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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem-vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

16.10.19

Lenço e colar

Miluem

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Este ano voltaram a usar-se muito os lenços.

 

Eu tenho uma coleção bem grande que fui herdando, alguns muito antigos.

 

Tinha estas fotos guardadas com ideias para usar os lenços como colar.

 

Nota: penso que serão imagens do Pinterest, mas não tenho a certeza.

 

16.10.19

Ditos e Ditados Populares @ CXX

Miluem

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500 provérbios portugueses antigos - Educação moral, mentalidade e linguagem - de Jean Lauand

Estudo e recolha com base no Livro de provérbios de Antonio Delicado

Na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (São Paulo-Brasil), encontra-se uma raridade: um exemplar original do livro do lecenciado prior Antonio Delicado, Adagios portuguezes reduzidos a lugares communs, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa, 1651.

 

16.10.19

Pinhal do Rei @ Lendas de Portugal - Lenda da fonte da felícia

Miluem

http://pinhaldorei.net/lugares-recantos/felicia/ "Antigo fontanário posto a descoberto após a limpeza efetuada pelo fogo de 2017"

 

 

Lenda da fonte da felícia

 

Numa das suas visitas ao pinhal, chegando ao cima da alta duna, D. Dinis desmontou do cavalo para desentorpecer as pernas.

 

Olhou a paisagem à sua volta. A mata estava ali. Era pouca, mas muito mais haveria de semear. O Pinhal nascia. Verdejava. Crescia. Muitos barcos haveria de dar para embelezar aquelas águas e florir o sonho que o perseguia para lá das Canárias…

 

O sol começara a descer, de repente, lembrou-se que deixara a sua Isabel e o Infante no cansaço da espera.

 

Levantou-se dum pulo. Montou o cavalo e partiu a galope, galgando montes e barrancos, subindo e descendo morros. Chegou ao local, desmontou dum salto e dirigiu-se à Rainha.

 

A Rainha sorriu e perdoou. Ela amava demasiado o seu rei, para lhe pesar as faltas.

 

O Rei pegou nas mãos do infante e contou-lhe a magia do pinhal e do mar.

 

A certa altura, o infante pediu água para saciar a sede e D. Isabel ordenou que uma das aias lhe fosse buscar água.

 

A aia dirigiu-se a um fio de água cristalina que rompia da encosta fresca, de entre mimosa vegetação, e que escorrendo, engrossando, cantava suavemente, até se dispersar no rio, dezenas de metros à frente.

 

Trouxeram a água ao Príncipe. Este, encantado com a sua leveza e frescura perguntou:

 

       - Que fonte é esta, Senhora mãe?

 

       - Esta fonte…esta fonte, meu Príncipe? Parou um instante, como se procurasse na memória, e depois de ter encontrado um nome adequado ao fiozinho fresco e cristalino, sorriu e respondeu: - É a fonte da Felícia, meu príncipe!

 

Fonte da Felícia, um nome posto em homenagem ao doce momento que estava a passar junto de El-Rei e do Príncipe Afonso.

 

Fonte da FELICIDADE…

 

 

Tradição oral

 

 

 

16.10.19

Responso a Santo António - 2 versões - Bragança e Portel

Miluem

Pintor: Garcia Fernandes

“Santo António pregando aos peixes”

pintura a óleo sobre madeira datada de 1535-1540, Museu Nacional de Arte Antiga.

 

 

Responso dirigido a Santo António recolhido em Bragança (conforme o discurso da informante):

 

“os perdidos e achados é, portanto, uma pessoa perde qualquer coisa, e não a encontra, e então há uma oração, se a pessoa a disser três vezes seguidas, sem se enganar, as coisas aparecem. Pronto, e então é assim:

 

Santo António se bestiu e se calçou.

Pelo caminho do Senhor andou.

Encontrou o Senhor,

O Senhor lhe perguntou:

– António, onde bais?

– Oh Senhor, eu consigo irei.

– Comigo não irás,

Nesta terra ficarás,

Guardar o perdido

Com o achado encontrarás.

 

Três bezes seguidas!”

 

 

Mariana GOMES, Recolhas do Centro de Tradições Populares Portuguesas - RiS (2007), no âmbito doseminário de Mestrado em Estudos Românicos – Literatura Oral e Tradicional. Informante: Virgínia Salazar (Bragança), 2007

 

Foto: Pintrest

 

Numa outra versão, recolhida em Portel, basta dizer uma vez o responso para que seja concretizado o pedido.

 

Vejamos:

 

Santo António pequenino,

Se vestiu e se calçou.

No seu caminho caminhou,

Onde Jesus lhe perguntou.

- António, tu onde vais?

- Senhor, contigo vou.

- Tu comigo não irás.

Tu na Terra ficarás.

Todas as coisas perdidas e roubadas,

Santo António mas darás

 

 

Sandra SALES, Recolhas do Centro de Tradições Populares Portuguesas - Ri5 (2006)-13, no âmbito dacadeira de Literatura Oral e Tradicional de Licenciatura. Informante: Genoveva Sales (Portel), 2006

 

 

 

TRADIÇÃO DEVOCIONAL DE SANTO ANTÓNIO

Mariana Gomes     Isabel Dâmaso Santos

Centro de Tradições Populares Portuguesas

“Professor Manuel Viegas Guerreiro”

Universidade de Lisboa