Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes, gosto de os partilhar por imagens e ou palavras.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

04.05.20

Coucieiro, Vila Verde @ Lendas de Portugal - Lenda de D. Sapo

Miluem

Brazão: https://coucieiro.com/

 

 

Lenda de D. Sapo

 

 

Coucieiro é uma das freguesias que compõem o concelho de Vila Verde.

 

Esta freguesia apresenta um facto histórico e lendário passado à volta dum fidalgo, dono de uma quinta que, ainda hoje, é conhecida pela quinta de D. Sapo.

 

Este fidalgo dominador das suas terras e daqueles que as trabalhavam representava o Rei e tinha todos os privilégios reais ou por El-Rei concedidos, mais aqueles privilégios que, estando tão longe o Rei, o tal fidalgo inventou, ou seja, dormir com a noiva, após o casamento, quando essa noiva fosse dos seus domínios.

 


Certo dia, um alfaiate encantou-se por uma dessas noivas condenadas ao tal privilégio e, quando foi avisado do que ia suceder, pensou na aceitável vingança - apresentar-se ao fidalgo (disfarçado de noiva) e liquidá-lo.

 

Se bem pensou, melhor o fez e na noite, após o casamento, apresentou-se ao D. Sapo, disfarçado de noiva, e, com a sua arma (a tesoura) matou D. Sapo.

 

Começaram todos e todas a temer a sua sorte e o próprio alfaiate, temendo a justiça que de El-Rei viria por homicídio do seu representante, pensou ir ao Rei confessar o seu crime, o que fez desta forma:

 

- Venho apresentar-me a Vossa Majestade, pedindo que me absolva, pois lá para a região dos Senhores de Regalados matei um Sapo.


El-Rei pensou e, olhando para tão humilde confissão, diz:

 

- Se mataste um sapo (diz-lhe El-Rei não se lembrando do fidalgo) é mais um, menos um, disso estás perdoado!

 

O alfaiate ganhou coragem e acrescentou:

 

- Esse sapo é o fidalgo D. Sapo lá da nossa terra que, talvez abusando dos privilégios, queria dormir com a minha noiva.

 

O Rei, possivelmente não gostou, mas tinha dito:

 

- Estás perdoado - e palavra de Rei não volta atrás.

 

E foi assim que os homens daquela localidade ficaram livres para usufruir daquilo porque ansiavam na noite do casamento.

 

http://www.cm-vilaverde.pt/web/cultura/tradicoes