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As coisas de que eu gosto! e as outras...

Bem Vind' ao meu espaço! Sou uma colectora de momentos e saberes, gosto de os partilhar por imagens e ou palavras.

As coisas de que eu gosto! e as outras...

03.06.20

««Tradições »» Calão Mirense - Mira de Aire e Minde

Miluem

POLJE.jpg

Polje Mira-Minde

Foto: https://www.mediotejo.net

 

 

Mira de Aire pertence ao concelho de Porto de Mós, Minde ao de Alcanena.

 

Tanto Mira de Aire como Minde há uns anos eram terras que viviam sobretudo das empresas de fiação e lanifícios, isto do que me recordo em pequena e jovem das visitas de estudo da escola.

 

Entre si partilham um "Polje" uma maravilha da natureza que eu não conhecia, mas que a Junta de Freguesia de Minde explica muito bem 

 

https://jf-minde.pt/sobre-a-nossa-terra/mar-de-minde/

 

e uma linguagem com termos muito próprios, que era usada sobretudo em mercados e conversas entre conhecidos, que se começou a perder, mas que está a ser recuperada.

 

A Câmara Municipal de Porto de Mós, no seu site, tem uma lista com termos que aqui reproduzo.

 

Calão Mirense

 

Alforges - beringeis

Almoço - zé pequeno

Ano - planeta

Arroz - venezo

Azeite - vale da serra

Azeitonas - granadeiras

Açucar - brasileiro

Bacalhau - navega

 Batata - pera serrada

Bigode - roda pé

Boca - tosadeira

Boi - turino

Bom - cópio

Broa - risota

Burro - tróia

Cabeça - caturra

Cajado - samoucal

Calças - cardosas

Cama - giraldo

Camisa - berliquia

Cardador - tanoador; charal

Carne - pelota

Carne de porco - pelota de bicho sarrudo

Carta - a de rio alcaide

Carteira - a do joão do rato

Casa - classe

Casar - emanar

Chave - a do serralheiro

Chifres - azeiteiros

Cinta - a da conceição inácia

Coelho - cartifo

Colete - o facada

Comida - trilha

Conversa - piação

Cão - modeio

Defecar - enfigueirar

Dinheiro - neto

Dormir - passar pelo regueira

Embebedar-se - emotear-se

Enxada - a do pai adão

Ervilhas - guisates

Escudo - montante

Esposa - emanada

Estrada - a del´rei

Faca - a de guimarães

Favas - lajas

Feijões - batalheiros

Figos - lutos

Fome - ambria

Galinha - souto-sico

Garfo - carretadeiro

Gato - cartifo

Grande - ancho

Homens - charais

Horas - as do bandarra

Igreja - a do joão pedro

Individuo - covano

Lenha - a do monteiro

Lume - o de alhandra

Lã - a de arraióis

Manta - meniza

Manusear - adogaivar

Mau - didi

Mira de aire - cidade de santo estevão

Morcelas - as do albino jorge

Morrer - espadilhar

Mãe - antiga

Mão - adogaiva

Nariz - chaveca

Negociante - charal

Olho - mirante

Orelhas - guarda lamas

Padre - raso; francisco vaz

Pai - antigo

Pedra - santo estevão

Peixe - navega

Peras - reconqueiras

Perceber - penetrar

Porco - bicho sarrudo

Prato - o de malpique

Pulgas - cacildas

Pão - cinquete

Queijo - portel

Rabo - torquelho

Rapariga - tirrazinha

Rapaz - tirrazinho

Relógio - bandarra

Retrete - guedes

Sapato - balões

Sono - o da regueira

Tear - tronco

Terra - terruja

Tostões - marroazes

Tremoços - alcains

Trigo - folha da costa

Urina - regatinha

Urinar - regatinhar

Uvas - labranças

Vinho - gandil; mota

Vinte escudos - uma de são mamede

Água - regata

•°

02.06.20

Cuco @ Lenga-Lengas da cultura portuguesa

Miluem

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Era uma vez um Cuco
Que não gostava de couves.
Mandou-se chamar o pau
Para vir bater no cuco
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o fogo
Para vir queimar o pau
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar a água
Para vir apagar o fogo
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o boi
Para vir beber a água
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o homem
Para vir ralhar com o boi
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar o polícia
Para vir prender o homem
O polícia não quis prender o homem
O homem não quis ralhar com o boi
O boi não quis beber a água
A água não quis apagar o fogo
O fogo não quis queimar o pau
O pau não quis bater no cuco
O cuco não quis comer as couves
Ele ia sempre a dizer:

“Couves não hei-de eu comer!”

 

Mandou-se chamar a morte
Para vir matar o polícia
A morte quis matar o polícia
O polícia já quis prender o homem
O homem já quis ralhar com o boi
O boi já quis beber a água
A água já quis apagar o fogo
O fogo já quis queimar o pau
O pau já quis bater no cuco
O cuco já quis comer as couves

 

Era uma vez um cuco
Que já gostava de couves!

 

 

01.06.20

Ansião, Leiria @ Lendas de Portugal - Ponte da Cal

Miluem

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Ponte da Cal

 

Sobre as águas calmas do rio Nabão construiu-se, no século XVII, uma ponte que ligava o importante e antigo eixo viário oriundo de Coimbra que passava por Lagoas em direção ao centro da vila de Ansião.

 

Trata-se de um monumento de alvenaria, constituído por dois arcos de volta perfeita, em cantaria siglada. Um estreito passeio, do lado Norte, delimita dois interessantes tanques de banhos, destinados, respetivamente, às mulheres e aos homens.

 

O primeiro tanque é constituído por uma pia mais funda onde, segundo a lenda, a Rainha Santa se teria um dia refrescado, após atravessar uma longa zona agreste sob o sol tórrido de verão, vinda da cidade de Coimbra.

 

A fadiga apoderara-se já de toda a comitiva quando avistaram, ao longe, o arvoredo refrescante que emerge das margens do rio onde a ponte se ergueu. A Rainha ter-se-á apeado e terá descido à margem para molhar os pés.

 

Recomposta toda a comitiva, prosseguiram a viagem e eis que, ao encontrar um velho pedinte na beira do caminho, a Rainha mandou de novo parar, para lhe dar uma esmola. Teria sido este velho, ou "ansião", que segundo a tradição determinou o nome da povoação.

 

As águas que correm sob a ponte santificaram-se e práticas milagrosas aí ocorreram desde então. Neste local ainda hoje se pratica o "banho santo" de 29 de junho - dia de S. Pedro - ao dia 4 de julho - dia da Rainha Santa Isabel.

 

 

Como referenciar: Ponte da Cal in Artigos de apoio Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2019. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$ponte-da-cal

 

Foto: https://www.cm-ansiao.pt

 

01.06.20

Repelente de insetos - biológico

Miluem

Não sei se é só por aqui, mas este ano há bastantes melgas e moscas.


Eu detesto os produtos que habitualmente se usam para o efeito.


Deram-me uma dica que gostei e vou partilhar.

 

 

 

Repelente de insetos


Ingredientes:

1 Limão
10 a 12 Cravo-da-Índia


Preparação:

Cortar o limão ao meio e espetar os cravinhos nos gomos sumarentos.

Depois colocar as metades do limão junto às janelas.

O efeito dura mais ou menos 3 a 4 semanas.