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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

26.01.21

Benquerença @ Lendas de Portugal - O Barroco do Francês

Miluem

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O Barroco do Francês

 

Se a história da Beira Baixa é fértil em factos ou acontecimentos que bem atestam o grande amor que sempre os nossos antepassados tiveram pela independência, muitos há ainda ignorados e apenas perpetuados pela reprodução ou repetição oral do povo.



A tradição que vai seguir-se é um exemplo.



O castigo das invasões francesas caiu logo de entrada na zona fronteiriça da nossa Província.

 

Os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco e Penamacor, especialmente as freguesias de Rosmaninhal, Segura, Salvaterra do Extremo, Castelo Branco, Alpedrinha e Sarzedas, sofreram as maiores inclemências e afrontas.

 

Esfomeados, rotos, verdadeiramente andrajosos, os soldados franceses praticaram ali toda a casta de atropelos, vilanias e ultrajes.

 

E os povos — os seus moradores — cheios de terror e sem recursos, os dirigentes a aconselharem moderação, o próprio Rei e a corte voluntariamente exilados, limitaram a sua acção a esconder os seus haveres e a procurarem, quanto possível, fugir com as esposas e as filhas aos horrores da nova barbárie.

 

À freguesia de Benquerença chegou, mal ela se deu, notícia da primeira invasão.

 

Mulheres e raparigas, conhecedoras de toda a casta de infâmias já praticadas em outros lugares, embrenharam-se nos densos matagais, que ao tempo quase circundavam a povoação, e, por isso, quando os primeiros invasores ali chegaram pouco mais encontraram do que a parte da população que nada possuía e que nada receava.

 

Mas alguns franceses conheciam algumas palavras portuguesas e alguns até formavam frases completas. Valendo-se desses conhecimentos, subiam aos lugares mais elevados dos arredores da povoação e gritavam:

     — Ó Maria! Anda, que já abalaram os franceses!

 

Ao que um dos da companhia acrescentava:

     — Abalados fossem eles para as profundas dos infernos!

Isto dito, escondiam-se à espera da presa.

 

À povoação chegou um dia a noticia de que fora iniciada a resistência, e que a Nação ia levantar-se.

 

Dos esconderijos começaram a sair os mais animosos.

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Nos postos elevados dos arredores já se não ouvia a grita dos facínoras a armar o laço aos incautos, mas a boa voz dos portugueses a pedir o regresso aos lares, para a luta contra o inimigo.

 

Em certa altura, na Benquerença, apareceu novo grupo de franceses. A população, refeita do terror em que estivera envolvida, sedenta de vingança pelo canibalismo dos novos hunos, resolveu tirar vingança.

 

A luta travou-se dura, e, no campo, penhor certo de quem não sofre em silêncio uma afronta, ficou um francês.

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E como do cimo de um barroco, no sítio do Calvário, face voltada à ribeira, mais de uma vez os moradores haviam sido enganados pelas falsas chamadas dos invasores, o povo resolveu cavar-lhe ali mesmo a sepultura.

 

E, por isso, através das gerações e pelos séculos dos séculos, hoje como no futuro, o Barroco do Francês vai ensinando, e ensinará, que não se afronta impunemente a dignidade dos beirões.

 


Source: DIAS, Jaime Lopes Contos e Lendas da Beira Coimbra, Alma Azul, 2002 , p.23-25
Place of collection: Benquerença, PENAMACOR, CASTELO BRANCO
Narrative / When: 20 Century, 50s / Belief: Unsure / Uncommitted

Fonte: CEAO - Centro de Estudos Ataíde Oliveira

Fotos: https://www.cm-penamacor.pt/o-concelho/freguesias/poi/benquerenca

 

26.01.21

"Woman - Mulher" - Documentário de Anastasia Mikova e Yann Arthus-Bertrand

também para os homens verem

Miluem

Aconselho a visualização deste documentário a quem ainda não viu.

 

"Sinopse e video em

 

https://www.rtp.pt/play/p7723/e519931/woman

 

Depois do sucesso internacional do documentário "Human" (2015), Yann Arthus-Bertrand junta-se a Anastasia Mikova para o novo documentário "Woman - Mulher".

Durante dois anos e meio, viajaram por 50 países e entrevistaram 2000 mulheres de todas as idades, etnias, credos e condições sociais numa recolha de "confissões" íntimas e universais.

Através dos olhos destas mulheres, nasce esta reflexão sobre o que é o mundo e como é viver nele.

Da infância à velhice, em pé de igualdade ou definido por grandes injustiças.

Quais as fases mais marcantes das suas vidas?

Quais os sonhos e esperanças, os medos e traumas? O que esperam da vida, da sociedade e dos homens?

 Qual é a relação com o seu corpo e com a sedução?

Que papel ocupa a aparência e a beleza?

Como encaram a maternidade?

Numa época em que tanto se discute o papel da mulher na sociedade, o documentário traz-nos uma visão profunda do mundo visto pelos olhos das mulheres.

Uma observação por vezes sombria quando revela as injustiças às quais as mulheres são submetidas, num mundo onde a desigualdade as afeta durante toda a vida, forçando-as a casar, privando-as da educação, do direito de votar ou até mesmo de sair sozinhas, milhões de mulheres apenas suportam a vida, ao invés de vivê-la."

 

 

 

26.01.21

Luanda Angola

Biblioteca Nacional Digital

Miluem

pi-14328-p_0001.jpgLuanda - Angola : edifício da Alfândega

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pi-7575-p_0001.jpgLuanda, vista sobre a ilha

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pi-15588-p_0001.jpg

Luanda ao despertar

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pi-7578-p_0001.jpgLuanda, fortaleza de S. Miguel

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pi-15589-p_0001.jpgLuanda, pormenor da cidade

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pi-7576-p_0001.jpgLuanda, um aspecto da baixa

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pi-7574-p_0001.jpgLuanda, um aspecto da Mutamba

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pi-7577-p_0001.jpgLuanda, vista nocturna sobre a baía

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25.01.21

um inglês, um alemão, um americano e um português...

Miluem

Um médico tinha de vacinar contra a covid um inglês, um alemão, um americano e um português. 

 

O médico disse ao inglês:

- É a sua vez de ser vacinado.

- Eu não quero!

- Não acredito! Um cavalheiro aceita sempre ser vacinado.

E o inglês foi vacinado.

 

O médico dirige-se então ao alemão:

- É a sua vez de ser vacinado.

- Não, obrigado !

- É uma ordem !

E o alemão foi vacinado.

 

O médico dirige-se ao americano:

- Agora é a sua vez.

- Eu? Nem pensar!

- Como quiser, mas o seu vizinho já foi vacinado.

E o americano também foi vacinado.

 

O médico dirige-se então ao português:

- É a sua vez!

- Não quero ser vacinado!

- Porquê? Um cavalheiro aceita sempre ser vacinado.

- Eu não !

- É uma ordem !

- Não aceito as suas ordens!

- Sabe, o seu vizinho já foi vacinado ...

- Que se lixe o meu vizinho !

- Ouça ... Mas quem é você exatamente?

- Um português.

- Ah, um português! Foi engano o Sr. não tem direito à vacina.

- COMO ASSIM, NÃO TENHO DIREITO ?!?!?! 

.... e o português foi logo vacinado.

 

Foi-me enviada pela minha amiga M.F.

 

25.01.21

Caldas da Rainha - A “Perfeita” Rainha Dona Leonor

Miluem

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Retrato imaginado da Rainha D. Leonor, por José Malhoa

 
 
A “Perfeita” Rainha Dona Leonor
 
 
 
A história das Caldas da Rainha começa aqui…
 
 
A mais importante figura da nossa cidade é, nada mais, nada menos, a Rainha D. Leonor (1458- 1525), nossa fundadora e responsável pela edificação do Hospital Termal, à volta e em função do qual se desenvolveu àquela que é hoje a nossa cidade, e cujo nome para D. Leonor remete.
 
 
Apresentando-vos a nossa patrona, D. Leonor nasceu em Beja em 1458 e antes de se tornar Rainha por casamento (1481) com o futuro Rei D. João II… seu primo (sim, leram bem, eram mesmo primos direitos!), diziamos nós que D. Leonor antes do matrimónio com o Príncipe Perfeito era já uma princesa da Casa de Avis, visto ser bisneta do Rei D. João I (1385-1433), o Mestre de Avis, sendo também neta do primeiro Duque de Bragança, D. Afonso, que por sua vez era casado com D. Beatriz Pereira, filha de D. Nuno Alvares Pereira, Condestável do Reino e braço direito de D. João I, entre outros, na Batalha de Aljubarrota … nós também ficamos confusos, mas a política de casamentos entre parentes assim obrigava!
 
 
 
Rainha Dona Leonor a Fundadora
 
 
Para confundir ainda um pouco mais, podemos também dizer que a nossa D. Leonor foi apenas a terceira e última rainha consorte (através de casamento com o herdeiro do trono) nascida em Portugal e que foi ainda o primeiro representante da realeza nacional a pertencer à Casa Bragança, que viria a representar Portugal enquanto Casa Real após a Restauração da Independência em 1640.
 
 
Só para alimentar mais um pouco toda esta confusão, com a morte de D. João II em 1495, e sem que este e D. Leonor tivessem deixado um herdeiro ao trono, tiveram de facto um filho que morreu ainda jovem num acidente de cavalo, quem subiu ao trono foi o irmão … de D. Leonor … e primo de D. João II, o Rei D. Manuel I (1495-1527), que viria também a ter um papel importante na história da nossa terra.
 
 
Apresentada a nossa digníssima fundadora e ultrapassadas as suas complexas ligações genealógicas é importante percebermos porque razão existe esta ligação de D. Leonor a Caldas da Rainha e de que forma ela se foi definindo.
 
 
Pois muito bem, diz a lenda que em dia de celebrações fúnebres em honra a D. Afonso V, pai de D. João II … e tio e sogro de D. Leonor, a ter lugar no Mosteiro da Batalha, no caminho de Óbidos para a Batalha, a Rainha se cruzou com um grupo de pessoas que se banhavam numas poças perto da estrada e que ao solicitar que se questiona-se do que se tratava lhe terá sido dito que as águas ajudavam as ditas pessoas a sentirem-se melhores das suas dificuldade físicas ou de saúde.
 
 
https://gocaldas.com