dente dum fidalgo solteiro, que à hora da morte o deixou a um criado.

 

O Dente Santo ou Dente de São Frutuoso, teria igualmente sido oferecido diretamente pelo Santo ao Fidalgo, antes de morrer, dizendo-lhe:

 

Quem possuir este dente não será rico, mas será sempre remediado, e nunca passará necessidades.

 

Só poderá ser possuído por um varão.

 

O dente foi assim passando de geração em geração.

 

Conta-se que muitas pessoas vinham procurar, a Borges, as benzeduras do Dente-Santo, e que ninguém do lugar teria morrido com a doença da "raiva".

 

A benzedura era feita com o dente (que estava pendurado numa corrente de prata) acompanhada da seguinte reza:

 

"Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo

E de S. Frutuoso

Eu te benzo

E tocado por mim nunca serás raivoso".

 

http://www.cm-vilaverde.pt/web/cultura/tradicoes

 

aboim_da_nobrega_2016.png

Aboim da Nóbrega - http://vila--verde.blogspot.com/

18.02.21

Mosteiro de Alcobaça @ Visitas Virtuais

Exposição online e visita

Miluem

 

800px-Mosteiro_de_Alcobaca_94b.jpg

Por Waugsberg - Fotografia própria, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3932055

 

 

Para ver a exposição ou explorar o Mosteiro de Alcobaça,

p.f. clique nas imagens

 

Mosteiro_de_Alcobaça.jpg

 

Capela e Relicário Mosteiro Alcobaça.jpgClaustro Mosteiro Alcobaça.jpgSacristia Nova Mosteiro Alcobaça.jpgCapela do Desterro Mosteiro Alcobaça.jpg

Tumulo D Pedro D Ines Mosteiro Alcobaça.jpg

Sala Reis Mosteiro Alcobaça.jpg

Entrada Principal Mosteiro Alcobaça.jpg

Refeitorio Mosteiro Alcobaça.jpg

 

Fonte: Google Arts & Culture

https://artsandculture.google.com/partner/alcoba%C3%A7a-monastery

 

 

17.02.21

Horta @ Lendas de Portugal - Lenda das Botas do Feiticeiro

Miluem

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Lenda das Botas do Feiticeiro

 

Outra história que a minha avó me contava, mas isto é para rir.

E que eu achava uma piada porque lá na minha terra acredita-se muito em bruxas e em feiticeiros e em magia.

 

E então a minha avó contava a história de um homem, que era um feiticeiro. E que era um feiticeiro, pronto, fazia magia e então a magia.

E então ele tinha umas botas que eram umas botas mágicas que usava para…

mas a minha avó não dizia magicas, dizia enfeitiçadas porque não haviam aqueles termos… tinha umas botas magicas que ele usava para roubar.

E então o que é que ele dizia? Quando ele calçava as botas dizia:

 “Por baixo dos telhados e por cima dos silvados”,

que eram aquelas silvas, que era aquela erva com espinhos, os silvados.

E então ele ia por baixo dos telhados porque as botas permitiam que ele andasse através das paredes ou, pronto e que roubasse as coisas e por cima dos silvados, ou seja, por cima de tudo o que era mau.

Parece que ele estava a pilhar casa, um dia e chega o dono da casa e ele muito atrapalhado para calçar as botas engana-se e diz:

“Por cima de todos os telhados e por baixo de todos os silvados”.

E como as pessoas já estavam desconfiadas de quem era, bastou vê-lo todo arranhado, todo espicaçado, como dizia a minha avó, que condenaram-no.

Souberam logo que era ele.

 

Source:     AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro, n/a, - Year:  2008 - Place of collection:  HORTA, ILHA DO FAIAL (AÇORES)

Collector: André Rosa (M) – Informant: Mónica Dutra (F), 23 y.o., born at HORTA (ILHA DO FAIAL (AÇORES)),

Narrative – When: 20 Century, Belief:  Unsure / Uncommitted

Centro de Estudos Ataíde Oliveira

Foto: Pintrest