Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes, gosto de os partilhar por imagens e ou palavras.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

07.06.20

Resende @ Lendas de Portugal - A lenda de Santa Maria de Cárquere

Miluem

 

 

A lenda de Santa Maria de Cárquere

 

 

Onde se pergunta quem foi, afinal, o primeiro rei de Portugal.


Falamos de uma história de novecentos anos, mais pózinho, menos pózinho, quando Portugal era ainda uma miragem.

 

Afonso VI de Castela e Leão, “Imperador de toda a Hispânia”, quando do matrimónio de sua filha ilegítima D. Teresa com o Conde D. Henrique da Borgonha, tinha criado o Condado Portucalense, oferecendo-o como dote a sua filha.

 

Os Condes de Portucale governavam este cantinho da Península, vassalos do Rei de Castela.


Ora vivia na corte um fidalgo, Egas Moniz de seu nome, pertencente à nobre família de Ribadouro. Homem de toda a confiança, solicitou aos seus amos que lhe permitissem a honra de ser aio do futuro governante. E assim se fez quando nasceu Afonso Henriques que veio a ser o único descendente masculino sobrevivente de Henrique e Teresa.

 

Pobre Afonso! Dizem alguns que terá nascido fraco, com as perninhas tortas – as más línguas diziam até que era corcundinha. Temeu-se pela sua vida.

 

Era este bebé o futuro Conde, o futuro chefe militar? Que futuro para o Condado! Que grande tristeza!


Egas Moniz era profundamente dedicado ao pequeno. Foi seu tutor, amigo, mestre d’armas… O bem estar do amo era a sua preocupação maior. Devoto da Virgem Maria, rezava-lhe amiúde, pedindo pela saúde da criança que tanto amava.

 

Teria Afonso uns 5 anos de idade, quando sonhou Egas com Nossa Senhora. Esta ordena-lhe:

 

-Vai, Egas Moniz! Leva Afonso à minha igrejinha de Cárquere (Resende) e aí será curado!

 

29_2.width-1920.jpg

 

 

Egas pôs-se a caminho com o jovem infante, cheio de esperança.

 

Colocado o pequeno no altar, terá então procurado uma imagem escondida da Virgem, acendido 2 velas e esperado, murmurando as suas preces.

 

O tempo, nesse tempo sem relógios, passa. Egas adormece, cansado.

 

Uma das velas cai. Assustado, o infante levanta-se com esforço, evitando as chamas e a queimadura certa. Curado sim, com a ajuda da Nossa Senhora.

 

E regressam à corte, aio e amo.

 

O povo rejubilou!!!! O Conde D. Henrique, agradecido pela graça concedida, manda construir, junto à igreja, o Mosteiro de Santa Maria de Cárquere.

 

Egas Moniz foi obreiro do milagre. Mas será que foi mais do que isso?

 

É que se conta, no rol de histórias que passam, que o infante, frágil e enfezado, não terá resistido à primeira infância, deixando o domínio sem herdeiros masculinos… E que Egas Moniz, combinado ou não com o Conde D. Henrique, terá trocado a criança morta por um dos seus próprios filhos, assegurando assim a continuação do Condado Portucalense…

 

Quem sabe?

 

Sabe-se que “Afonso” cresceu e se fez homem. Alto e forte, segundo estudos feito no seu túmulo, dizia-se a que a sua espada era pesadíssima e que nenhum outro poderia manejá-la.

 

E não queria ser Conde! Queria ser Rei! E, para tal, combateu os do seu próprio sangue (?), com Egas Moniz sempre a seu lado.

 

Conforme se diz noutro relato, no auge da guerra pela independência de Portugal, Egas Moniz faz uma promessa de cavaleiro ao rei de Castela e Leão, Afonso VII, em nome de Afonso.

 

Afonso não cumpre! Então Egas Moniz e a família viajam a Toledo, apresentando-se ao Rei de Castela e Leão, todos de corda ao pescoço, oferecendo a vida.

 

Afonso VII, condoído, perdoa… E os Moniz voltam para Portugal. Para seu rei…ou seu parente chegado?


Ao falecer Egas, foi sepultado junto ao seu Paço de Sousa, Penafiel. Posteriormente, foi transladado para o interior do Mosteiro. É então que, para espanto de todos, se viu serem os ossos das suas pernas extremamente longos, transformando-o aos olhos das gentes num homem descomunal, um verdadeiro gigante para a época.

 

Aio ou pai do primeiro Rei de Portugal, Egas Moniz foi, sem dúvida, um homem lendário!

 

Fonte: https://portugaldelesales.pt

Fotos:

 https://cm-resende.pt

https://www.rotadoromanico.com

 

 

07.06.20

Bolinhos de batata-doce com atum

Miluem

Foto e receita parecida

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/receitas/bolinhas-de-atum-e-batata-doce

 

Ingredientes:

• 300 grs. de batata doce
• 1 lata de atum ao natural
• 1/2 cebola pequena picada
• 1 colher de sopa de salsa picada
• 1 gema de ovo
• 2 colheres de flocos de aveia
• sal q.b.
• sementes de sésamo q.b.

 

Preparação:

Cozer a batata-doce cortada em bocados pequenos com sal.

 

Depois de cozida retirar um bocadinho do caldo, não vá ser preciso, escorrer o resto esmagar as batatas com o esmagador ou o velhinho passe-vite.


Numa tigela juntar bem todos os ingredientes (menos as sementes de sésamo), não esquecer de desfazer o atum para ficar bem distribuído.


Fazer umas bolinhas do preparado, para isso, molhar as mãos em água, para a mistura não se agarrar às mãos.

 

Envolver na sementes de sésamo e por em tabuleiros de ir ao forno forrados com papel vegetal untado com um bocadinho de azeite, óleo de sésamo, óleo de coco, o que preferir.

 

O forno deve estar pré-aquecido a 200°, deixe cozer cerca de 20 minutos.

 

 

Copiei esta receita já há algum tempo, não me lembro de onde, porque ela é boa como está, mas também é ótima para fazer aproveitamentos.


As batatas, porque não misturar batatas doces e normais cozidas e assadas de outras refeições e fazer o puré?

Em vez de atum, usar peixe cozido ou assado que também sobrou.

Substituir a salsa por coentros.